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2010 – Mais que um ano-novo, um sonho coletivo*

Por José Cícero

Neste ano de 2010
quero de novo
todas as minhas utopias
até mesmo as impossíveis;
Uma a uma renovadas.
Como um rosário de contas
disperso e que juntamos
sobre a superfície longa
dos meus sonhos mais ousados
e mais incríveis.
Quero ainda,
que as minhas esperanças teimosas
sejam como foram antes:
Uma grande estrada
que se bifurque para todos os lados.
Uma ponte para o desconhecido.
Um encontro para a conquista.
Braços abertos e espíritos desarmados
para abraçar meus inimigos verdadeiros.
Uma escada para o Olimpo
das coisas que nos engrandece
a alma, inteligência e a sabedoria.
Que neste ano alvissareiro de 2010
a própria existência como um todo,
se rejuvenesça na mancietude do mundo.
Assim como na consciência das massas,
diante da política e da ecologia.
Na coexistência pacífica das raças

de um mundo sem fronteiras.
Como o rosto da criança
Feliz da vida…
Iluminado com o sorriso inocente
diante do papai Noel;
recebendo o seu presente.
Quero de novo,
que minhas ilusões possíveis
e inimagináveis,
tal qual um realismo fantástico
de vez se fortaleçam,
para que assim eu consiga
sempre acreditar
na glória do amanhecer
que agora se renova
diante da vida,
e dentro de mim.
Como uma manhã de sol.
Aurora dos deuses,
clareando o meu semblante.
Para que eu consiga
de novo acreditar
no exército dos meus semelhantes.
Como uma trincheira de luta
travando, ante a face de Deus,
o bom combate.
Um bastião de sonhadores
desfraldando junto comigo
a bandeira da vida.
Em nome do futuro
que nos espera.
Na construção da felicidade coletiva.
Como um sonho antigo
que nos anima
e que anos a fio
tenho pacientemente acalentado,
guardado comigo.
No mais profundo do meu ser.
Como um legado,
Que com unhas e dentes
terei que construir para meus filhos.
(*) José Cícero
In Abstrações do Acaso/08
Inédito