III Mostra de Contadores de Histórias, cortejos das flores, arte e luta.

Por Maria Juliane Libório de Viveiros*

Em poucos lugares você será tão bem recebido como aqui. A energia inexplicável exalada naquela sala desde o primeiro encontro da equipe que trabalharia arduamente para toda a magia dessa mostra acontecer. Acredito muito no ditado de que só os fortes sobrevivem e vivem para contar, foram muitos os que se inscreveram para participar dessa luta, mas nem todos continuaram, pois um final de semestre é totalmente conturbado (provas, artigos, estágios livros e etc.) e tínhamos que ter realmente muita força de vontade para nos entregarmos de alma para que pudesse acontecer um lindo evento.

A flor é o que há de mais belo no mundo, não importa sua cor, tamanho, cheiro… Apenas ao pronunciar a palavra flor a palavra “beleza” já nos vem imediatamente a mente. Foi exatamente por ai que começamos, produzindo flores, não existe melhor forma de agradar um amigo do que oferecer um símbolo tão lindo quanto esse. Foram muitos dias juntos produzindo um colorido jardim de flores para ofertarmos aos nossos amigos, na medida em que nos encontrávamos todas as tardes – muitas pessoas da mesma universidade, mas de cursos totalmente diferentes – fomos nos conhecendo e fazendo laços, o silêncio do desconhecido que havia naquele salão foi se tornando grandes conversas e muitos risos, com certeza o cafezinho da tarde deixará muitas saudades.

Então depois de prepararmos nossas flores com muito amor, chegou o grande dia de entrega-las fazendo assim um grande cortejo pelas ruas da nossa comunidade. Fantasias, musicas, alegria, luta e arte foi o que transmitimos naquela tarde, a cada flor entregue a um amigo, um vizinho, uma pessoa que passava na rua… em troca coletávamos sorrisos, afinal a arte é isso, alegria. Tudo isso para ser usado como um portal que nos transportaria para o mundo mágico das historias.

As oficinas acontecendo em todos os lugares e nós desejando nos dividir em dez para podermos participar de todas elas. Os contadores de histórias prendem você a historia que está sendo narrada por eles, o olhar, a expressão corporal, a voz te leva ao lugar que a história está acontecendo é uma experiência fantástica.

Já posso sentir o cheirinho da saudade que tudo isso deixou, mas para nós que caímos de paraquedas em um lugar tão lindo de cultura, arte e luta como o Gesso, fica a certeza de que voltaremos e seremos recebidos de braços abertos pela comunidade e pelo Coletivo Camaradas, por essa experiência só existe uma palavra para resumir, OBRIGADA.

 

 

*Acadêmica de Letras – Universidade Regional do Cariri – URCA

 

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