Arquivos mensais: dezembro 2018

Coletivo Camaradas prepara documento sobre urbanização na comunidade do Gesso

O documento será discutido com a comunidade do Gesso e será entregue ao prefeito municipal e aos vereadores do município.

A intenção do Coletivo Camaradas é propor caminhos para uma urbanização social na localidade. O documento contextualiza o lugar onde está situado o Gesso, as demandas e potencialidades e pontua questões como território, integração comunitária e intercomunitária, articulação em rede, pavimentação, saneamento básico, construção de equipamento para práticas esportivas e de convivência social, cinturão verde e frutífero, além de abordar questões como controle de natalidade de gatos e cães, turismo comunitário e a interligação ao centro e ao bairro São Miguel.

O documento cita também a rede de articulação do Território Criativo do Gesso que compreende uma série de instituições públicas e da sociedade civil que atuam no entorno da comunidade, como escolas, universidades, ONGs, secretárias, coletivos e entidades de promoção do lazer e da cultura.

O documento alerta também para que todo processo de urbanização leve em conta a história dos lugares, suas demandas locais e que conheçam as ações que são desenvolvidas na comunidade.

Espetáculo do Canadá se apresentará na Comunidade do Gesso

Esse é o segundo ano que o Coletivo Camaradas fecha parceria com o Festival Internacional de Máscaras do Cariri, que acontecerá de 04 a 08 de dezembro.

A Comunidade do Gesso, no Crato, nesta quarta-feira, a partir das 17h30, receberá o espetáculo Les Mariés Corbeaux, do Grupo Emille  Version Solo, do Canadá, no Terreiro do Coletivo Camaradas. O espetáculo faz parte da programação do II Festival Internacional de Mascaras do Cariri  – FIMC

O Coletivo Camaradas aguarda que a Construtora NRG  Construções, responsável pela coberta da quadra do Gesso, faça o reparo dos danos causados pelos caminhões da empresa no Terreiro, o qual e vem sendo o principal equipamento cultural da comunidade  recebendo atrações nacionais e internacionais.

Além do espetáculo do Canadá, se apresentarão no Terreiro do Coletivo Camaradas, o  espetáculo Bacafuzada na Rua, da Cia. dos Bondrés, do  Rio de Janeiro/RJ, na quinta-feira, 06  e na sexta-feira, dia 07,  o espetáculo Tempestade, da dançarina e  atriz: Silvia Moura, de  Fortaleza/CE.

Além das apresentações, acontecerão dentro do Território Criativo do Gesso, a oficina Meia Máscara, mediada pelo artista Claudio Ivo, que acontecerá no período de 04 a 08 de dezembro, às 14h, no Colégio Municipal Pedro Felício. A oficina visa conhecer,  interpretar e jogar com a máscara, a partir da preparação corporal.

O Festival terá programações na Praça São Vicente, Largo da REFFSA, Teatro Rachel de Queiroz, Centro de Artes da URCA, Encosta do Seminário, ONG Beatos, Vila da Música e CCBNB Cariri.

III Mostra de Contadores de Histórias, cortejos das flores, arte e luta.

Por Maria Juliane Libório de Viveiros*

Em poucos lugares você será tão bem recebido como aqui. A energia inexplicável exalada naquela sala desde o primeiro encontro da equipe que trabalharia arduamente para toda a magia dessa mostra acontecer. Acredito muito no ditado de que só os fortes sobrevivem e vivem para contar, foram muitos os que se inscreveram para participar dessa luta, mas nem todos continuaram, pois um final de semestre é totalmente conturbado (provas, artigos, estágios livros e etc.) e tínhamos que ter realmente muita força de vontade para nos entregarmos de alma para que pudesse acontecer um lindo evento.

A flor é o que há de mais belo no mundo, não importa sua cor, tamanho, cheiro… Apenas ao pronunciar a palavra flor a palavra “beleza” já nos vem imediatamente a mente. Foi exatamente por ai que começamos, produzindo flores, não existe melhor forma de agradar um amigo do que oferecer um símbolo tão lindo quanto esse. Foram muitos dias juntos produzindo um colorido jardim de flores para ofertarmos aos nossos amigos, na medida em que nos encontrávamos todas as tardes – muitas pessoas da mesma universidade, mas de cursos totalmente diferentes – fomos nos conhecendo e fazendo laços, o silêncio do desconhecido que havia naquele salão foi se tornando grandes conversas e muitos risos, com certeza o cafezinho da tarde deixará muitas saudades.

Então depois de prepararmos nossas flores com muito amor, chegou o grande dia de entrega-las fazendo assim um grande cortejo pelas ruas da nossa comunidade. Fantasias, musicas, alegria, luta e arte foi o que transmitimos naquela tarde, a cada flor entregue a um amigo, um vizinho, uma pessoa que passava na rua… em troca coletávamos sorrisos, afinal a arte é isso, alegria. Tudo isso para ser usado como um portal que nos transportaria para o mundo mágico das historias.

As oficinas acontecendo em todos os lugares e nós desejando nos dividir em dez para podermos participar de todas elas. Os contadores de histórias prendem você a historia que está sendo narrada por eles, o olhar, a expressão corporal, a voz te leva ao lugar que a história está acontecendo é uma experiência fantástica.

Já posso sentir o cheirinho da saudade que tudo isso deixou, mas para nós que caímos de paraquedas em um lugar tão lindo de cultura, arte e luta como o Gesso, fica a certeza de que voltaremos e seremos recebidos de braços abertos pela comunidade e pelo Coletivo Camaradas, por essa experiência só existe uma palavra para resumir, OBRIGADA.

 

 

*Acadêmica de Letras – Universidade Regional do Cariri – URCA