Comunidade do Gesso retoma atividade de cinema no Terreiro

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Edilania Morais e Deusa Batista articuladoras do Cine-Gesso

O Cine-Gesso será retomado nesta terça-feira, 16, a partir das 18h, no Terreiro do Coletivo Camaradas. Ação acontece desde 2014, na Comunidade do Gesso, a ideia é democratizar o acesso a linguagem cinematográfica, em especial, a produção brasileira, voltada para o público infantil.
Para a coordenadora da ação, a pedagoga, Deusa Batista, a atividade na comunidade do Gesso além de possibilitar o acesso, ampliar a visão social de mundo, através da leitura do cinema. Ela enfatiza que é uma forma também das crianças aprender a trabalhar em coletividade, tendo em vista que elas organizam o espaço aonde é realizado o Cine-Gesso.

Edilânia Morais, educadora e conhecedora da realidade da comunidade, tendo em vista que morou desde a infância no Gesso, acredita que essa iniciativa é importante para o desenvolvimento da aprendizagem das crianças. Edilânia que é integrante também do Coletivo Camaradas é uma das mobilizados do Cine-Gesso.
O Filme que será exibido nesta terça—feira, 16, às 18h, no Terreiro do Coletivo Camaradas será “Carrossel – O filme” que tem a direção de Alexandre Boury e Mauricio Eça.

Estudantes da URCA realizarão oficina de filtro dos sonhos na Comunidade do Gesso

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Nesta segunda-feira, dia 14, a partir das 17h00, no Laboratório de Criatividade do Coletivo Camaradas na Comunidade do Gesso será realizada oficina de “filtro dos sonhos” para as crianças. A oficina será ministrada pelas acadêmicas do curso de Ciências Sociais da URCA, Raiane Pereira Pereira e Glafiria Santos.


A ideia da oficina é proporcionar as crianças da comunidade uma reflexão sobre o tear das relações humanas, a partir da narrativa e da construção coletiva do “filtro dos Sonhos”, uma espécie de “amoleto” circular confeccionado com argolas de várioss materiais e tecido com linhas.

Camaradas: Sejamos dirigentes

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Por Alexandre Lucas*

 

Podemos ser muitos e fazer diversas ações, mas o que nos define enquanto Coletivo Camaradas, organização política, é o conjunto de atividades dirigidas por linha de compreensão ideológica experimentada na prática social, o que exige um perfil de organização que possa fortalecer a relação entre concepção e prática.

A bússola política e a linha de ação devem ser norteadas por princípios de organização que garantam a unidade de ação, a partir do convencimento e da democracia interna o que tende a gerar uma disciplina consciente dos militantes.  Ao mesmo tempo devemos ficar atentos para não abrir brechas para o espontaneísmo, a luta política não nasce de forma espontânea ou fora dos seus contextos, portanto os militantes devem ser frutos do tempero político no qual estão inseridos, por outro lado, não nos convém a romantização de que a democracia é “assembleísmo”, isso é uma visão que pode gerar equívocos na condução política.

A democracia no nosso caso é o direito de compreender e participar dos processos numa perspectiva de nivelamento das informações e construção das ações de forma descentralizada e nominada. Quando definimos que todos e todas são responsáveis pela execução das ações, a tendência é um desastroso “todos e todas esperando por todos e todas”. Portanto é necessário existir uma pedagogia (direção) política que direcione e responsabilize pessoas para desenvolver as ações, o que pressupõe pensar, executar, horizontalizar informações e focar na bússola política que orienta nossas atividades. Apostar nessa pedagogia, possivelmente sirva para o nosso processo de formação militante, no sentido fortalecer a aproximação e a aprendizagem nos micros espaços de poder e o favorecimento para o empoderamento e as funções dirigentes da condução política e organizativa.

O organograma (o formato “administrativo”) antes de ser uma questão de formalidade, deve ser instrumento da compreensão politica que possibilite aplicar e desenvolver um fluxograma (organização das ações) capaz de ampliar a capacidade de interlocução e aglutinação para o nosso campo de luta, em outras palavras, o formato de nos organizamos e a forma de agirmos são ingredientes da mesma composição política.

Adotamos um organograma simplificado composto por direção e coordenações de ação, esse formato foi pensado no sentido de ter um núcleo dirigente mínimo com capacidade de compreensão política do que somos enquanto pensamento ideológico e com desenvoltura para encaminhar as diretrizes, articular processos organizativos e políticos e as coordenações foram e vão sendo criadas a partir das demandas que vão surgindo, e devem ter as características de Organização de Bases, enquanto celulares multiplicadoras do pensamento político que guiam nosso fazer.

Essa relação entre unidade de ação política e centro único de direção visa evitar a degeneração política e combater a formação de grupos organizados que possam minar a nossa organização.

O ambiente da nossa organização deve ser permeado pela abertura da critica e autocritica como método de corrigir erros e se desenvolver, bem como a nossa política deve ser fruto da elaboração coletiva, com amplo de debate e liberdade da opinião individual.

Essa apreensão nos coloca diante da tarefa de construir uma organização pautada numa necessidade coletiva de estudo e de ação na perspectiva que Lênin já apontava “Sem teoria revolucionária, não existe prática revolucionária”.

É preciso combinar teoria e ação para uma pratica social revolucionária, sem se esquecer dos valores de solidariedade e generosidade que nos ensinam a dividir o pão e o saber, afeto e o acolher como elementos de inspirar novos corações e mentes para a nossa luta, que antes de tudo é revolucionária, é para quebrar paradigmas e transformar a sociedade a partir da celebre frase marxista “De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades”.

Acumular experiências organizativas e confrontá-las com as condições objetivas fazem surgir novos desafios e novas percepções da realidade. O novo é sempre fruto da dialética como nos ensina o materialismo histórico e dialético. Estamos a cada instante reelaborando a nossa prática para fomentar um exército de dirigentes orgânicos da luta pela tomada do poder político pelas camadas populares.

 

*Pedagogo, artista/educador e integrante do Coletivo Camaradas

Antonio Candido: Direito à literatura

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Por Difá Dias*

Hoje, virou estrela o maior dos críticos literários do Brasil. Antonio Candido, que de certa forma é um dos influenciadores de duas de nossas ações: O Poste Poesia e a Roda de Poesia. Essa ações, vale salientar, nada mais são que a prática do que ele teorizou no seu belíssimo artigo Direito à Literatura. Encarar essa tarefa como verdadeira é enfrentar a exclusão cultural verdadeira, que aliena e massifica pela pseudocultura, e em seu lugar levar a quem de direito a verdadeira arte da palavra: A Literatura através da Poesia e da prosa. Permitindo às camadas menos favorecidas e proletária que transitam em nossas comunidades, ou num fim de tarde de domingo último de cada mês, permitir que as crianças e os visitantes tenham um contato vivo com a Poesia. Só assim, atingimos nosso objetivo de converter o hédon e a cartase literários em realidade. Toda Literatura ao povo. Todo poder ao povo!!!

*Coordenador da Roda de Poesia do Coletivo Camaradas

Intervenção urbana envolverá plantas medicinais, literatura e urbanismo no Crato

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A comunidade do Gesso no Crato desenvolverá mais um trabalho que instiga a criatividade e o desenvolvimento social. Desta vez, em parceria com o curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Juazeiro do Norte, o Coletivo Camaradas e a comunidade farão uma intervenção urbana no próximo sábado, 20, na rua Mosenhor Juviniano Barreto em frente ao Laboratório de Criatividade. A ação envolve a criação de canteiro de plantas medicinais de uso coletivo em espaço público, pinturas envolvendo técnicas de stencil e criação de placas e postes poéticos.
A arquitetura e o urbanismo têm papel fundamental na construção de cidades mais conscientes e sustentáveis e visa propiciar melhor qualidade de vida. A ideia do trabalho na comunidade do Gesso além de interferir na visualidade do lugar tem como meta contribuir para o desenvolvimento e a integração comunitária. O arquiteto e professor da FJN, André Costa, vem planejando com os alunos essa ação. Ele destaca a preocupação em compreender a própria história do lugar para poder dialogar com a comunidade.
De acordo com o Coletivo Camaradas, as mudas de plantas medicinais e frutíferas serão  adquiridas com o viveiro da Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano do Crato. Já os materiais de pintura estão sendo providenciados pela Faculdade de Juazeiro do Norte. O trabalho contará ainda com orientação da professora do curso de Agronomia da UFCA, Deizi Cavalcante.
Nesta segunda-feira, 15, às 16h, haverá uma reunião com a comunidade, representantes da FJN, UFCA e do Coletivo Camaradas para planejar as ações do dia 20.

NASF atenderá na comunidade do Gesso

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Equipe do NASF em reunião no Laboratório de Criatividade

O Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), vinculado a Prefeitura Municipal do Crato passará a realizar atendimentos na Comunidade do Gesso.
Em parceria com o Coletivo Camaradas, o NASF promoverá na próxima quarta-feira, 17, às 17:00h, no Laboratório de Criatividade na Comunidade, a Roda de Conversas ” Direitos: Eu tenho?”. A roda de conversa será um espaço misto que deverá reunir crianças, adolescentes e seus responsáveis. O Núcleo passará a desenvolver outras atividades na Comunidade.
A assistente social do NASF, Andrea Façanha ressalta que o Núcleo é uma equipe, integrada por profissionais de diferentes áreas de conhecimento: assistente social, psicóloga, fisioterapeuta, nutricionista e educador físico que atuam em conjunto com os profissionais das Equipes de Saúde da Família (ESF). Ela enfatiza ainda que o objetivo é apoiar as práticas em saúde na prevenção de doenças e promoção de saúde e que o atendimento na comunidade do Gesso é uma forma de descentralizar o serviço e facilitar o acesso da população.

Cidades, escolas e universidades poderão realizar mostra sobre Intervenção e Performance

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As inscrições para a Mostra Nacional de Vídeos sobre Performances e Intervenções podem ser efetuadas até o dia 15 de maio. A Mostra poderá ser realizada nas diversas cidades, escolas e universidades brasileiras. O período de inscrições para envio de trabalhos também será dia 15.
Esse é o quinto ano consecutivo que o Coletivo Camaradas realiza a Mostra IP. O evento teve origem na cidade do Crato, no Ceará e hoje é realizada em diversas cidades do país.
A Mostra IP é um evento é realizado de forma colaborativa. A última edição em 2016 contou com a realização em mais de 30 cidades de 16 estados brasileiros.

A Mostra IP visa democratizar a produção audiovisual de registros de intervenções urbanas e trabalhos performáticos para além dos circuitos das artes e provocar momentos de reflexão e experimentação estética e artística preferencialmente em escolas de Ensino Médio e universidades. A Mostra será realizada no período de 22 de maio a 02 de junho de 2017.

A V Mostra IP tem como co-realizadores: Rede IP (BR), Rede ColetivoS (CE), Centro Universitário de Cultura e Arte da União Nacional dos Estudantes –CUCA da UNE ( BR) e Laboratório de Estudos, Vivencias e Experimentos em Arte Contemporânea – LEVE Arte Contemporânea (CE).

MOSTRA IP
Inscrições pelo site: http://mostraip.camaradas.org/

URCA criará mapa do Gesso

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Professora Dra. Mônica Virna

A Comunidade do Gesso no Crato deverá ter um mapa geográfico, essa é a intenção do projeto de extensão ‘Cartografia Participativa: Um Olhar Geográfico na Comunidade do Gesso, Crato, CE’, do Departamento de Geociências e da PROEX da  Universidade Regional do Cariri – URCA que tem a coordenação da professora Dra. Mônica Virna de Aguiar Pinheiro.

 

 

 

De acordo com a Dra. Mônica Virna, o projeto tem como objetivo principal elaborar e executar o mapeamento participativo do território da Comunidade do Gesso e contribuir para identificação e empoderamento da comunidade e seu entorno.
O projeto conta ainda com a participação dos acadêmicos e bolsistas Thiago Gabriel e Emile Caroline e do professor Antônio Marcos Gomes da Silva que deverão desenvolver ações de oficinas, levantamento de dados, junto com a comunidade e alunos de escolas do entorno. O projeto contará ainda com o apoio do Laboratório de Geoprocessamento – Labgeo e  do Laboratório de Cartografia – Labocart, ambos da URCA.
A previsão é que até o final deste ano o esteja concluído o mapa da comunidade do Gesso. Além da produção, o projeto prevê compreender e potencializar a dinâmica da economia do local.
O projeto terá a parceria com o Coletivo Camaradas e já foram realizadas algumas reuniões de planejamento das ações.
A professora Monica Virna destaca que a parceria com o Coletivo Camaradas é relevante, tendo que se trata de uma cartografia participativa. Ela enfatiza que esse trabalho é uma forma de estímulo ao desenvolvimento socioeconômico da população, proporcionando uma aproximação da comunidade com o território a partir da identificação de práticas coletivas.

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Acadêmicas de letras da URCA desenvolvem projeto de literatura na Comunidade do Gesso

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As acadêmicas do curso de letras da Universidade Regional do Cariri-URCA, Daniela Coelho do Nascimento, Ilda Janaina Sobreira Cruz com a colaboração das acadêmicas Jussara Rayane Monteiro de Lima e Kaliene Nascimento Lima Aragão, idealizaram o projeto literário: ´´A arte de contar, encantar e expressar”. O projeto é desenvolvido na Comunidade do Gesso no Laboratório de Criatividade do Coletivo Camaradas.
De acordo com as universitárias, o projeto contribuir para o desenvolvimento intelectual, a partir da leitura e da escrita. Elas destacam ainda que o projeto estabelece a relação entre literatura e cultura.
Os encontros com as crianças estão acontecendo neste mês de maio com estratégias de letramento, com foco em brincadeiras de jogos fonológicos orais, com imagens e escritas de palavras.
O projeto parte do mundo imaginário das histórias infantis e a criação do espaço de ouvir e contar histórias. As musicalidades infantis e a leitura de poesias também irá compor as atividades.

Crianças da Comunidade do Gesso produzirão livro infantil

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Barbará Leite Idealizadora do projeto do “O imaginário infantil construindo estória”

A atriz, professora e mestra em teatro, Barbara Leite desenvolverá na Comunidade do Gesso o Projeto “O imaginário infantil construindo estória” através de uma parceria com o SESC Crato e o Coletivo Camaradas. O projeto visa desenvolver um trabalho artístico a partir de leituras textuais de livros voltados para o público infantil e da construção de novos textos a partir da imaginação das crianças. A oficina é destinada a crianças entre 06 e 14 anos e será realizada durante o mês de maio, tendo início nesta quinta-feira, dia 04, a partir das 15h, no Laboratório de Criatividade do Coletivo Camaradas.
A professora Barbará Leite destaca que tem o desejo de proporcionar à criança uma troca entre a sua imaginação em torno das estórias e histórias dos livros e provocar a construção de novas histórias. Ela enfatiza ainda que serão trabalhados aspectos que envolverão o reconhecimento das próprias narrativas de vidas das crianças e suas compreensões de mundo. O trabalho será finalizado com a produção de um livreto escrito e desenhado pelos e pelas “camaradinhas”.
Barbará incluirá ainda o teatro neste trabalho. Para ela o fazer teatral contribui na formação educativa dos sujeitos e expande as percepções de todos os seus sentidos, como é o caso da consciência corpórea, trabalho em coletividade e desenvolvimento da criatividade.
Sobre Barbara Leite:
Mestra em Teatro pelo programa de Pós- Graduação em Artes – Subárea Teatro, Mestrado Acadêmico da Universidade Federal de Uberlândia –MG. Possui registro de atriz pelo Sindicato dos Artistas do Ceará junto ao ministério do Trabalho e Emprego, formada em Licenciatura em teatro pela Universidade Regional do Cariri- URCA, a mesma tem experiência na área de Teatro Pedagógico com crianças, Adolescentes e idosos e na área de Produção de Festivais Teatrais.