Arquivos mensais: janeiro 2012

Mundo de sonhos – Emerson Monteiro

Nos mistérios da Natureza, os sonhos ocupam lugar privilegiado. Tal qual pensamentos independem da pura vontade dos que pensam, sonhos se apresentam na medida do sono e ninguém escapa dos encaminhamentos instigantes que formam noites a fora. Há estudos mil quanto aos sonhos. Na Ciência, busca persistente aprofunda respostas a isto, desde o passado remoto, e ainda permanece presa ao campo nebuloso das cogitações, circulando o tema de olhos atentos, porém precisando de maiores esclarecimentos que a todos convençam. Admirável esse universo sempre novo dos sonhos.

A propósito, lembro de história que, um dia, ouvi de certo antropólogo americano, não lhe recordo o nome, que viajava pelas tribos da Amazônia e entrevistara velho pajé a respeito dos sonhos. Na entrevista, perguntou ao indígena do poder que as pessoas possuem de entrarem nos sonhos das outras.

Sem titubear, o feiticeiro respondeu que sim, as pessoas podem entrar nos sonhos das outras pessoas, acrescentando em seguida que iria demonstrar, na prática, ao pesquisador, o que estava afirmando naquele momento. Que entraria em um dos seus sonhos para provar o que dissera.

Depois de o professor seguir a outros locais de estudos, retornou à região alguns meses transcorridos desde então. Ali, de novo, se avistou com o pajé da entrevista. Nessa hora, o próprio selvagem foi quem tomou a iniciativa de lembrar o mesmo assunto dos sonhos, e perguntou:

– O senhor recorda de um sonho que outro dia teve, e que nele apareceu uma onça pintada em movimento dentro da floresta?

Após concentrar o pensamento, confirmou o antropólogo aquele sonho que, com clareza, vivenciara no intervalo de tempo após haver encontrado o pajé pela primeira vez.

– Pois aquela onça era eu – assim e naturalmente retribuiu o índio antigo.

Observo, contudo, a margem infinita dos conhecimentos em adquirir, nas jornadas da experiência, o domínio de si sob os mistérios que, a todo o momento, surgem nas portas da transformação, espaço do crescimento individual comum e fértil.

E concluo indagando aquilo mesmo que quis saber do índio o estudioso americano:

– É possível a uma pessoa entrar nos sonhos das outras pessoas?

Irreverência deverá marcar exposição “De Não Artistas” no SESC

Público é incentivado a levar câmera fotográfica e filmadora para fazer extensão da exposição para espaço virtual.

Quem disse que arte é coisa para artista? Essa é a provocação da Exposição “De não artistas” que terá início nesta quinta-feira, dia 26, na Galeria de Artes do SESC Juazeiro do Norte , a partir das 19h00.

A exposição deverá ser marcada pela irreverência e a participação do público e consistirá de objetos e trabalhos interativos, além da exibição de vídeos sobre performances e intervenções urbanas realizados com alunos de escolas públicas do Crato, através do Laboratório de Estudos, Vivenciais e Experimentos em Arte Contemporânea – LEVE Arte Contemporânea. Além desses trabalhos terá uma espécie de atelier aberto em que o público poderá criar, montar, dançar, escrever, desenhar, etc. Outra característica é a extensão da exposição para o espaço virtual, tendo em vista que as pessoas estarão sendo instigadas a registrar e disponibilizar fotografias e filmagens na internet.

A exposição “De não artistas” é uma proposta do Coletivo Camaradas que ao longo dos anos vem desenvolvendo trabalhos artísticos e estéticos com esse caráter de inclusão e interação do grande público. “Não pretendemos fazer arte para os artistas, pois esse já tem acesso a arte. Queremos fazer arte com e para o povo”, acrescenta o integrante do Coletivo, Ricardo Alves.

Há 9 anos na estrada, a banda sul cearense NIGHTLIFE vem fazendo a diferença por onde tem andado. Tocando e encantando uma galera sem limites de idade, passeia pelo rock e pelo pop com um estilo único, transformando qualquer evento em uma verdadeira festa, onde a alegria e a descontração são a tônica.

Em sua mais recente fase, dessa vez em parceria com a Sertão Pop Produções, está preparando o seu primeiro disco de músicas autorais, e já vem com um grande sucesso que está fazendo a cabeça da moçada. “THE PASSION”, é a música de trabalho do CD que promete estourar na região do Cariri e certamente por esse Brasil afora. Está sendo lançado também um clip com a música e outras mudanças para melhor estarão acontecendo ao longo dessa nova fase da banda.

link do nosso clip no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=XNfOsPOmPOk

Em breve disponibilizaremos todo esse material aqui para vocês.

Nossos contatos:

SERTÃO POP PRODUÇÕES:
Rua Araripe 163 – Centro – Crato-Ceará. – CEP: 63.100-380
Telefones: (88) 3521.5398
9666.9666 – TIM
8824.2131 – OI
8102.4051 – VIVO
9231.0991 – CLARO
De: Sertão Pop Cariri

Poste com luz própria

Dilma tem aprovação superior à de Lula no 1ª ano, aponta Datafolha

Presidente é avaliada positivamente por 59%, contra 42% de Lula.
Pesquisa foi publicada na edição deste domingo da ‘Folha de S.Paulo’.

Do G1, em Brasília

Ao final do primeiro ano de governo, a presidente Dilma Rousseff registrou índice de aprovação superior ao de todos os seus antecessores no mesmo período desde a volta das eleições diretas, segundo pesquisa Datafolha publicada na edição deste domingo (22) do jornal “Folha de S.Paulo”.

De acordo com a pesquisa, 59% dos brasileiros consideram a gestão de Dilma Rousseff ótima ou boa, enquanto 33% classificam a gestão como regular e 6% como ruim ou péssima.

Ao final de seu primeiro ano de governo, Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 42%. No segundo mandato, o ex-presidente alcançou 50% de aprovação no primeiro ano de gestão.

Ao completar um ano de governo, Fernando Collor tinha 23% de aprovação. Itamar Franco contava com 12%. Fernando Henrique Cardoso teve 41% no primeiro mandato e 16% no segundo.

O Datafolha ouviu 2.575 pessoas nos dias 18 e 19 de janeiro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Lançamento do Clipe da Banda NIGHTLIFE

Há 9 anos na estrada, a banda sul cearense NIGHTLIFE vem fazendo a diferença por onde tem andado. Tocando e encantando uma galera sem limites de idade, passeia pelo rock e pelo pop com um estilo único, transformando qualquer evento em uma verdadeira festa, onde a alegria e a descontração são a tônica.

Em sua mais recente fase, dessa vez em parceria com a Sertão Pop Produções, está preparando o seu primeiro disco de músicas autorais, e já vem com um grande sucesso que está fazendo a cabeça da moçada. “THE PASSION”, é a música de trabalho do CD que promete estourar na região do Cariri e certamente por esse Brasil afora. Está sendo lançado também um clip com a música e outras mudanças para melhor estarão acontecendo ao longo dessa nova fase da banda.

Utilidade providencial do trabalho – Emerson Monteiro

Ganhar este mundo com o suor do próprio rosto, quanto de sabedoria existe nisso. Esquecer a inutilidade através da identificação naquilo com que ocupar o tempo e a vida, no querer utilizar a riqueza das horas para elaboração das fortunas pessoais, a todo o momento. Quão poucos descobrem em essência esta lição magistral… Uns através da necessidade e da sobrevivência, outros por meio da vocação, dos talentos, dons, interesses…

Ouviu-se que em mente desocupada o Diabo faz tricô. Andar desocupado, aventurando a vida nos trapos de perversão, olhar em torno e fazer nada, que pouca imaginação representa. Vagar solto no vento, nem os pássaros, que a cada dia elabora a moldura dos lugares com sua alegria e volteios de beleza rara, entre nuvens e folhagens, à cata de onde adormecer e, ao despertar, tonificar de harmonia os mistérios da mãe Natureza.

Malandrar qual quem se perdeu as pernas no desespero da dor e da inutilidade, nos depois. Trabalhar jamais arrancou pedaço da alma da gente. Os acomodados, doentes de preguiça, dão notícia de possíveis fugas do compromisso das responsabilidades. Todavia sofrem desse torpor de olhar o alheio de lábios vazios. E felicidade rima com atividade, espinha dorsal das melhores aspirações. É tanto que, quando param as engrenagens do trabalho, pensamentos seguem funcionando, mostrando meios de planejar outras horas prósperas.

Isso de crescer sobre as bases sólidas do ritmo de trabalhar e sonhar, sonhar e trabalhar, representa o eterno movimento das ações e dos sistemas. Sociedades felizes nascem, pois, das festividades coletivas do trabalho, conhecimento da efetiva produção de novos elementos na soma dos antecedentes, dos valores armazenados no decorrer das histórias, nos grupos humanos.

Descobrir a importância facilitadora de trabalhar cresce a personalidade e os diversos instantes da jornada terrena, tesouro precioso das pessoas, fonte da paz realizadora.

Bem fácil revelar o primor desses pequenos gestos internos, experiência que, por vezes, só aprendemos no declinar das energias, e que tanta qualidade boa ocasionaria vinda no seio da rica juventude.

Há um conceito especial que ganhou campo nas escolas atuais que diz ser apenas nos dicionários onde a palavra sucesso vem antes de trabalho. Aplicar, em consequência, esta orientação significa norma de mais absoluta das verdades.

Utilidade providencial do trabalho – Emerson Monteiro

Ganhar este mundo com o suor do próprio rosto, quanto de sabedoria existe nisso. Esquecer a inutilidade através da identificação naquilo com que ocupar o tempo e a vida, no querer utilizar a riqueza das horas para elaboração das fortunas pessoais, a todo o momento. Quão poucos descobrem em essência esta lição magistral… Uns através da necessidade e da sobrevivência, outros por meio da vocação, dos talentos, dons, interesses…

Ouviu-se que em mente desocupada o Diabo faz tricô. Andar desocupado, aventurando a vida nos trapos de perversão, olhar em torno e fazer nada, que pouca imaginação representa. Vagar solto no vento, nem os pássaros, que a cada dia elabora a moldura dos lugares com sua alegria e volteios de beleza rara, entre nuvens e folhagens, à cata de onde adormecer e, ao despertar, tonificar de harmonia os mistérios da mãe Natureza.

Malandrar qual quem se perdeu as pernas no desespero da dor e da inutilidade, nos depois. Trabalhar jamais arrancou pedaço da alma da gente. Os acomodados, doentes de preguiça, dão notícia de possíveis fugas do compromisso das responsabilidades. Todavia sofrem desse torpor de olhar o alheio de lábios vazios. E felicidade rima com atividade, espinha dorsal das melhores aspirações. É tanto que, quando param as engrenagens do trabalho, pensamentos seguem funcionando, mostrando meios de planejar outras horas prósperas.

Isso de crescer sobre as bases sólidas do ritmo de trabalhar e sonhar, sonhar e trabalhar, representa o eterno movimento das ações e dos sistemas. Sociedades felizes nascem, pois, das festividades coletivas do trabalho, conhecimento da efetiva produção de novos elementos na soma dos antecedentes, dos valores armazenados no decorrer das histórias, nos grupos humanos.

Descobrir a importância facilitadora de trabalhar cresce a personalidade e os diversos instantes da jornada terrena, tesouro precioso das pessoas, fonte da paz realizadora.

Bem fácil revelar o primor desses pequenos gestos internos, experiência que, por vezes, só aprendemos no declinar das energias, e que tanta qualidade boa ocasionaria vinda no seio da rica juventude.

Há um conceito especial que ganhou campo nas escolas atuais que diz ser apenas nos dicionários onde a palavra sucesso vem antes de trabalho. Aplicar, em consequência, esta orientação significa norma de mais absoluta das verdades.

BBB em Matozinho

Ciço de Quinô , dono da “Amplificadora Titela de Siriema” , em Matozinho, voltou da capital com a novidade. Tinha ido resolver algumas pendências e comprar alto-falantes novos para uma ampliação da rede da “Titela” e tinha assistido, por lá, a alguns programas de televisão , em busca de novas tendências no mercado de comunicações. Pois bem, chegou ansioso para lançar a novidade, temendo que algum forasteiro se antecipasse. Na volta, ainda na sopa de Duzentos, veio toda viagem matutando, pensando em como adaptar a sensação do momento, nas ainda precárias condições de mídia de Matozinho. E nem espalhou muito a conversa, com medo da concorrência. Podia dar bode! Pois bem, caro leitor, como os fatos aqui narrados aconteceram em tempo pretérito, Ciço, com certeza, não se sentirá prejudicado que aqui os contemos. Pois vamos lá ! O certo é que, na Capital, ele assistira ao BBB e ficara impressionado. Um magote de homem e mulher trancafiado numa casa, fazendo a maior putaria e o povo todo brechando? Onde já se viu isso, meu senhor ? E logo ele, que fora viciado em espiar as meninas tomando banho no Açude do Calango! Até que um pai mais vigilante acabara por tirar-lhe aquela mania feia , sob força de cipó de mufumbo no lombo ! E a gora tudo era permitido? Aquilo só podia dar dinheiro e audiência !
Chegado na Vila, encetou os preparativos para empreitada. Primeiro resolveu trocar o nome do Programa. Quem diabos lá sabia o que era bigue broda ? Depois de muito pensar, trocou por BBM : “Boa Brecha em Matozinho”. A outra grande questão disse respeito à escolha da casa. Ainda andou sondando pelas ruas principais da cidade, mas quando explicava a que se devia endereçar, todo mundo roía a corda. Aquela esculhambação terminaria por trazer problemas com o Padre Arcelino e a beataria da cidade: o pároco era mais ortodoxo que embalagem de sabonete Life Boy. Queimados os imóveis mais centrais, De Quinô viu-se diante da única possibilidade de manter de pé o negócio — sem nenhum trocadilho— na Rua do Caneco Amassado: a zona de baixo meretrício de Matozinho. Procurou uma Boate já em decadência — a um dia famosa “ Paraíso do Prazer” —e negociou com a cafetina local : D. Teodulina. Conversa vai, conversa vem e terminou-se acertando um aluguel em conta, por um mês. A partir daí, Ciço começou a procurar o financiamento imprescindível para o empreendimento, coisa complicada numa cidade pequena como aquela. O certo é que alguns comerciantes locais contribuíram sorrateiramente e o prefeito Sinderval Bandeira que tinha uma gambiarra nas redondezas, soltou verba, por baixo do pano, contando com a cumplicidade e o silêncio do boquirroto e midiático Ciço. Procedeu-se, então , às últimas providências: pintura da casa com cal, aposição de vários canos de PVC ao redor das inúmeras dependências para facilitar o brechamento oficial e pago por quem assim o interessasse. O preço da espiada variava dependendo da localização do cano : os da sala e do corredor eram mais baratos, os dos quartos bem mais caros e os dos banheiros, vip´s , eram caríssimos comparando-se com o PIB da Vila. “De Quinô” instalou ainda uma extensão da Amplificadora defronte à casa, com o fito de divulgar os acontecimentos indoor aos quatro cantos da vila. A partir daí começou a divulgação do evento e as regras. Seriam escolhidos três homens e três mulheres que ficariam enclausurados na Casa por um mês, teriam comida e bebida farta. A cada semana os brechadores votariam escolhendo a saída de um e , na última semana, apenas um seria escolhido para sair da casa entre os dois restantes. O vencedor tinha vultoso prêmio garantido : Dois meses de cana e tira-gosto grátis no Bar de Godô, dois meses de PF´s grátis no Café de D. Rirri , um ano de trânsito free na “Paraíso do Prazer” e ainda uma imagem do “ Menino de Jesus de Praga”.
O passo último foi a escolha dos convidados ao confinamento. Escreveram-se muitos desocupados e muitas quengas juramentadas, de maneira que deu um certo trabalho a escolha. Terminaram escolhidos : Jojó Fubuia, o pau-d´água da Vila, que se animou com a possibilidade de cana grátis; Judite Batata em Areia, uma das mais folotes mulheres dama de Matozinho; “Tião Terra de Cemitério” , um tarado contumaz de Bertioga; Juju Tira-Tira , tradicional dançarina do “Riso da Noite”; Zazá Assovio de Soim , um sujeitinho afeminado e que trabalhava na Rua do Caneco Amassado, como uma espécie de office-boy de rapariga; e, finalmente, Zuleika 44, a mais tradicional mulher-homem da redondeza, uma verdadeira máquina de triturar casamentos.
No dia da inauguração da Casa, foi feriado em Matozinho , com direito a discurso do Prefeito e presidente da Câmara. A Banda Cabaçal tocou como se fosse Festa da Padroeira Santa Genoveva. Confinados os participantes, Ciço manteve a platéia acesa durante os primeiros dias , com a “Titela de Siriema” berrando no meio da rua sem parar. A venda de ingressos angariou total sucesso. Passada a primeira semana, no entanto, em meio à clausura e à brecharia generalizada, começaram a aparecer os primeiros problemas. Jojó Fubuia sofreu uma surra homérica, quando tentou assediar Zuleika44, abrindo-se grande controvérsia se teria conseguido um intento até então inédito na Vila, apesar da pisa. Tião Terra de Cemitério apaixonou-se desesperadamente por Zazá Assovio de Soim que resistiu às investidas do garanhão com unhas e dentes, sabe-se lá como. Zazá protagonizou o mais grave crime cometido na Casa, quando, à noite, sob a sombra bruxuleante da lamparina diz-se que se aproveitou de Judite Batata em Areia , que ,de pileque , aparentemente desmaiara e , ciente que embriagadas essas coisas não têm dono, apropriou-se das terras devolutas de Judite. Zazá terminou expulso após a denúncia posterior de Batata em Areia que entrou com um processo de estupro e desfloramento contra Assovio de Soim. Tendo sido esse o primeiro caso jurídico de estupro e meximento de quenga já registrado no Fórum de Matozinho. Juju Tira-Tira comportou-se como pode, embora haja denúncias que madrugadinha, tinha umas escapadelas para a Amplificadora de Ciço, onde aparentemente amplificava também alguns atributos anatômicos do nosso midiático guru. Terminou eleita vencedora do primeiro BBM da vila pelos brechadores , possivelmente por conta da sua capacidade inédita de mostrar-se que , inclusive, já estava bem visível no seu sobrenome.
Ciço de Quinô encheu as burras de dinheiro , anda mais serelepe que caçote em dia de chuva. Já anunciou, com estardalhaço, o BBM 2. O velho Sinfrônio Arnaud já anunciou, publicamente, que não participará e o fez com justificativa bastante cabível:
— Meus filhos, vou nada ! Eu num tenho virilha pra fuxico , não ! E quem tem cu tem medo !

J. Flávio Vieira

IEC fecha parceria com Secretaria de Cultura do Crato para o Projeto “No Terreiro dos Brincantes”

A produção de documentários de curta duração sobre os mestres e grupos da cultura popular da região do Cariri é desenvolvida através do Projeto “No Terreiro dos Brincantes” realizado pelo Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC da Universidade Regional do Cariri – URCA e o Coletivo Camaradas. O Projeto teve inicio em janeiro de 2010 e a pretensão é a distribuição de oito documentários para as escolas da rede pública a partir de fevereiro deste ano.

Visando fortalecer e garantir condições de continuidade do Projeto, foi efetivada uma parceria com a Secretária Municipal da Cultura, Esporte e Juventude do Crato. A parceria prevê articulação para viabilizar transporte para as visitas as comunidades e disponibilização de espaços para realização das reuniões do Projeto.

Outro fator importante é a abertura de monitoria para estudantes de universidades e faculdades da região do Cariri. Nos próximos dias estará sendo divulgado edital para o processo de seleção para monitores. Os quais terão a oportunidade de estudar e vivenciar a cultura popular. Anteriormente, a monitoria era destinada apenas aos estudantes da URCA.

Para a Secretária Danielle Esmeraldo, o projeto veio numa boa hora, tendo vista, que a Secretaria tinha o interesse em fazer registro audiovisual das manifestações artísticas e culturais do Município. Ela destaca que esse é um dos projetos importantes para se conhecer a diversidade dos grupos e dos mestres.

Para o diretor do IEC, professor Roberto Siebra essa parceria viabilizar que o Instituto possa ampliar sua área de atuação. Ele frisa que o projeto é um mecanismo importante para socializar o conhecimento sobre a cultura popular na região do Cariri.

O coordenador do Projeto “No Terreiro dos Brincantes”, o artista/educador Alexandre Lucas destaca que a parceria possibilitará as condições mínimas de funcionamento do Projeto que é viabilizar o deslocamento da equipe para os as comunidades em que residem os brincantes. Ele enfatiza que os documentários, além de serem distribuídos nas escolas serão disponibilizados na internet para que qualquer possa ter acesso ao material produzido.