UNIVERSIDADE E DEMOCRACIA

A democracia nasce, no momento em que a crença em um Deus deixa de ser necessária juntamente com suas leis e doutrinas onde estas deixam de ser base para as lideranças políticas, para os formadores de opnião, dando início à práticas inescrupulosas no sei da política. O que nos leva a pensar: realmente a democracia é o governo pelo povo, para o povo e do povo? Ou, que povo é esse meu irmão?

Cada partido possui um projeto de democracia em que um é acatado de acordo com as necessidades de uma sociedade o que torna coerente o adágio popular que diz: “o povo tem o governo que merece”! Porém, um problema na utilização da democracia é a incapacidade de observar o projeto mais viável, e melhor para a comunidade na hora de escolher o projeto democrático.

As escolhas são feitas muitas vezes ou pela imagem (beleza) do candidato ou por interesses particulares, (cargos, gratificações,etc.) Fatos esses que tornam a democracia impossível substituindo-a pelo beneficiocratismo e quem ganha não é o melhor projeto, mas sim, o melhor partilhador de cargos e bônus. Ao refletir sobre processos democráticos, somos transportados a refletir sobre a escolha para reitor nas Universidades, em como poderiam ser diferentes, uma vez que esta assume um papel importante na formação política dos indivíduos, fazendo-nos pensar sobre de que maneira se dá o processo de desenvolvimento político na Universidade e como ocorre a participação dos professores no bojo de suas experiências universitárias e quais mecanismos e influências que determinam sua socialização política.
Na verdade, a escolha em um processo democrático dentro da universidade deveria ser indissociável do tripé Ensino, Pesquisa, Extensão; pautados na ideia de que a transmissão de conhecimento se dá com sua elaboração IN LOCO, e com a produção científica orientada para o aproveitamento dos recursos nacionais e estudo da realidade social uma vez que esta deve ser parte fundamental para da estratégia de desenvolvimento da sociedade. Para exercer de forma adequada o seu papel a universidade deve possuir autonomia e independência, frente a grupos exógenos de políticos , aos centros decisórios de políticas concretas que venham afetar o seu funcionamento.

Francisco Filemon Souza Lopes
Cientista social
Prof° da Rede Estadual de Ensino

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