Arquivos mensais: setembro 2010

Balé

Ínvios caminhos trilhou a Medicina em terras de Santa Cruz! O primeiro médico aqui aportou ainda nas caravelas de Cabral : Johannus Emenelaus. E devemos ao holandês Guilherme Piso que veio a Pernambuco com o Conde Maurício de Nassau, no Século XVI, o primeiro Tratado de Medicina das Américas. Nosso conhecimento médico, como nossa cultura, sofreu intenso processo de miscigenação: um pouco aprendido dos portugueses, dos jesuítas, dos afro-descendentes, dos holandeses, franceses, judeus e dos índios. Nossos primeiros profissionais de médicos só começaram a ser formados por aqui a partir do Século XIX, com a inauguração da primeira Escola de Medicina, a de Salvador, que coincide com a chegada da família Real. Todos profissionais daquela geração carregavam consigo características interessantíssimas: exercendo uma ciência que ainda se banhava em fontes empíricas, tinham uma profunda formação humanística e ética no exercício da Arte hipocrática. Para eles, o exercício da medicina era antes de tudo impelida por vocação e fazia-se muito mais sacerdócio do que emprego; mais Arte do que Ciência. Tinham uma profunda proximidade com as famílias e eram reverenciados como membros delas, como um parente próximo, como um amigo. Participavam do cotidiano das pessoas e tratavam não apenas os males físicos, mas leniam também as agruras da alma. A partir do Século XX, à medida que a Medicina se foi firmando mais e mais como Ciência; os novos profissionais começaram a se aproximar das máquinas, dos acessórios de diagnóstico sofisticados, voltando-se mais para o tecnicismo e menos para a alma; mais para a superfície e menos para os recantos mais abissais da natureza humana.
O ouvinte , certamente, verá essa evolução como natural. O mundo mudou: a TV, o DVD, o Computador , a Internet , a Midia, imprimiram uma velocidade estonteante aos tempos modernos. Os contatos hoje se fazem muito mais virtualmente do que na esfera real. Já existe Cirurgia Robótica permitindo que um médico em Nova York opere um paciente em São Paulo, sem que nunca tenha visto seu cliente e sem que nunca tenha a impossibilidade de conhecê-lo um dia. Muitos sites já disponibilizam consultas virtuais, à distância. Já não existe espaço para o contato físico entre as pessoas, para o toque , o olhar, a escuta. O médico hoje formado, com certeza, não poderia ter permanecido o mesmo de anos passados. Hoje ele é tem uma formação muito mais técnica e muito menos humanística e as vocações são criadas através de um dos deuses da modernidade : o Mercado. Temos profissionais da mais alta qualificação , nas mais variadas sub-especialidades, capazes de tratar com esmero e maestria: dedos, fígados, olhos, cérebros; mas muitas vezes impossibilitados totalmente de cuidar de pessoas na sua holística vivência, na sua divina complexidade. A convivência entre os próprios colegas, também, sofreu uma grande deterioração, simplesmente porque não há mais colegas nos tempos atuais, existem concorrentes da mesma fatia de mercado. Tenebrosos tempos modernos!
Esta reflexão, amigos, talvez um pouco crua para um dia de sábado, brota em meio à tristeza que tomou conta da nossa cidade no dia de ontem. Partiu na inevitável viagem, um dos últimos luminares da fase áurea da Medicina caririense dos últimos 60 anos: Dr. Eldon Gutemberg Cariri. Querido de todos, recepcionou milhares de cratenses na chegada a este mundo de lágrimas, com um carinho e lhaneza quase que beneditinos. Pasmem vocês ! Ele sabia ouvir as pessoas! Não era um parteiro , mas um simples acólito da natureza. Acompanhava as gestantes por horas a fio, sem qualquer interferência no processo natural do parto: nem fórceps, nem medicamentos para apressar o processo e nem pensar em cesáreas desnecessárias! Longe dele a correria desenfreada dos dias de hoje, a velocidade estonteante das criaturas em busca de que? Para onde? Dr. Eldon, como um condor, não precisava de esforços desnecessários : sabia plainar, conhecia as correntes favoráveis de vento e flutuou vida afora, com a leveza de um bailarino. Discreto, sem arroubos, sem arrufos, exerceu seu sacerdócio por tanto tempo, antenado com os precipícios tenebrosos do espírito humano. Poliglota, leitor voraz, pianista, percebia claramente que a formação humanística é tão importante para o médico quanto o conhecimento técnico. Ontem, o condor pousou com a mesma leveza com que tinha empreendido o vôo por mais de oitenta anos.
Dr. Eldon parece deixar ensinamentos profundos às novas gerações. A paciência é capaz de mover montanhas. A Técnica isolada, apenas fabrica ótimos mecânicos para consertar relógios, rádios, computadores: não tem instrumentos suficientes de curar pessoas. E mais : a Ética precisa sobrepor todo conhecimento e toda a Ciência. Sem Ética não existe nada além da barbárie. O bailado suave do Dr. Eldon vai fazer falta num mundo cada vez mais propenso às lutas marciais do que ao Ballet.

J. Flávio Vieira

Removam-se as placas

Juiz determina a remoção de Placas, cavaletes e assemelhados.

Após várias manifestações populares Juiz determina a remoção de placas de propaganda eleitoral

Os comitês locais e regionais receberam hoje pela manhã a notificação, do Juiz da 27ª Zona – Crato, determinando a retirada, no prazo de 4(quatro) horas da propaganda eleitoral que desatende a legislação eleitoral, em especial as mencionadas a seguir: Placas, cavaletes e assemelhados em praças ou espaços públicos, em canteiros de vias públicas, instalados em calçadas e lugares equivalentes. A determinação deve-se a diversas manifestações populares, solicitando a regularização deste tipo de propaganda, alegando que as mesmas estavam impedindo o trafego regular de pedestres à via pública de modo que para alcançar local destinado à travessia da via pública era necessário por a vida em risco passando por via de automóveis, prejudicando ainda a passagem de cadeiras de rodas, carrinhos de bebês e equipamentos de pessoas com necessidades especiais.

Nos últimos meses as cidades do Cariri foram invadidas por uma enxurrada de placas, esse material está em todos os lugares onde deveria ser passagem de pedestre. No percurso Juazeiro – Crato a poluição visual dificulta a visibilidade da via.

Na cidade do Crato já se tem um histórico de luta contra poluição visual, visto que há até uma determinação municipal em relação à fixação de placas e faixas. Nesse período de campanha eleitoral os cratenses se sentiram sufocados pela enxurrada de informações nas placas de propaganda.

Durante o encontro do PIA, realizada em Crato e organizado pelo Coletivo Camaradas, foi realizada a “Ação Poluição” onde foi feito o registro fotográfico de várias praças do Crato congestionada por placas. Os Camaradas divulgaram a ação na impressa e foi bastante repercutido. O registro foi enviado ao MP e OAB solicitando a regularização da propaganda.

Resta saber se todos os Comitês de campanha obedecerão à determinação, pois mesmo depois de expirado o prazo estabelecido muitos candidatos ainda não haviam retirado seus materiais.

A decisão pela remoção veio do Dr. João Luis Nogueira Matias, Juiz Auxiliar da Propaganda Eleitoral do TRE-CE.

Por Erika Souza
Integrante do Coletivo Camaradas e @PortalKariris

Mito e Realidade

Mito e Realidade

O mito a princípio busca explicar a existência, a vida em si, busca as explicações da origem do homem dos primórdios do mundo, por meio de entes sobrenaturais e até mesmo seres com poderes de mutação (antropomórficos). As narrativas mitológicas, e como a entendemos hoje correm o risco de beirar ao ridículo, mas, contudo devemos lembrar e estudá-las como conhecimento produzido através dos tempos até o dito mundo civilizado contemporâneo. E, contudo vemos a influência do sagrado na construção do pensamento humano, no processo histórico no qual as sociedades arcaicas (ditas primitivas) tentam explicar a realidade que estão postas por meios dos mitos. A maneira que é manifestada os mitos, e a forma como são contadas nos passa uma idéia do sagrado, como aquela ou outra civilização é influenciada desde os primórdios. A diferenciação clara é que os fatos ocorridos conosco seguem uma linha histórica na qual não podemos reconstruir diferente das sociedades “primitivas”, que também têm uma linha histórica, mas, no entanto “conseguem”, na forma de seus ritos repetirem o que seus ancestrais o fizeram, através do mito manifestado pelos poderes do rito, constituindo assim uma historia sagrada. Remetendo-nos a hoje vemos o que podemos chamar de uma evolução do mito, que está presente e não sei se de maneira mais forte ou não em nossa sociedade, vejamos os filmes de heróis que temos seres poderosos vindo de outros planetas exemplos: super-homem, surfista prateado, entre outros. Há de ser colocado também que todos esses seres “heróis” contemporâneos têm suas historias, desde suas origens, a forma de como adquiriram esses tais poderes como também têm as historias míticas de povos “primitivos”, sendo que estou colocando só um dos meios que se propagam esses mitos em nossa sociedade. O inconsciente humano vem à tona na forma de como as historias nos são passadas, explicitamente a linguagem mitológica usada hoje é de uma elaboração fantástica, atingindo-nos ideologicamente, e na mais profunda percepção sensorial, ou seja, nossa capacidade seletiva de captar informações do mundo externo, daquilo que não conhecemos, mas também daquilo que queremos ser.

Michael Medeiros Marques

Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Regional do Cariri

Professor de Sociologia

Integrante do Coletivo Camaradas

[email protected]

Motivos para ser feliz – Emerson Monteiro

Alguns dias, coisas deixam de acontecer do jeito que pretendíamos vê-las junto de nós. Nessas horas balançadas, espécie de peso desnecessário além até das proporções de costume, pressiona os nossos ombros, feito impacto nos sentimentos, a mexer nas fibras internas, querendo nos tirar do sério e quase que invadindo o caminho normal do barco.
Ficamos por ali, desconfiados, assim meio contrariados diante dos acontecimentos, vendo um tanto mais de cores cinza forte no mundo meio cinza fraco do lado de fora, entre movimentos de máquinas e da barulheira tradicional com quem já nos acostumávamos, no espaço da cidade.
Alguma descalibragem na direção, talvez fruto do desgaste das estradas. Todavia a fase com certeza passará, na dependência ao modo como encaramos aborrecimentos e pelejas de outras ocasiões.
Às vezes isso nasce dos desencontros de opinião no meio das pessoas, porém ninguém deve homenagem a ninguém, nos confrontos dessa vida. Outras vezes, caprichos desatendidos, os calores mais intensos dos finais do ano, as notícias contraditórias, esperanças perdidas, multidão de apreensões quanto ao futuro, etc. E paramos enquanto é tempo de parar.
Hora de ver em volta. Analisar o panorama geral dos hemisférios e decidir pelo melhor. Olhar com atenção quanto de valores positivos demanda em nossa volta para a formação das respostas aos desafios, que nada mais seriam do que as lições necessárias ao bom andamento do aprendizado nesta escola.
Ficar triste coisa nenhuma, afundar no desencanto nenhum sentido valerá.
E os milagres do cotidiano, as maravilhas que merecemos da natureza sem qualquer direito de herança, de nada representariam, chegando às nossas posses e oferecendo alegrias sem conta?
O tamanho da nossa resistência significa o verdadeiro reconhecimento original de cada um, máquina perfeita em tudo por tudo. A saúde, as oportunidades de conhecer os mistérios da existência. O calor do Sol, a suavidade da luz da Lua, o brilho das estrelas, o ar que se respiramos, o alimento, a doçura da água, o lume dos olhos, o desenho das imagens nas telas do firmamento, somados à grandeza imensa do infinito, no tempo eterno que repete, ao sabor de momentos mágicos e pulsações intermináveis, o sorriso das crianças e a perenidade, nas outras gerações que se sucedem na exatidão da história, movimento dos corpos no ritmo e na melodia de música saborosa, na suavidade do silêncio, preservação da humanidade e suas realizações pelo decorrer de séculos persistentes, resistentes.
Para onde nos virarmos, trilhos e sonhos, na arte da Criação, representam personagens e possibilidades, circunstâncias de todas as razões de crer no melhor e acrescentar sublimidade às dádivas de Ser justo e criterioso. Por isso, por muito mais, abençoemos a chance de representar a grandeza deste outro novo dia de viver com satisfação o segredo de estar aqui.

O SUCESSO DA COMÉDIA!!!

MAIOR DE TODOS OS TEMPOS!!!

O espetáculo teatral A COMÉDIA DA MALDIÇÃO, de Cacá Araújo, encenado pela Cia. Cearense de Teatro Brincante, da cidade de Crato-CE, conseguiu um feito inédito: durante três dias seguidos (sábado, dia 18, domingo, 19, e segunda, dia 20) lotou o Teatro Rachel de Queiroz em duas sessões por noite. “Platéias maravilhosas se revesavam prestigiando os artistas, foi inesquecível, uma grande página de nossa história. A segunda sessão começava depois das 10 da noite e o público esperava disputando espaço, afirmou o cenógrafo França Soares.”

ELENCO:
Cacá Araújo: Tandô
Carla Hemanuela: Mãe Luzia e Zulmira
Charline Moura: Irmã Francilina
Jardas Araújo: Cantador
Edival Dias: Padre Sebastião
Joênio Alves: Dono da Bodega
Jonyzia Fernandes: Ana Expedita
Joseany Oliveira: Leide Zefa
Josernany Oliveira: Brincante da Mula
Lílian Carvalho: Beata Carmélia
Lorenna Gonçalves: Cibita
Márcio Silvestre: Vigário Felizberto
Orleyna Moura: Viúva Fantina
Paula Amorim: Ladra
Paulo Henrique Macêdo: Fotógrafo Jorjão
Samara Neres: Cantadora

TÉCNICA:

Texto e Direção Geral: Cacá Araújo
Assistência de Direção: Orleyna Moura
Cenografia: França Soares e Cacá Araújo
Sonoplastia: Cacá Araújo
Iluminação: Danilo Brito
Maquiagem: Carla Hemanuela e Joênio Alves
Figurino: Orleyna Moura, Joênio Alves e Carla Hemanuela
Guarda-Roupa: Luciana Ferreira
Operação de Som: Emerson Rodrigues
Operação de Luz: Danilo Brito
Música: Lifanco e Cacá Araújo
Designer: Felipe Tavares
Produção Executiva: Mônica Batista
Produção Geral: Sociedade Cariri das Artes

PARTICIPAÇÃO NO
1º FESTIVAL DO SATED-CE
TEATRO DO CENTRO DRAGÃO DO MAR – FORTALEZA-CE
29 (qua) de setembro de 2010 – 20h
Entrada: 1Kg de alimento não-perecível

CLASSIFICAÇÃO: LIVRE
















PARCERIA:

SCAC
SATED-CE
CIRCO-ESCOLA ALEGRIA

APOIO
COLETIVO CAMARADAS
PIRRALHOS PRODUÇÕES
SANDÁLIAS BRISA
UNI-RIM
CLINIRIM
SECULT DO CRATO
PREFEITURA DO CRATO

REMINICÊNCIAS DE UM EX-POLICIAL MILITAR

Tenho vivido momentos de muita alegria quando no seio das tropas por onde passei, guardo recordações entusiásticas dos janeiro de Campos Sales, onde tive minha formação de soldado pronto, sobre a terna orientação do então Sargento 9309 Eriosvaldo, o qual tenho uma grande admiração pelo denodo de conduta e exemplo de vida sarcedotal como é encarado por se a vida policial militar, de meus preparadíssimos colegas de recrutamento, que ousaram encarar aquela nova fase em suas vidas, enfim tudo era novo, fiz grandes e sólidas amizades.
Quando saio do cariri oeste e venho mais a cá ao sul, tive a oportunidade de trabalhar na almejada CPMA (Companhia de Polícia Militar Ambiental), depois de lá estando, foi que compreendera a gana de tantos em trabalhar naquele ambiente saudável de tantos amigos “ uma família” mesmo com os cabras da vida e as olivas estragadas daquele pomar. Conheci o então CAP. Queiroz, acolheu-me, tive o grande prazer de conhecê-lo homem de invejável coragem e abnegação. Lá fundamos juntos com o Demotier o NEA (Núcleo de Educação Ambiental) que teve como grande atividade, concretizar um sonho daquele policial de trabalhar com crianças, então fundamos o GAM (Grupamento Ambiental Mirim) me orgulho disso.
Foi lá também a época que compomos como conselheiro titular uma cadeira do CONDEMA( Conselho do Meio Ambiente de Crato-CE) o que nos possibilitou participar de discussões importantíssimas, como o próprio PLANO DIRETOR DA CIDADE. No entanto tormentas me trouxeram a minha cidade natal, Crato, confesso que sempre tive receio de aqui vir trabalhar como policial, os comentários a cerca da tropa e dos comandos que por lá passaram reforçavam minhas percepções, quanta bobagem!!,nunca em minha vida policial tinha vistos pais de famílias tratarem com tanta honra e seriedade a missão policial militar, sem falar no espírito de camaradagem que por lá encontrei, é obvio que sempre iram existir os incompreendidos e por isso má famados subempregados públicos,mas, fazia parte do conjunto da obra sem maculá-la.

Logo a minha chegada, fui incumbido de dar vazão a um projeto pioneiro e ousado naquela cidade, fundar e consolidar o 4º PELOTÃO DE CAVALARIA DO CRATO, cavalos para serem doados, ração para ser conseguida, homens para serem treinados, e aí vai, não posso refutar-me em reconhecer a importante iniciativa do comando a época o Sr. MAJ Santos e o CAP L. Rodrigues o segundo o primeiro a comandar.

Difíceis dias de começo, vivíamos a incerteza da solidez daquela modalidade de policiamento, mas como reza a profética frase, “SEMPRE HAVERÁ UMA CAVALARIA”, em 2010 completou num clima de grande festa com direito a cavalgada, missa em ação de graças e um grande churrasco, seus joviais três anos de vida, prestando relevantes serviços as populações desassistidas não só de Crato,mas de todo o cariri garantiu sua posição de uma grande força no combate preventivo e ostensivo a criminalidade em todo o cariri, recebendo o respeito e a admiração da população bem como a de muitos gestores municipais que vivem a solicitar sua presença em grandes festividades regionais. De fato matei a fome com a vontade de comer, o cavalo sempre foi minha grande paixão. Por falar em paixão, voltemos as matizes que me fazem debulhar em letras o que sinto, num momento em que deixo a Policia Militar do Ceará e abraço o magistério como meu novo instrumento de trabalho e vocação.
Sempre estive ligado aos movimentos sociais, militante desde os 15 anos de idade do PC do B (Partido Comunista do Brasil), sendo por duas gestões diretor de assuntos estudantis da lendária UEC (União dos estudantes de Crato) e enquanto acadêmico presidente do Centro acadêmico do curso de Biologia-URCA e Presidente da Comissão Pró-DCE ( Diretório Central dos Estudantes da URCA) onde promovemos grandes embates. Na época foi para mim momentos de muita dificuldade aos 23 anos no auge de minha militância ter que abandonar para ingressar na polícia, um choque tanto familiar como político-ideológico , mas como na época vivia sobre as sedas de Afrodite, queria casar-me e por um lapso de três longos anos abdiquei da vida política. O Fato é que retornei clandestinamente na orientação política dos novos quadros partidário e sempre dando minhas aulas de biologia.
O fato é que nesse interstício afeiçoei-me pela missão policial, mas o militarismo sempre foi um grande entrave para que pudesse avançar,por ter sido de nós o direito de livre expressão retirado, me angustiava mais ainda à situação , além do que as oportunidades cada vez mais minguadas ou completamente inexistentes de ascensão funcional era, e ainda o é, muito presente na polícia. Tenho que me referir também a divisão criada em nosso seio, essa dicotomia só faz prevalecer o completo descaso dos gestores na área de segurança pública, uma escala que escraviza o homem pelo dinheiro, remuneração essa, que se quer irá contar para a seguridade social do profissional, horas extras trabalhadas nada mais que isso.
Não saio da polícia militar por causa de sua missão maior, que é a de garantir o sentimento de segurança a população, saio para garantir o meu direito de dizer o que penso e agir conforme minhas convicções, sempre dentro da legalidade, mas falando o que penso, sentir-me fortalecido na decisão, quando juntamente com o sargento da Silva (La Salete), uma grande liderança, participávamos da maior passeata da historia da policia militar do ceará , na luta por direitos trabalhistas, emocionei-me, no momento inclusive, em que mesmo correndo o risco de ser preso, conclamei a todos os policias ali presentes que parassem suas atividades no dia em que fizemos o famoso TOLERÂNCIA ZERO, estivemos lá ,isso para mim não tem preço, saio da polícia inclusive para ganhar inicialmente menos, mas valerá a pena, pois lá fora poderei bradar mais alto e mais forte por aqueles que não podem se quer falar em sua própria defesa. Saio da polícia,como qualquer outra pessoa que vislumbra em outros horizontes melhores oportunidades e qualidade de vida para sua família,contudo não posso negar jamais que essa fase de minha vida na corporação, garantiu-me a estabilidade necessária para ariscar novos vôos . Um grande e afetuoso abraço a todos e a todas, meu coração, juntamente com minha voz continuaram sempre perto das praças do Cariri.
Prof. Samuel Duarte Siebra

ATENÇÃO MÚSICOS DO CARIRI!

Com o apoio da Prefeitura Municipal e a Secretaria da Cultura, Esporte e Juventude do Crato teremos a primeira reunião do coletivo Entre Pontos Cariri, será nessa quarta feira, dia 22 de setembro de 2010, às 18:30h, no teatro Salviano Arraes ( teatro do calçadão).
Esse é um projeto que teve início com o incentivo do SEBRAE, na pessoa do Édio Callou, para a profissionalização e organização dos músicos do Cariri e atualizar sobre a nova realidade do  mercado: A internet!
Compositores, arranjadores, instrumentistas, cantores, assim como os produtores, proprietários de estúdios, interessados em cultura, estão convidados a participar desse primeiro encontro da música do Cariri.
Esse é o momento para expor nossas ideias e projetos!
PRESTIGIEMOS!

O SERTÃO JÁ FOI MAR!


Iguais a esta concha da foto (still do documentário Formação Romualdo – O Milagre Paleontológico, de Jackson Oliveira Bantim com roteiro de Dr. Álamo Feitosa) foram encontrados na região da Bacia do Araripe vestígios fossilizados da mesma concha de equinoderma, seres exclusivamente marinhos, ´nos dando a certeza de que a região do Araripe já esteve coberta por um mar cujas águas estavam sobre o continente.

FOTO: J.Oliveira Bantim 

Estudantes de Escola Pública preparam livro sobre “idéias de arte”

Com a idéia de que a arte pode e deve ser um exercício de todos está sendo desenvolvida, pelos estudantes da Escola de Ensino Fundamental e Médio Polivalente Governador Adauto Bezerra, a publicação de um livro sobre “Projetos de Artes”.
A proposta do Livro é reunir as idéias dos próprios alunos sobre proposições artísticas contemporâneas sendo que essa ação faz parte da atividade curricular de cerca de 600 alunos da 6ª série do Ensino Fundamental ao 1º ano do Ensino Médio.

A aluna do nono ano, Rayany Santos destaca que o trabalho irá gerar um maior envolvimento dos alunos com o conhecimento. “Nunca imaginei que pudéssemos escrever um livro expressando as nossas idéias”, enfatiza.

Já Yasmim Sousa, aluna do Ensino Médio, afirma que os alunos aprendem mais através da aproximação com a arte e ressalta a importância da publicação do livro. “Acredito que esse livro nos ajudará a aprender mais sobre arte. É importante ouvir a opinião dos estudantes, pois todos uma relação reflexiva durante as aulas de artes”, conclui a aluna.

A diretora da Escola, Tereza Alencar, ressalta que a proposta tem uma importância diferenciada para o processo de ensino-aprendizagem, pois incentiva o aluno a criar, além de possibilitar o contato interdisciplinar e contribuir com a leitura e escrita dos estudantes. “Podemos perceber que esse trabalho com arte contribui para o desenvolvimento da oralidade e da escrita. Além disso, existe uma construção individual que caminha para uma dimensão coletiva que é o livro”, destaca a diretora.

A intenção desse tipo de produção é possibilitar a inquietação artística, através do incentivo ao estudo e aproximação com o pensar e fazer artístico/estético. De acordo com o professor de Artes da Escola, Alexandre Lucas “a proposta é audaciosa e necessária para movimentar os alunos no sentido de fazê-los compreender que o fazer artístico exige pesquisa e compreensão técnica e da realidade”.

“Cada aluno poderá propor qualquer temática e forma de execução. A liberdade é um princípio básico da arte e não abrimos mãos desta questão. Queremos demonstrar neste trabalho que a arte não é coisa somente para artistas e intelectuais”, conclui o professor.

O livro será produzido de forma artesanal, apresentando cerca de quinhentas páginas e capa dura sendo disponibilizado para o público virtualmente.