Coletivo Camaradas produzirá vídeos sobre grupos da tradição popular do Cariri

Geografo Ricardo Alves - coordenador do Projeto "No Terreiro dos Brincantes" do Coletivo Camaradas
Geografo Ricardo Alves – coordenador do Projeto “No Terreiro dos Brincantes” do Coletivo Camaradas

O Projeto “No Terreiro dos Brincantes” será retomado pelo Coletivo Camarada em 2017. O projeto consiste em produzir pequenos documentários sobre os grupos e as manifestações da tradição popular do Cariri. A ideia é democratizar através do audiovisual essas manifestações que estarão sendo disponibilizadas na rede mundial de computadores. O Coletivo Camaradas já produziu os documentários: Reisado Dedé de Luna, Mestra Zulene Galdino, Mestre Cirilo, Mulheres do Coco da Batateira, Reisado do Sassaré de Potengi, além de dois documentários sobre a Festa do Pau da Bandeira de Barbalha e um da Malhação do Judas no Crato.

De acordo com o geografo Ricardo Alves, integrante do Coletivo Camaradas e coordenador do Projeto “No Terreiro dos Brincantes” a retomada do projeto é a possibilidade de potencializar e democratizar os saberes dos grupos e manifestações das tradições populares. Ele destaca também a importância do registro para a memória dos grupos, da pesquisa e para a reflexão estética e artística sobre a diversidade cultural da humanidade.
Além de produzir documentários, o projeto prevê ainda a realização de oficinas no campo da fotografia e vídeo para os grupos da tradição popular, realização da III Mostra Nacional de Vídeos Brincantes e a realização mensal de terreiradas na Comunidade do Gesso no Crato.
O Projeto deverá contar com a parceria da Universidade Regional do Cariri, através da Pró-Reitoria de Extensão – PROEX e da Escola de Saberes de Barbalha. A intenção é produzir em 2017, aproximadamente 10 documentários. O trabalho de edição será desenvolvido pelo artista cratense Marcos Taveira.
Conforme o idealizador do projeto, o artista/educador Alexandre Lucas, a ação teve inicio em 2010 e dentre os seus objetivos visava estreitar as relações entre universidade, grande público e os grupos da tradição. Ele destaca que o patrimônio imaterial do Cariri é um rico material para pensar a estética, a arte e as políticas públicas no seu aspecto Inter-setorial. “O nosso patrimônio simbólico não deve ser ornamento das discussões sobre políticas públicas ou das pesquisas acadêmicas”, enfatiza o educador.
O trabalho do Coletivo Camaradas terá inicío a partir do Dia de Reis, dia 06 de janeiro, data em que a região se transforma numa teia brincantes em cada terreiro da tradição popular do Cariri. Os trabalhos deverá ser iniciado no João Cabral em Juazeiro do Norte, seguido de Barbalha e Crato.

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