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 Crato terá Encontro da Poesia no Gesso

Marcos Vinicius, poeta, 9 anos, militante do Coletivo e morador do Gesso.

Poetas, oficinas, intervenções urbanas, lançamento de cordel, batalhas de rap, intercâmbio e vídeos poemas farão parte da programação do I Encontro da Poesia no Gesso que será realizado no período de 08 à 11 de março, na cidade do Crato.

O Encontro idealizado pelo Coletivo Camaradas faz parte das ações do Programa Território da Palavra que visa contribuir para uma cultura leitora na comunidade do Gesso.

O evento deverá reunir poetas de diversas cidades do país e movimentar o processo de democratização da poesia envolvendo escolas, coletivos e outras instituições.

Além de potencializar a produção e circulação da poesia e o intercâmbio de artistas e escritores, o encontro tem a intenção de gerar desenvolvimento social, melhoria da comunidade e movimentar a economia local.

Em breve será divulgada a programação oficial.

Trocaria no Gesso será neste sábado

A Feira de Sustentabilidade Trocaria será neste sábado, 03, a partir das 17h, no Terreiro do Coletivo Camaradas, na Comunidade do Gesso.

Essa edição contará com apresentação da jovem compositora cratense Nady Gomes, da Associação de Karaté Goju Ryu do Mestre Santos que é composto por crianças da comunidade do Gesso, Projeto Cypher que consistirá numa roda de dança de break, Batalha do Cristo que é um desafio envolvendo a musicalidade do rap e o ensaio do bloco carnavalesco 1º Grito, idealizado pelo professor e morador do Gesso, Suelanho Alencar.

Além das apresentações a Feira terá sebo de livros, brechós, comidas e artesanato envolvendo e gerando renda para os moradores da comunidade.

A Feira atrai escritores, artistas, pesquisadores e gestores públicos de diversas cidades da região do Cariri para conhecer a experiência que vem sendo desenvolvida na Comunidade do Gesso.

Prefeitura do Crato apoiará Mutirão de Limpeza e Arte no Gesso

Neste sábado, 27, a partir das 8h, na Comunidade do Gesso, será realizado o Mutirão de Limpeza e Arte do Coletivo Camaradas.

A ação vai contar com o apoio da Prefeitura Municipal do Crato, através da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Territorial, Controladoria e Ouvidoria do Município, Secretaria de Cultura e Secretaria de Saúde.

A ideia da ação é discutir educação ambiental, urbanismo social e estética por meio da limpeza pública, intervenções urbanas e informações.

Mutirão de limpeza e arte movimentará a comunidade do Gesso

Pensar limpeza pública e arte urbana como estratégia de elevar autoestima, organização popular e desenvolvimento social é um dos propósitos defendidos pelo Coletivo Camaradas na Comunidade do Gesso.

No próximo sábado, 27, pela manhã, na comunidade do Gesso será realizado um mutirão envolvendo moradores, poder público e artistas da região do Cariri numa ocupação criativa que envolverá distribuição de mudas, serviços de limpeza, orientação sobre educação ambiental e em saúde, intervenções urbanas, através da colocação de placas e a pinturas de fachadas e muros com grafites. Além do serviço da Ouvidoria Itinerante que fornecerá informações da participação social no poder público municipal.

O Coletivo Camaradas também distribuirá informativo onde instiga a população a ser organizar para cuidar do seu lugar e lutar, No informativo os Camaradas orientam a população a acionar o poder público quando as demandas sociais não forem atendidas.

O Coletivo Camaradas está encaminhando documento solicitando ações das secretarias municipais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Territorial, Saúde, Controladoria e Ouvidoria do Município e Secretaria de Infraestrutura.

Os artistas visuais estão se organizando para deixar a comunidade mais colorida. Cerca de 10 artistas já deixaram suas marcas nas paredes do Gesso e aguarda um bom numero de participantes no dia 27.

Trocaria no Gesso será sábado

A Feira de Sustentabilidade Trocaria, na Comunidade do Gesso será neste sábado, a partir das 17h.

A Feira contará com desfile de roupas organizado pelo artista Cristiano Ramos e Ana Ruty, apresentação do compositor Alberto Ursulino, Grupo Viver Capoeira, Performance com Beatriz Gonçalves, declamação com Natália Pinheiro e Francinaldo Dias, discotecagem com DJ Iran e Diego Moreira.

Além de comidas, artesanato, brechó e sebo de livros.

A feira acontece uma vez por mês e visa movimentar a economia da comunidade e contribuir com a democratização da arte.

A ação é uma realização do Coletivo Camaradas e tem a parceria da Pró-reitoria de Extensão da URCA, da Iteps da UFCA, Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Territorial e moradores da comunidade.

Comunidade do Gesso organiza Feira de Sustentabilidade

 

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A Trocaria – Feira de Sustentabilidade  na Comunidade do Gesso acontecerá no dia 22 de setembro. Idealizada pelo Coletivo Camaradas em 2013,  a Trocaria retorna com um novo formato e será composta de bazar de roupas, sebo de livros, vendas de comidas e artesanato, além de espaço de leitura e apresentações artísticas.

Nesta edição que acontecerá dia 22, no Largo do Gesso, a partir das 17h00, terá apresentação do reisado Dedé de Luna,  que se mantém  pelo trabalho de manutenção da tradição desenvolvido pelas suas filhas , Mestra Penha e Mestra Mazé, haverá também  apresentação do   Núcleo de Experimentação em Dança – NED que funciona na comunidade e a abertura da galeria viva do lixo com os trabalhos do artista Palulinho Cariri, a galeria funcionará na sede do Coletivo Camaradas.

A Trocaria do Gesso conta com a parceria do Centro Cultural do Banco do Nordeste, a Pró-reitoria  de Extensão da Universidade Regional do Cariri –  PROEX da URCA e da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares e Solidários – ITEPS da Universidade Federal do Cariri – UFCA.

A Trocaria tem objetivo de contribuir com a economia local possibilitando a geração de renda para os moradores e a sustentabilidade das diversas ações desenvolvidas pelo Coletivo Camaradas.

Projeto visa integrar ações de instituições na Comunidade do Gesso

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A rede Território Criativo do Gesso visa integrar e potencializar ações desenvolvidas pelas instituições publicas, movimento sociais e moradores da comunidade do Gesso, na cidade do Crato.
A ação idealizada pelo Coletivo Camaradas tem a parceria da Pró-reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri – URCA.
No dia 12 de setembro, às 14h, na sede da SCAN, na rua Padre Ibiapina, acontecerá o II Encontro do Território Criativo do Gesso que tem o objetivo de reunir gestores municipais, representantes de projetes de extensão, grupos artísticos, coletivos e moradores.
No ultimo encontro foram reunidas 22 instituições. Para o Coletivo Camaradas é importante esse dialogo, pois rompe barreiras e aproxima pessoas e instituições para pensar a cidade de forma horizontalizada e cria parcerias para o desenvolvimento social. Outro aspecto importante é o reconhecimento e a autonomia das ações desenvolvidas por cada instituição dentro deste Território.
O evento é aberto para as instituições que queiram compor a rede do Território Criativo do Gesso.

A comunidade do Gesso uma experiência além da cultura

Por Alexandre Lucas

A cultura pode ser um elemento de desenvolvimento e emancipação social, mas também ser um instrumento de dominação, opressão e naturalização da ditadura dos ricos. É preciso reconhecer esse aspecto conflitante e o seu caráter de classe para que não façamos a reprodução ingênua de tratar a cultura, como um elemento imparcial e acima da luta de classes.

A dominação econômica concomitantemente produz uma dominação cultural, caracterizada pela redução do acesso a diversidade historicamente produzida pela humanidade tanto no campo simbólico, como material e até mesmo de mobilidade urbana. Os meios de comunicação de massa estão a serviço do capital, o que vai deste a programação musical ao conteúdo das notícias.

Existe uma ditatura do consumo cultural e quem dita às regras são os donos dos meios de produção e o povo tem opções de consumir de forma alienada ou de criar pontes de resistências, abrindo canais para outras narrativas, algumas que se contrapõem a logica mercantil e outras que produzem uma nova espécie de cultura gourmet para o povo, que muitas vezes reforça uma concepção estética, artística e cultural dominante.

É preciso pensar a cultura a partir de um projeto de sociedade, o que ultrapassa as barreiras locais e se alinham as narrativas macros de sociedade. Pensar a sociedade a partir de uma ilha é cair no campo da utopia romanceada que não considera os fatores antagônicos das classes socais e as condições objetivas da realidade social.

A partir desta concepção, tentarei descrever uma experiência que vem sendo esboçada e refeita constantemente pelo Coletivo Camaradas na comunidade do Gesso, na Cidade do Crato, no Ceará.

A comunidade do Gesso é uma área situada entre os bairros Pinto Madeira, Centro, Santa Luzia e São Miguel, que na década de 50 a 80 teve uma das maiores zonas de prostituição da região sul do estado do Ceará e a marca da ausência das politicas públicas, com o declínio da zona de prostituição, o tráfico se torna referência da comunidade para a cidade. O que acontece na maioria dos bairros e comunidade que concentra as camadas populares em situação de vulnerabilidade social.

Esse contexto gerou e gera um forte impacto na estigmatização social da comunidade e internamente existe uma estratificação no processo de organização social dos moradores, o que repercute nas diferenças de compreensões das narrativas locais e de sociedade, mas que se comungam na ideia do “melhor para comunidade”.

No campo da cultura, o que não é um caso particular da comunidade, a industrial cultural tem papel degenerativo significante de reproduzir a descrença humanitária e a desvalorização dos direitos humanos.

É diante destas configurações que o Coletivo Camaradas vêm atuando, numa perspectiva de reconhecer a possibilidade da cultura enquanto vetor de desenvolvimento social e emancipação humana.

Para situar, o Coletivo Camaradas atua na comunidade desde 2007 e compreende que o seu papel deve ser de construir pontes entre as iniciativas da comunidade, os movimentos sociais e diálogos, quando possível, com o poder público. Essas pontes estão intimamente ligadas a um projeto de sociedade, que se permeia pela noção de interligação e não de isolamento social, ou seja, a compreensão de tratar a problemática social como fator local é reduzir o espaço de empoderamento e compreensão da realidade social.

O desafio do Coletivo Camaradas possivelmente seja o de ser compreendido e ao mesmo atuar no campo de disputa da cultura para construir uma nova cultura política baseada na solidariedade, na defesa da democracia e da construção comunitária de base intercomunitária.

Neste sentido, umas das questões centrais, no combate a estigmatização e vulnerabilidade social desenvolvida pelo Coletivo Camaradas é a “desinvisibilização territorial” e apresentação da potência criativa da comunidade, como elos de elevar a autoestima comunitária, a capacidade inventiva e o poder de articulação e conquista política.

Desinvisibilizar é torna visíveis os processos organizativos e criativos que ocorrem na comunidade como mecanismo de atração e diálogos com as instituições e sujeitos sociais, o que vem proporcionado à democratização da alfabetização estético-artística, aproximação da atuação do poder público na comunidade, o fortalecimento de parcerias entre comunidade, movimentos sociais e as instituições públicas.

Cada vez que é apresentada uma ação na comunidade, se impulsiona uma potência criativa, o que cria relações de identidade e pertencimento com o fazer criativo e positivo da comunidade, nesta luta é necessário, que a comunidade se veja como protagonista, no rádio, na tv, nas redes sociais e nos espaços. É um tiro na estigmatização.

Essa compreensão combate outra lógica, difundida pelos conservadores e reacionários, de apresentar as camadas populares como incapazes de construir suas pontes e seus caminhos de diálogos, sobrevivência e resistência política. A comunidade tem que ser a interlocutora das suas demandas sociais, sem intermediárias, os quais normalmente atrapalham o poder de organização da comunidade.

O Coletivo Camaradas neste processo de articulação que ultrapassa o âmbito da cidade busca alinhar alternativas políticas, pedagógicos, estéticas e artísticas que estejam conectadas a outra compreensão de sociedade baseada na solidariedade e na democracia econômica, social, cultural e tecnológica, o que só é possível interligando a comunidade ao mundo e a outros sujeito sociais.

Diversas são as ações neste sentido desenvolvidas pelo Coletivo Camaradas na Comunidade do Gesso, que vai deste a construção da ação/rede do Território Criativo do Gesso que é uma estratégia de atuação em rede que envolve comunidade, movimentos sociais e o poder publico e visa potencializar ações já desenvolvidas no entorno da comunidade, ou ainda, proporcionar novas parcerias.

O Terreiro do Coletivo Camaradas é outro exemplo, ligado ao processo de alfabetização estético-artística, o Terreiro consiste num piso de cimento medindo aproximadamente 5 metros x 8 metros, essa pequena estrutura construída em espaço aberto proporciona que a Comunidade possa ter um espaço para ser apresentar e se ver, bem como propicia dialogo com diversas instituições de fomento as artes, com outros grupos e artistas de diversas regiões brasileiras e coloca a comunidade dentro do circuito das artes.

O trabalho que é desenvolvido no campo da democratização do livro e da leitura visa contribuir para uma cultura leitora, através dos Pontos de Leituras nas bodegas, nas intervenções urbanas do Poste Poesia, as contações de histórias, exibição de filmes, apresentações musicais, na roda de poesia protagonizada pelas crianças e na publicação de livros. Essas ações envolvem a comunidade e estabelecer novas conexões e proporciona desenvolvimento intelectual e desperta olhares externos que compreendem a democratização da leitura como ferramenta para ampliar a visão social de mundo.

A Feira de Sustentabilidade “Trocaria” visa favorecer novas possiblidades de renda e inserir a comunidade dentro de outros espaços de economia solidária, em que a construção de “gente” seja mais importante do que a construção de “valores”.
Portanto, a experiência que vem sendo desenvolvida, foge da oferta e da procura da cultura enquanto mercadoria ou disponibilização do arroz e do feijão, que não agrega sustância no aspecto da emancipação humana. Queremos provar do caviar que nos é negado, podemos até não gostar, mas temos o direito de consumi-lo.
A defesa do direito a cultura deve ser contextualizada a outros direitos negados as camadas populares.
A experiência na comunidade do Gesso, não é uma receita pronta para um bolo social, mas um desafio que exige amplitude de compreensão, capacidade de interlocução e norte político do tipo de seres humanos e sociedade que se quer construir.

Na comunidade do Gesso, o Coletivo Camaradas aprende todos os dias como tomar rios e mares porque não comunga com a ideia de dar peixes ou ensinar a pescar. Isso vai além da cultura.

*Pedagago, artista/educador e coordenador do Coletivo Camaradas.

Comunidade do Gesso terá Jornada de Narrativas Orais

 

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Narradores e narradoras orais ocuparão a comunidade do Gesso, no Crato,  nos dia 20 e 21 de agosto com contação de histórias, rodas de conversas, maratona de contos  e presença de mestres da cultura popular.

A Jornada de Narrativas Orais tem o objetivo de fortalecer a contação de história e criar uma rede contadores da região do Cariri. A iniciativa do Coletivo Camaradas conta com a parceria da Pró-reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri – URCA, Sesc e,  Companhia Forrobdó de João Pessoa – PB e do Escritório Regional da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará.

No dia 20, às 17h30, no Terreiro do Coletivo Camaradas terá contação de história com a narradora Aline Alencar da Companhia Forrobodó (PB). No dia 21, às 14h00,no Laboratório de Criatividade,   terá roda de conversa com contadores da região do  Cariri e tendo  como  discursão a regulamentação da profissão de contador de história no país, o que vem ocorrendo em diversas regiões do Brasil , por conta que no  congresso nacional tramita  projeto de lei sobre o assunto,  o qual está sendo questionado pelo narradores.  A partir das 17h30, no Terreiro haverá uma maratona de contos aberta ao público.

“Vibe na Minha Rua” movimentará bairro em Juazeiro do Norte

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A terceira edição do “Vibe na Minha Rua” , acontecerá no  dia 19 de agosto, no bairro Frei Damião,  em Juazeiro do Norte.  Essa edição tem como tema “Quando povo se junta o poder se espalha”, a ação é idealizada pelo rapper Dextape que coordena a área de música do Coletivo Camaradas.

O evento tem o objetivo de  ocupação e resignificação da rua como espaço político e de entretenimento, ação também contribui para fomentar  a produção e circulação da cultura hip hop.

O “Vibe na Minha Rua” acontercerá na rua Francisca Correia Brasil e  contará com exibição de filmes, intervenção urbana do Poste Poesia e com as apresentações   do Irmandade Rap, Tony GDF, Erivan Produtos do Morro, Lory Mc, Claves e Rosas, Matilha 16 e Clandestinos Rap. Haverá também uma oficina de produção musical com o rapper Erivan Produtos do Morro.

O evento é uma realização em parceria do Coletivo Camaradas, Rede de Educação Cidadã (RECID), GRUNEC a ONG Construeco Cariri e o Instituto Federal do Ceará – IFCE.