Arquivos mensais: janeiro 2016

Abertas as inscrições para Mostra IP 2016 – Intervenções e Performances

 

 

 

A IV edição da Mostra Nacional de Vídeos sobre Intervenções e Performances – MOSTRA IP, será realizada no período de 10 a 22 de abril de 2016 em diversas cidades brasileiras, com o objetivo de incentivar a produção de registros em vídeo de intervenções e performances; possibilitar o intercâmbio em rede e a difusão dos trabalhos performáticos, interventivos e difundir a produção no campo audiovisual realizada no Brasil.

A Mostra IP  que teve início em Crato/CE em 2012, o ano passado foi realizada em 30 cidades de 15 estados brasileiros e contou com mais de 80 inscrições e muitas articulações e parcerias entre os coletivos do país.

A Mostra IP é uma realização do Coletivo Camaradas  e tem como co-realizadores: Rede IP (BR), Rede ColetivoS (CE), CUCA da UNE (BR), Grupo Totem (PE), Companhia Ortaert (CE), Coletivo Psicodélico (AP), Careta Coletivo (AL), La Plataformance – Estação de Trabalho (SP), Centro Universitário de Cultura e Arte da União Nacional dos Estudantes – CUCA da UNE ( BR) e o Laboratório de Estudos, Vivencias e Experimentos em Arte Contemporânea – LEVE Arte Contemporânea (CE). Os participantes da IV Mostra IP com trabalhos inscritos ou que sediarão a mostra em suas cidades estão convidados a participar da REDE NACIONAL DE INTERVENÇÕES E PERFORMANCES – REDE IP.

Estão  abertas as inscrições para IV Mostra Nacional de Vídeos sobre Intervenções e Performances – MOSTRA IP. Exibições de vídeos, vivências, intercâmbios, articulações em rede e muita performance e intervenção urbana circulando pelo país. Leve a Mostra IP para sua cidade ou envie o seu vídeo!

Confirma o regulamento no site:

http://mostraip.camaradas.org/

 

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O que é o Território Criativo do Gesso ?

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Contextualizando a comunidade do Gesso

A Comunidade do Gesso (Crato-CE) tem peculiaridades que precisam ser compreendidas dentro do seu contexto histórico-social. A área denominada de Gesso se localiza numa bifurcação com os bairros São Miguel, Pinto Madeira e Centro, tendo como centro de referência o “campinho do Gesso”, espaço que durante décadas foi depositário de rochas de gipsita, as quais eram carregadas nos vagões de trem para serem beneficiadas em Fortaleza.  Fato que deu origem ao nome do lugar.

O Gesso é uma área que historicamente se caracteriza pela vulnerabilidade e o estigma social. Na década de 1950 até o final da década de 1980 do século passado, a comunidade abrigou uma das maiores zonas de prostituição da região sul do estado do Ceará: O Cabaré do Gesso. A zona de prostituição abrigou aproximadamente 4 quadras, com bares, boates e quartos para locação e moradia das prostitutas, esse espaço por décadas se tornou um local fechado, e desintegrado da vida social do seu entorno e excluído das políticas públicas.

A zona de prostituição provocou dentro da comunidade um processo desintegração no que diz respeito a circulação, organização e identidade comunitária. A linha do trem, por exemplo, é um dos elementos simbólicos de divisão da comunidade, de interrupção de ações conjuntas e de comunicação entre pessoas que vivem realidades semelhantes.

Já a partir do início da década de 1990, com o declínio das casas de prostituição, o tráfico de drogas é o novo referencial da comunidade para a cidade.

Uma parte significativa da população é negra, tem baixa escolaridade e sobrevive a partir de pequenos comércios, prestações de serviços e benefícios sociais, o que aponta uma renda instável.

Na área não existe nenhum equipamento público que atenda às necessidades de lazer, cultura, capacitação profissional e geração de renda da comunidade.   O que possivelmente gere falta de perspectiva e desintegração social.

Uma das principais ocupações dos jovens do sexo masculino é o futebol que atualmente é praticado em campo de várzea que está em processo de construção de quadra. O que deverá ser um importante equipamento de integração comunitária.

Por outro lado não conseguimos identificar aonde estão e que fazem as jovens mulheres da Comunidade.

Dentre as reclamações mais apontadas pela comunidade estão a ausência de infraestrutura urbanística, espaços de lazer   e a deficiência do poder municipal em atuar área.

A comunidade se organiza culturalmente em torno do futebol, malhação do judas, quadrilhas juninas e através de ações desenvolvidas pelo Projeto Nova Vida, Sociedade de Auxílio aos Necessitados – SCAN e o Coletivo Camaradas.

Outro fator que merece destaque é a falta de cultura de organização popular, possivelmente pela estratificação comunitária. O que gera uma fragilidade reivindicatória.

QUAL A IDEIA DO TERRITÓRIO CRIATIVO DO GESSO?

No entorno da Comunidade existe aproximadamente 23 organizações que desenvolvem ações no campo do direito, educação profissional, educação básica, esporte, lazer, cultura, saúde e atividades sociais.

Entretanto se percebe ações desintegradas entre as instituições dentro do seu contexto territorial, bem como outras instituições poderiam atuar em conjunto dentro deste território.

Neste sentido, o Território Criativo do Gesso propõe:  Ser um uma rede para potencializar as ações e demandas já desenvolvidas pelas organizações; Espaço de diálogo e articulação entre instituições e comunidade; lugar de vivência e experimentação de metodologias e tecnologias sociais.

Dentro desta lógica, acreditamos que não seja necessário a criação “novos projetos” ( o que não impede a criação de estratégias de atuação na comunidade),   mas apontamos  a atuação em rede como forma de potencializar o que já existe e é desenvolvido.

O Território Criativo não é uma fórmula acabada, mas um esboço para ir tentando descobrir os traços e as cores das paisagens culturais e sociais da Comunidade do Gesso. Logicamente essas paisagens só vãose constituindo e se construindo pelos que habitam o lugar, os quais são e devem ser os principais protagonistas das suas histórias. A partir desta concepção de entender o lugar e os seus construtores que propomos essa atuação em rede, tendo como norte o empoderamento social como vetor para construção de um lugar marcado pela cultura de paz, a organização popular, a geração de renda e a integração comunitária.

COMO IRÁ FUNCIONAR A REDE?

A rede precisa criar a sua própria dinâmica e suas plataformas de comunicação que sejam caracterizadas pela desburocratização, acesso facilitado dos serviços e a continuidade das ações para que seja criada uma cultura de rede e que o território ser torne um lugar comum para o desenvolvimento social.

CARTOGRAFIA SOCIAL PARA GERAÇÃO DE RENDA

É preciso criar horizontes e uma perspectiva de renda para a população.  Neste sentido, acreditamos que seja possível a construção de uma cartografia social da realidade socioeconômica da Comunidade para atuar na seguinte linha:

  1. Mapeamento dos prestadores de serviços da comunidade (pedreiros, manicures, pintores,lavadeiras, eletricistas, faxineiras, cozinheiras, etc) e identificação em suas residências dos seus serviços oferecidos;
  2. Capacitação profissional;
  3. Apoio a gestão de pequenos empreendimentos;
  4. Inclusão no Banco de Dados do SINE/IDT.

 

Encontro do Território Criativo do Gesso reunirá poder público e movimentos sociais

12373155_914236562005008_6884698343353335618_nO Coletivo Camaradas realizará no dia 20, as 15h, na Escola Profissionalizante Violeta Arraes, o segundo Encontro do Território Criativo do Gesso.  O objetivo do Território Criativo do Gesso é potencializar as ações desenvolvidas pelas instituições  de saúde, educação, assistência social e cultura que atuam no entorno da Comunidade do Gesso, além de outras instituições estratégicas para o desenvolvimento humano como universidades, órgãos governamentais e movimentos sociais.

Para a assistente social, Ana Teresa Duarte, integrante do Camaradas, a intenção do trabalho é favorecer o trabalho em rede entre as instituições e impulsionar os trabalhos que já são desenvolvidos. Ela destaca que essa iniciativa pode possibilitar parcerias contínuas e pontuais.

A educadora Maria Renata, que também integra os camaradas, enfatiza    que o Território Criativo é uma forma de aproximar, dialogar e conhecer a realidade da a comunidade. Ela cita que essa rede é importante para as trocas de saberes entre os moradores e as instituições  e para a construção de uma cultura de paz e empoderamento social.

Para o presidente do Projeto Nova Vida, Hermano José de Sousa, diz que a ação, além de agregar as ações do entorno da comunidade possibilitará que a comunidade tenha acesso as ações e projetos desenvolvidos por essas instituições.

A expectativa é reunir cerca de 30 instituições entre escolas, universidades, coletivos, secretarias municipais e estaduais e instituições do setor privado. As instituições interessadas em compor o Território Criativo do Gesso deverão enviar e-mail para contato@camaradas.org informando a intenção.

Coletivo Camaradas cria grupo de dança de rua para mulheres

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Camarada  Vanessa dos  Santos – B. Girl

 

Com o intuito de fortalecer a participação das mulheres na dança de rua, o núcleo de mulheres do Coletivo Camaradas desenvolverá ações neste campo.  Para a camarada Vanessa dos Santos, B. Girl essa foi uma iniciativa gerada a partir da necessidade de  uma maior atuação das mulheres dentro da cultura Hip Hop, especificamente no break.

Vanessa destaca que esse será uma espaço para trocas de experiências no campo da dança e na discussão sobre gênero. Ela enfatiza que o trabalho será desenvolvido com uma metodologia de ensaio aberto e que a ideia é compor o circuito que já acontece dentro e fora das periferias envolvendo os diversos elementos da Hip Hop.

Os ensaios acontecerão  no Colégio Municipal Pedro Felício, no Crato, aos sábados, a partir das 8h30.  A ação conta com a parceria da Rede coletivos, Coletivo Ensaio Aberto e do Núcleo Gestor da Escola.

As inscrições são efetuadas online através do link: http://goo.gl/forms/jM2rNrZW0j

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