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Mostra do Brincar será realizada no Crato

Universidades, escolas, instituições culturais, secretarias, grupos da tradição popular, pesquisadores, artistas, educadores e coletivos estarão realizado no período de 22 a 26 de agosto, na Comunidade do Gesso, em Crato, a I Mostra do Brincar. O evento tem o objetivo de refletir sobre a cultura lúdica e a ocupação criativa da cidade, além da realização de uma série de atividades envolvendo brincadeiras e jogos numa troca de saberes populares e científicos.

A ação idealizada pelo Coletivo Camaradas faz parte das propostas que proporcionou o reconhecimento da organização pelo Ministério da Cultura, a partir do Prêmio Culturas Populares com o projeto da “Brinquedoteca Popular”.

As atividades da Mostra deverão ser realizada nas escolas do entorno e no largo do Gesso.

O Coletivo Camaradas tem a intenção de construir até o evento um Barracão Comunitário, uma espécie de tenda de alvenaria com 10 metros de diâmetro que ficará de forma permanente na comunidade, que servirá para abrigar diversas ações realizadas na localidade.   O Coletivo Camaradas pretende construir o equipamento com o apoio da Incubadora de Empreendimentos Populares e Solidários – ITEPS da Universidade Federal do Cariri – UFCA e da Prefeitura Municipal do Crato, sendo a mão de obra para construção do barracão dos próprios moradores comunidade.

A Mostra prevê a realização de cerca de 10 oficinas, maratonas de brincadeiras, passeio ciclístico “Mungaga”, Mostra de Cinema de Animação Lula Gonzaga, rodada de contação de histórias, distribuição de mudas frutíferas e medicinais, Feira de Brinquedos e Jogos, intervenções urbanas, roda de poesia, batalha de rap e apresentações do grupo da tradição popular.

O Coletivo como eu vejo: Uma militância além do Gesso

Cíntia Gomes – integrante do Coletivo Camaradas

Maria Cíntia Gomes*

Neste texto proponho uma reflexão sobre o Coletivo Camaradas que transcende os padrões acadêmicos em que me encontro enquanto graduanda no Curso de Licenciatura em Pedagogia e que se encontra na minha subjetividade, pois enquanto pessoa humana  almejo um mundo de empatia e de solidariedade em que todos sejamos reconhecidos dentro das nossas diferenças sem que isto nos torne superiores uns aos outros.  A minha pouca experiência no Coletivo Camaradas me faz pensar que este sonho não é impossível e nem tão distante, pois vi que existem pessoas engajadas na construção do Socialismo no Brasil e na resinificação social de muitas vidas que se encontram marginalizadas no Cariri cearense.

Sabemos que a estigmatização social e a marginalidade não são fenômenos recentes na nossa história e a luta pela superação desses mecanismos ultrapassam os séculos de nossas narrativas e rompem a cultura do silenciamento que atinge as classes populares de forma tão violenta. O desvelamento deste sistema marcado pelo patriarcado, pelo machismo, pela superioridade da cultura eurocêntrica e pela heteronormatividade  que constrange nossas representações, nossa liberdade e a maneira de existir que pertence a cada um de nós é um elemento fundamental para o combate a este sistema social que a nós está posto, entendendo que a construção de uma consciência crítica nos dá possibilidade de encarar esses padrões com a força necessária para desconstruí-los.

Os caminhos para se chegar a esta consciência crítica que potencializa a busca pela transformação social são diversos, o que não quer dizer que sejam fáceis. O Coletivo Camaradas surge na Comunidade do Gesso em uma conjuntura específica do local, que recebe reflexos do longo processo de estigmatização social decorrente de padrões estabelecidos socialmente baseados em princípios e valores hierarquizantes, neste sentido a cultura política adotada pelo Coletivo, enquanto Movimento Social, consiste na produção de propostas e ações conscientizadoras através da Arte Política. Uma arte que incomoda, que nos instiga, que nos faz refletir e que contribui para a desnaturalização de certos estigmas sociais. A Arte Política é um mecanismo de produção de novas narrativas acerca da própria comunidade e é um instrumento de luta emancipatório e humanizador que visa desenvolver o sentimento de pertencimento comunitário e a partir dele a valorização da própria identidade dos moradores que constroem o Gesso.

O papel que o Coletivo Camaradas desempenha no cenário de lutas pela busca da democratização social tem efeitos que vão além das questões estruturais da comunidade, isso é perceptível principalmente na concepção de infância construída com base no protagonismo infantil, onde as crianças da comunidade são vistas como sujeitos políticos, participativos e produtores de cultura tendo um lugar reservado no palco de reivindicações, neste sentindo há uma construção de identidade pautada em princípios que consideram as especificidades de cada sujeito sem interpretá-las como aspectos de dominação. As ações desenvolvidas pelas pessoas que fazem o Coletivo são fundamentais não só para o Gesso mais para todas as pessoas oprimidas pelo sistema, por isso é necessário unir forças para potencializar a emancipação humana e o sentimento de coletividade transposta na filosofia do Ethos Ubuntu que nos sugere a cultura do compartilhamento e de comunidade fruto da nossa afrodescendência que nos foi silenciada.

O além do Gesso sugerido no título desta pequena reflexão enfatiza a grande rede de relações que estabelecemos neste intervalo de nossa existência. As pessoas que passam pelo Coletivo Camaradas, mesmo as que não permanecem, a elas são acrescidas novos valores, novas concepções e novas visões de mundo que serão compartilhadas mais adiante com novas pessoas e assim por diante. O Coletivo como eu vejo é um grande palco de lutas que possibilita a livre expressão do nosso ser e do nosso existir, não é preciso incorporar personagens para subir a este grande palco basta ser quem somos ao passo que sentimos as dores, as angústias e os ensejos dos nossos companheiros. É preciso nos construir coletivamente para que possamos ser a força uns dos outros nesta narrativa.

 

*Graduanda em Pedagogia pela Universidade Regional do Cariri – URCA e integrante do Coletivo Camaradas

Coletivo Camaradas:  Vamos nos escrever

Por Alexandre Lucas*

É a partir da escrita que documentamos e damos elasticidade  a dimensão histórica e social da vida humana. Escrever é criar memória, história, ampliar visão social, reproduzir ideologia, formar, organizar e registrar compreensões de mundo. No Coletivo Camaradas, precisamos estar atentos  para importância da nossa escrita como forma de  construirmos uma  trama da nossa narrativa de organização.

Precisamos exercitar constantemente a nossa narrativa  e reflexão  sobre as nossas formas de organização e posicionamento diante das conjunturas.  Essa é uma contribuição que dá sustância ao nosso  próprio entendimento enquanto organização política de lado definido, ou seja, de esquerda e marxista.  A escrita sobre a nossa organização serve como bússola para orientar o trabalho político de cada militante. Militante sem norte político é agrupamento escasso de forma e conteúdo.

Duas questões se apresentam como importantes nesta construção: a criação de conteúdos a partir das demandas do cotidiano, registros das ações e  articulações e por outro lado a produção da pesquisa científica, ambos fazem para parte do mesmo contexto de edificação  da nossa narrativa e da luta na disputa de ideias.

A nossa prática política exige a dimensão científica como elemento de compreensão do que somos e do que queremos construir, sem perder o foco que enquanto organização marxista disputamos um projeto de sociedade e que na luta cotidiana enfrentamos as batalhas no campo da organização popular e das ideias.

Quando escrevemos sobre quem somos e o que queremos ser e construir,    estamos definindo a ocupação de um espaço político, com identidade e consistência. Entretanto, vale destacar que definir o que o somos e  o queremos, nos remete a uma reflexão mais profunda  do que a relação empírica, não  se trata apenas de descrever, mas de contextualizar o nosso lugar, saber e fazer dentro  de uma aspecto macro, o que numa compreensão dialética nos remete a relação de conjugar a teoria versus  prática para apreender uma nova ideia e nova pratica.

Ao escrever sobre nós, damos vazão para que nossas vozes sejam ampliadas e que nossa experiência seja replicada e isso faz com que as bandeiras  políticas  que defendemos ocupem as discussões nas esferas acadêmicas e no campo da luta popular.  A nossa escrita é base necessária para combustão da nossa agitação e propaganda e alimento para  subsidiar a luta pela disputa de um projeto de sociedade e do enfrentamento das lutas de  ideias.

*Pedagogo e integrante do Coletivo Camaradas.

Coletivo Camaradas pretende construir barracão comunitário no Gesso

O trabalho que vem sendo desenvolvido na Comunidade do Gesso pelo Coletivo Camaradas é um exemplo de ocupação criativa do espaço público com o intuito de pensar urbanismo e desenvolvimento social.

O grupo que já criou na comunidade um “terreiro”, que consiste num piso de cimento e alguns postes com refletores, vem servindo para diversas apresentações e diálogos com outras instituições. Conforme os integrantes do Coletivo Camaradas, esse espaço serve para fazer com que a comunidade seja percebida de forma positiva e contribui para a democratização do acesso a arte.

O Coletivo Camaradas quer construir mais um equipamento na Comunidade do Gesso. O novo desafio do grupo é levantar um “barracão comunitário”, uma tenda de alvenaria circular medindo 10 metros. O equipamento terá função multifuncional, servindo desde reuniões, encontros, cursos, feiras e espaço para o brincar. A intenção é que o equipamento seja construído ao lado da quadra.

Atualmente falta um espaço para as  crianças brincarem na comunidade. A quadra construída recentemente ainda não dispõe de luz e coberta. De acordo com a gestão municipal o projeto de cobertura e iluminação foi encaminhado para os tramites legais.

O Coletivo Camaradas encaminhará documento a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Territorial para firmar parceria com o Governo Municipal.

O Barracão Comunitário  deverá ser financiado a partir de doações de material de construção e ações de arrecadação de recursos financeiros.  O projeto arquitetônico do equipamento foi elaborado  pelo arquiteto e urbanista Alexandre Lúcio Nunes.

Curso sobre protagonismo comunitário para jovens será realizado no Crato

Natália Pinheiro é um exemplo de jovem protagonista, poeta, estudante de história e militante do Coletivo Camaradas.

O Coletivo Camaradas e o Centro de Referência de Assistência Social – CRAS Vila Alta estão organizando o curso “Protagonismo Comunitário para Jovens” destinado para estudantes das escolas do entorno da Comunidade do Gesso. O curso tem como objetivo contribuir para a formação dos jovens de sentido de possibilitar diálogos e interações  com a diversidade dos movimentos sociais da região do Cariri.

O curso deverá ter como conteúdo programático, a história,   pautas e as metodologias de organização dos movimentos sociais e  as atividades formativas serão mediadas pelos representantes de associações de bairros, coletivos, organizações juvenis, sindicais e professores universitários.

Os jovens terão como desafio na conclusão do curso, pensar no desenvolvimento de uma intervenção social na comunidade do Gesso.

Nesta segunda-feira, dia 16, às 15h, no Laboratório de Criatividade do Coletivo Camaradas, na Comunidade do Gesso, haverá uma reunião do planejamento do curso com a participação de representantes entidades dos movimentos sociais do Cariri.

Projeto aprovado pelo Ministério da Cultura incentivará brincadeiras na Comunidade do Gesso

Evecris Keilla – Pedagoga e integrante do Coletivo Camaradas

O Ministério da Cultura reconheceu com o Prêmio Culturas Populares  o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Coletivo Camaradas, na comunidade do Gesso, no Crato.

O Prêmio contemplará o projeto da “Brinquedoteca Popular” e tem o objetivo de envolver os  saberes e fazeres populares e acadêmicos,  proporcionado a aproximação dos grupos de cultura popular e as universidades da região do Cariri.

A pedagoga e integrante do Coletivo Camaradas,  Evecris Keylla, ressalta que  a brinquedoteca tem uma contribuição para comunidade, por oferecer momentos de aprendizagem e destaca que isso desperta a consciência critica das crianças. Evecris diz  que através desse espaço,  as crianças começam  a se envolver com as  ações do coletivo e da comunidade. A pedagoga acredita que esse trabalho discute questões que vão além das brincadeiras.

Para o pedagogo, Alexandre Lucas, integrante do Coletivo Camaradas, as brincadeiras são os  principais elementos de desenvolvimento intelectual, cultural, emocional, motor  e social das crianças. Ele destaca que o brincar proporciona a capacidade de tomar decisões e se  organizar. “A brincadeira é um ensaio para a vida adulta”, enfatiza o pedagogo.

O projeto prevê a realização vivências lúdicas,   oficinas de brinquedos  e jogos, intervenções urbanas, realização da Mostra de Pipas – Pipada, Dia das Crianças, Mostra Intercomunitária de Brincadeiras Populares, publicação de cordel e encontro pedagógico sobre o brincar.

A Pró-reitoria de Extensão – PROEX e o Núcleo de Educação Infantil – Nei, do curso de Pedagogia  da Universidade Regional do Cariri – URCA são parceiros do Projeto e estão lançando em conjunto uma chamada pública para mestres da cultura popular, brincantes, artistas, artesões,  estudantes e professores que desejem ministrar oficinas sobre jogos e brinquedos populares.

Irmãos Aniceto se apresentarão na Comunidade do Gesso

A Comunidade do Gesso receberá a banda cabaçal dos  Irmãos Aniceto, no dia 07 de abril. A banda se apresentará durante a Feira de Sustentabilidade – Trocaria.

A banda já tem dois séculos de uma tradição que resiste ao tempo e a quatro gerações, descendentes dos índios kariri. A Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto é um patrimônio do povo brasileiro, já tendo se apresentado em outros países.

O participação dos Anicetos na Comunidade do Gesso é fruto de uma parceria do Coletivo Camaradas com a Secretaria de Cultura do Crato.

A Feira de Sustentabilidade que acontece no Gesso, visa movimentar a economia local e democratizar o acesso a produção artística e cultural. Além dos Irmãos Aniceto a Feira contará com a apresentação do Núcleo de Experimentos em Dança com o frash mob “Toda vez que eu dou um passo, o mundo sai do lugar”,     a batalha de rap do Gesso protagonizada pelas crianças. O público contará ainda com vendas de livros, brechó, comidas, mudas de plantas e artesanato.

A Trocaria começa, a partir das 17h30, no largo do Gesso.

Encontro da Poesia gera desenvolvimento social no Gesso

Será que a comunidade do Gesso tem noção da importância do  Encontro da Poesia para o desenvolvimento social da cidade?  Essas são questões que  merecem reflexões para uma história que vem sendo  construída na comunidade e que se contrapõe a reproduzir a cultura das industriais culturais que reduz a amplitude da compreensão da realidade social e aliena a população.

O Coletivo Camaradas encara como desafio apresentar novas possiblidades estéticas e artísticas numa comunidade que historicamente foi excluída dos processos de integração comunitária e social.

O Coletivo Camaradas realizou no período de 08 a 11 de março, o Encontro da Poesia no Gesso que  movimentou a comunidade  com uma serie de ações relacionadas a democratização do livro, da leitura e da literatura.  O encontro faz parte das ações do Programa Território da Palavra que reúne diversas atividades que visam contribuir para uma cultura leitora na comunidade do Gesso.

Durante o encontro foram realizadas cinco oficinas nas escolas do entorno da comunidade, o que juntou  quase 200 alunos e sete oficineiros, como é o caso do escritor Paulo Soares, Luiz Renato de Souza Pinto, o rapper Dextape, o multiartista  Hamurábi Batistas, os artistas visuais Thiago Gabriel e Karina Sousa.

Foram recebidas na comunidade 32 estudantes da cidade de Piancó – Paraíba que puderam imergir nesta experiência do Coletivo Camaradas, participando da intervenção urbana Poste Poesia e interagindo poeticamente com as crianças da comunidade do Gesso.

O encontro contou com a participação  de trabalhos de escritores  do Mato Grosso, Pernambuco, Paraíba, São Paulo e Minas Gerais. Como é o caso de Carlos Barros , Luiz Renato de Souza Pinto, Solange Barreto, Junior Baladeira e Branca Claudino.

O encontrou contou com sarau feminista, onde reuniu diversas poetas da região Cariri, exposição da designer Renata Rosa e  Batalha de Rap do Gesso.

A economia local também foi movimentada, com a Feira de Sustentabilidade composta por sebo popular, comidas e artesanato.

O professor Suelanho Alencar, morador da Comunidade fez leitura de cordel que narra a diversidade cultural do Gesso.

Encontro aproveitou a presença dos gestores públicos

O encontrou também reuniu  gestores públicos e serviu para articular melhorias  para a comunidade e fazer  esclarecimentos. O prefeito municipal do Crato por exemplo foi provocado a esclarecer sobre o processo de coberta e iluminação da quadra do Gesso. A comunidade também solicitou a retirada de Feira de Animais que é realizada ao lado Quadra e o gestor municipal ficou de encaminhar a demanda para Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Territorial. Aproveitando a presença dos representantes da Secretaria de Esporte do Município, os moradores  articularam atividades esportivas para o publico feminino e o fornecimento de material esportivo.   A coordenadora do Escritório Regional da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, Dane de Jade também esteve presente, além da pró-reitora  de Extensão de Universidade Regional do Cariri, Arlene Pessoa, a cordenadora da Incubadora  Tecnológica e Empreendimentos  Populares e Solidários – ITEPS, Victoria Régia.

Além de representantes do Projeto Nova Vida, SCAN, Vilarte, UJS, UJR, SINE/IDT, Academia dos Cordelistas do Crato.

Prefeito e secretários municipais são convidados para  abertura do  Encontro da Poesia no Gesso

Antônio Eduardo e Marcos Vinicius – Conduzirão os trabalhos de abertura do Encontro

O Coletivo Camaradas está encaminhando  documento convidando o prefeito José Ailton Brasil e os secretários municipais do Crato para abertura do Encontro da Poesia no Gesso que acontecerá nesta quinta-feira, 08, às 19h. A abertura do evento  contará   com o lançamento do livro do escritor mato-grossense, Luiz Renato de Souza Pinto,  que lançará o seu livro “Gênero, Número, Graal”. A abertura contará ainda com sarau aberto e ato sobre  a importância do Programa Território da Palavra desenvolvido pelo Coletivo Camaradas na Comunidade do Gesso que contempla uma série de ações de  democratização da leitura.

Além dos gestores municipais estão sendo convidados também gestores estaduais, ligados as  escolas, Universidade Regional do Cariri – URCA  e da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará.

A abertura do encontro deverá ser marcada pela presença de escritores, artistas, gestores e moradores da comunidade.

O Coletivo Camaradas optou por fazer a abertura do evento, entre as mercearias de “Chico do Pneus” e   “Raimundinha”, localizado na rua Monsenhor Juviniano Barreto,  como um forma descontruir o espaço elitizado da literatura.  É um forma também de movimentar a economia dos comércio local.

Para o pedagogo, Alexandre Lucas, a abertura do encontro é um momento politico de articulação e de reafirmação da necessidade de democratização da  literatura, das artes e de repensar  novos modelos de sociedade, mais humanas e socialmente justas. Ele destaca que poesia é apenas uma estratégia para discutir algo maior que é a vida. Lucas frisa que o Programa Território da Palavra coloca a comunidade do Gesso numa outra narrativa de lugar, baseada na potencia criativa e no desenvolvimento social.

O Encontro da Poesia no Gesso será realizado de 08  a 11 de março e terá intervenções urbanas, oficinas, batalha de rap, apresentações, roda de poesia, venda de livros e intercâmbios.

 

Neste sábado, terá mais uma edição da Feira de Sustentabilidade no Gesso

A Feira de Sustentabilidade – Trocaria que é realizada pelo Coletivo Camaradas na comunidade do Gesso terá mais uma edição neste sábado, 03, a partir das 17h30.

O evento contará com as apresentações artísticas de Mateus Cantor, jovem da comunidade que está começando na cena musical, o seresteiro Valuar e o sarau com as crianças da comunidade lendo poesias.

A Feira tem ainda um sebo popular que é o que garante a sustentabilidade das atividades do Coletivo Camaradas, onde é possível adquirir livros a partir de dois reais, e também conta com artesanato, brechó e comidas produzidas pelos moradores da comunidade.