Arquivos mensais: março 2012

CTB mobiliza para ato contra desindustrialização em SP no dia 04 – Portal CTB

CTB mobiliza para ato contra desindustrialização em SP no dia 04

A CTB São Paulo, em parceria com as  centrais sindicais CGTB, FS, NCST e UGT, está convocando toda a classe trabalhadora, sindicatos, associações e federações a participarem, no dia 04 de abril, do grande ato que promete sacudir São Paulo contra a desindustrialização, geração de emprego e renda.

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“Grito de Alerta” em Porto Alegre reuniu mais de 10 mil manifestantes

O ato, que acontece na Assembleia Legislativa de SP (Alesp), a partir das 10h, é parte do calendário de atividades do movimento “Grito de Alerta em Defesa da Produção e do Emprego”, construído pelo Fórum das Centrais Sindicais e conta com o apoio do setor industrial.
União de forças
Compõem também o movimento estudantes, entidades, sindicatos e federações, como Sindicato Metalúrgicos de SP, Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté; Sindicato dos Metalúrgicos de Cajamar, Sindicato dos Metalúrgicos de Salto, Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), Sicetel, Sinafer, Simefre, Sinditextil, Abine, Abimaq, Abiquim, Abipeças, Sicetel, Iabr, Fiemg, Abifa, Abiplast.
O movimento Grito de Alerta nasceu do Pacto pelo Desenvolvimento com Geração de Emprego e Renda, construído unitariamente pelas centrais sindicais, preocupadas com a eliminação dos postos de trabalho na indústria nacional, a perda de participação da indústria no PIB brasileiro no ano passado e o crescimento das importações de produtos acabados ao passo que as commodities ganham peso na balança comercial.

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Reunião das centrais que definiu a criação do pacto

Números preocupantes
Dados do IBGE revelam que o Brasil fechou 2011 com um saldo bem abaixo das primeiras projeções do governo, que era de 3 milhões de novos postos de trabalho na indústria. Só em novembro, o IBGE registrou queda de 0,1% se comparado com o mês anterior.
Para o presidente da CTB São Paulo, Onofre Gonçalves, é imperativo que o setor produtivo brasileiro deixe de ser penalizado pela alta taxa de juros, pela sobrevalorização cambial e pela entrada de mercadorias livres de taxas em nossos portos. “É uma concorrência desleal. Daí a importância de nos unirmos nessa luta contra a desindustrialização, que precisa ter uma solução emergencial. Porque dessa forma, não há a menor condição de a indústria brasileira competir com os produtos estrangeiros”, alertou o dirigente.

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Centrais definem os últimos preparativos para o ato no Paraná

Brasil afora
Manifestações semelhantes estão sendo realizadas nas principais capitais brasileiras. No último dia 26, foi a vez de Porto Alegre receber o ato, que contou com a participação de cerca de 10 mil trabalhadores, empresários e estudantes, que iniciaram uma caminhada até o Palácio Piratini, onde os sindicalistas entregaram ao governador do estado, Tarso Genro, o documento chamado “Medidas emergenciais para retomada da indústria nacional”, com as propostas para estancar a desindustrialização do país.
Além de São Paulo e Porto Alegre, fazem parte ainda do calendário atos em Santa Catarina (28 de março), Paraná (03 de abril), Manaus (13 de abril), Ceará, Bahia e Brasília (10 de maio), que encerra as atividades.
“A CTB está orientando a todos os sindicatos, federações e associações que se organizem para levarmos mais de 100 mil trabalhadores à Alesp contra essa política macroeconômica do governo que está fechando postos de trabalho e afetando diretamente à classe trabalhadora, bem como os rumos do desenvolvimento do país. Todos à Alesp no dia 04 de abril”, convocou o presidente da CTB-SP.

Serviço:
Grito de Alerta contra desindustrialização em São Paulo
Dia 04 de abril (quarta-feira)
A partir das 10h
Assembleia Legislativa do Estado de SP (Alesp)
Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – Ibirapuera – SP
www.portalctb.org.br

SEMANA SESC DE ARTES CÊNICAS SESC JUAZEIRO

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SEMANA SESC DE ARTES CÊNICAS SESC JUAZEIRO
Segunda semana com apresentações de Teatro Infantil!


Juazeiro do Norte pôde conferir três apresentações que trouxeram beleza, inventividade e conscientização. Na tarde do dia 28/03, o Grupo Armadilhas Cênicas apresentou na Escola Maria Germano o Terreiro de Histórias que resgatou a arte das histórias contadas em voz alta, com muitos gestos e entonações acentuadas e usando narrativas de escritores consagrados como Clarice Lispector e Guimarães Rosa ao lado de causos de domínio popular. Na tarde seguinte foi a vez da Companhia Anjos da Alegria e Elos de Teatro encenarem o texto super original de Xico Abreu, O Cravo e a Rosa, que imagina as dificuldades que Cravínio enfrentou para namorar a descolada Rosidelma. Fechando as apresentações na tarde de sexta-feira, Dom Poder e a Revolta da Natureza, do Grupo Expressões Humanas de Fortaleza, que com muita música e entusiasmo chamaram as crianças do Teatro Patativa do Assaré a se rebelarem contra aqueles que poluam e destruam o meio ambiente.



Programa Cultura SESC Cariri
(88) 3587 1065 (SESC Juazeiro)
(88) 3523 4444 (SESC Crato)

Cais


O mar como sempre imenso e inescrutável. Limitando-se por todos os lados com infinitos abismos. Abaixo, os mistérios abissais e inatingíveis da água: fluida como a existência. Ao derredor, com horizontes a se perder de vista: a abóbada celeste em ósculo lambendo os quatro recantos , lubricamente, num cunilingus intocável e sensual. Acima: um céu azul pincelado, aqui e acolá, pelo algodão doce das nuvens; aparentemente ao alcance das mãos, em verdade apenas atingíveis pelas digitais do sonho. Cercado pelo mistério , carregando nas mãos apenas a rosa dos ventos, um veleiro singra as ondas sem destino pré-determinado, sem ter aonde ir e aonde chegar. À mercê dos ventos, cicla, como um pêndulo, entre tempestades e calmarias, ora velas enfunadas, ora mastro recolhido . Sem rumo claro, nenhum vento lhe é perfeitamente favorável ou desfavorável. Na viagem, o barquinho termina por descobrir que singra sem astrolábio e sem sextante . As estrelas no céu , a lua argêntea no firmamento não lhe são pontos de orientação, apenas compõem o cenário : prestam a iluminação necessária para o grande script da viagem que é simplesmente flutuar. Não haverá Monte Ararat à frente, as águas jamais baixarão e a pombinha nunca retornará com o ramo de folhas de oliveira , pela simples razão de que não há continente possível, não há pomba , não há árvore. Existem apenas o mar, o barco, a viagem.

Houve tempos em que o veleiro atingia às vezes uma pequena ilha flutuante e ali encontrava um porto seguro por alguns instantes. Era possível atracar, livrar-se temporariamente dos redemoinhos, das tormentas e gozar um pouco da paz reconfortante do cais. E antes de cair, novamente, nas correntes marinhas avassaladoras , podia pensar um pouco na viagem , agora com o contraponto do silêncio e da inércia. Na ilhazinha , atracado, o barquinho sentia-se com raízes, como uma árvore em solo firme, pronto a dar flores e frutos.

Um dia percebeu, com espanto, que a ilhazinha havia sido erodida e tragada pela inexorabilidade das marés. A paisagem voltara a ser imutável : mar e céu. O veleiro desliza agora à espera do tsunami vindouro ou do beijo fatal da quilha nas penedias. A árvore se transformou , num átimo, num simples aguapé obediente ao fluxos das águas e da preamar. E o barquinho à deriva fundeia-se no único esteio possível : uma âncora sombria, coberta de musgos e de ferrugem chamada Saudade.

J. Flávio Vieira

Guto Bitu – Comicamente seco e poético



Se o cearense tem fama de humorista, Luiz Augusto Bitu não fica de fora dessa afirmação. Uma poesia nas estirpes marginal e bem humorada é uma das características desse poeta. Guto Bitu, esculpi, modela, desenha, pinta e escreve e diz que sua obra é “cercada do comportamento cearense, se divertir é básico pra mim, então isso se reflete no que eu faço. Já o urbanismo está em mim como as seqüelas de uma tuberculose, não posso retirar esse universo depois de ter passado tanto tempo inserido nessa fria realidade”.

Alexandre Lucas – Quem é Guto Bitu?

Guto Bitu – Luiz Augusto Bitu

É um tabuleiro sem peça

É um cheque mate as avessa

Na faculdade mental

É o cão soprando cal

Nas vistas de quem é cego

É o prego que entorta

Quando entra na parede

É um balanço de rede

É um rangido de porta

É uma folha que corta

A água que mata a sede

Luiz Augusto Bitu 10/11/09

Alexandre Lucas – Quando teve inicio seu trabalho artístico?

Guto Bitu –Tento sobreviver de arte desde adolescente, mas faço arte e sou artista desde criança. Tive meus primeiros contatos reais com mundo profissional na arte depois da maior idade e após isso foi só encarar a coisa como minha própria vida e não uma mera profissão. Não gosto da palavra trabalho me cheira a algo maquinado, um esforço em vão para pessoas que não o merecem. Arte não é isso.


Alexandre Lucas – Quais as influências do seu trabalho?

Guto Bitu – Minha arte tem como maior influencia eu mesmo, já pensei muito sobre isso, sei que tem muita gente, cada um com a sua informação, para somar na minha arte, mas quem equilibra estas informações sou eu, aí é a diferença do verdadeiro artista (pessoa que leva a arte com profundidade) e aqueles que só copiam o que lhes inspira.


Alexandre Lucas – Fale da sua trajetória:

Guto Bitu – Minha trajetória é algo que ainda começa, apesar de estar inserido no mundo da arte desde criança, mas para mim está apenas se iniciando e como todo início tem pouca coisa pra falar e muito mais a se observar. É por isso que insisto sempre em algo tão rebuscado para me expressar.


Alexandre Lucas – Como você ver a relação entre arte e política?

Guto Bitu – Tenho medo de falar sobre política, pois não a vivemos na real e sim a politicagem, então nesse assunto estou fora, isso me parece mais com time de futebol. Sou um crítico social e comportamental esses universo só me serve como matéria prima e não como medida.

Não gosto nem de botar arte perto de política que é para não sujar a arte.


Alexandre Lucas – Você é um artista com forte preocupação ambiental?

Guto Bitu – Sempre fui e sempre serei.

Alexandre Lucas – Quais os trabalhos que você já fez neste sentido?

Guto Bitu – Tudo. Sempre tenho como preocupação a natureza que estou inserida.

Alexandre Lucas – Como surgiu a poesia na sua vida?

Guto Bitu – Como um desafio, de repente, embolada, martelando, galopando a beira mar. Via a poesia como iluminação, como dom e eu que era um reles mal aluno, não teria essa iluminação divina. Até o dia que me disseram: duvido que tu faças, fiz e tirei o primeiro e o terceiro lugar com as minhas respectivas primeira e segunda poesias escritas, com esse incentivo nunca mais parei, tenho necessidade de escrever, detesto ler, sei que é meio egoísta, contudo poesia é minha terapia e se tenho público é por que eles tem identificação com minhas inquietações.

Alexandre Lucas – Qual a importância de você ser membro da Academia dos Cordelistas do Crato?

Guto Bitu – A Academia pra mim é algo nostálgico, me faz lembrar mestre Elói, meu primeiro grande incentivador na poesia. Tento permanecer lá, apesar de minha vida irregular e cigana, com a missão, que a maioria lá abraçou: prosseguir com sonho de seu Elói e não deixar a nossa querida literatura de cordel morrer.

Alexandre Lucas – O humor e a urbanidade é uma das características do seu trabalho?

Guto Bitu – Acho que refletimos nossas realidades. Apesar de achar que no trabalho não exista humor, nem quando se é palhaço. Vejo minha obra cercada do comportamento cearense, se divertir é básico pra mim, então isso se reflete no que eu faço. Já o urbanismo está em mim como as seqüelas de uma tuberculose, não posso retirar esse universo depois de ter passado tanto tempo inserido nessa fria realidade.


Alexandre Lucas – Qual a contribuição social do seu trabalho?

Guto Bitu – Essa só vou poder responder se você substituir essa palavra trabalho, creio eu que queira dizer obra e isso só vou poder responder 30 anos depois de morrer.

Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos?

Guto Bitu – Nenhum se tudo der certo, sombra e água fresca. Trabalho é pra escravo eu já me alforriei.

Inauguração do Boteco: João e Maria!

Pra quem estava curioso pra saber onde será, quando será a inauguração, e o que é o JOÃO E MARIA, o mistério acabou: é o mais novo “boteco” da região! Administrado pelo nosso amigo Sangielo Cruz, no antigo “cancela”, o boteco vai resgatar o samba de raiz, a música da época do vinil e tudo que a galera boêmia sentia falta! JOÃO E MARIA terá sua inauguração oficial nesta sexta feira 30 de março de 2012, a partir das 19:00h, inicio da noite com muito samba de raiz, com o GRUPO: SAMBA DE MINUTO: Formado por Janinha Brito, Cidinho, Savio, Rodrigo Moura, Herlim Herlon Alves!

Dias 28 e 29 de abril de 2012 o SESC Juazeiro realiza o “Sertão OTAKU”

O Sertão OTAKU[1] é um evento voltado às novas tendências da cultura pop internacional, ou seja, tem como principal foco animes, mangás, HQ’s, tecnologia, videogames, filmes etc.
Desde 2009, o SESC Juazeiro vem oportunizando ao público em geral, ações voltadas às novas tendências da cultura pop mundial, onde os diversos campos das artes se relacionam numa atmosfera lúdica sem fronteiras, gerando diálogos entre mundos “aparentemente” bem distantes, como o mangá Japonês e o cordel nordestino.
O incentivo a leitura também é uma das grandes preocupações dentro desse projeto, que pela primeira vez publicará um Mangá (História em quadrinhos no estilo japonês) falando sobre a fundação da cidade de Juazeiro. O referido mangá foi feito por adolescentes juazeirenses que viram nessa forma de expressão, uma maneira diferente de contar a história da sua cidade. 

[1] A palavra otaku é um termo usado no Japão para designar um fã por um determinado assunto, qualquer que seja. No ocidente, a palavra começou a ser utilizada como uma gíria para rotular fãs de animes e mangás em geral, mas que agora também incorpora diversas manifestações da cultura Pop mundial como um todo.