Arquivos mensais: janeiro 2011

E A PEDRA DA BATATEIRA ROLOU…*

 Conto de Cacá Araújo
Foto: Josermano Ferreira Oliveira
Ninguém poderia jamais imaginar que uma antiga profecia indígena pudesse ser concretizada. E o mundo viu…
O relógio marcava exatamente a primeira hora e trinta e três minutos e trinta e três segundos do dia vinte e oito de janeiro do ano que todos recordam.
Um forte e valente trovão anunciou a fúria da natureza. Choveu forte. A terra tremeu, pedras e troncos rolaram nas enchentes do rio revolto que, altivo e cheio de razões, exigiu de volta seu leito violado.
Como uma sinfonia estranhamente harmoniosa, misturaram-se sons da catástrofe e o clamor do povo. E foi triste o quadro de destruição. Casas, prédios comerciais, hospitais, igrejas, escolas, praças, ruas, pontes, postes de eletricidade, carros, tudo virando escombros… E dos prédios e casas as águas expulsando móveis, utensílios, pertences, produtos diversos e gente, umas inteiras outras já aos pedaços de carne e sangue, vitimadas pela agressão do grosso caldo que tudo arrasou e arrastou.  
Foto: Cacá Araújo
Súplicas e orações e preces e ladainhas entoadas em desespero: “Meu Deus! Cristo Jesus! Minha Nossa Senhora da Penha, piedade!”, “Pai nosso que estais no céu…”, Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida e doçura, esperança nossa, salve! (…) A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas…”; “Creio em Deus Pai, todo poderoso, criador do céu e da terra…” “A nós descei divina luz…”.
Foto: Cacá Araújo

Foto: Cacá Araújo
Em meio aos estrondos e gritos e gemidos, ecoou a voz grave e temperada de pesar do ancião Cariri, ressurgido na escuridão da tempestade, trazido pelos raios vibrantes que avivavam o movimento das águas, sentado numa onda que nem subia nem caía, derramando gotas de lágrimas ancestrais:
– Viventes deste sagrado vale, provocadores da agonia e morte de muitos e milhares de antepassados, destruidores de florestas e animais, poluidores de nascentes e rios, ouçam e regravem onde couber que dissemos e avisamos há séculos que uma baleia por nós encantada ternamente dormia em sua cama de paz, escorando uma enorme pedra que tapava o grande e majestoso rio que vivia na barriga da Serra do Araripe. Criminosos, exploradores, especuladores! A desgraça que se abate sobre esta terra é uma resposta, uma reação aos desmandos… Vocês espremeram nossas águas num estreito e aleijado canal onde lançam seus esgotos e fezes. Queremos a vida de volta! Saiam do caminho, não se oponham à natureza e permitiremos que vivam os que escaparem da provação de hoje!
Naquele momento, a baleia já acordada se esticou como se espreguiçando e se debateu sacudindo a cauda e desgrudando totalmente o corpo da conhecida Pedra da Batateira. Uma nunca antes vista avalanche de água atirou-se com pedras e troncos sobre a região, quebrando o que restava de inteiro, inundando o que ainda estava às vistas, derribando monumentos heréticos, afogando e rasgando corpos de crianças, homens, mulheres, velhos e velhas, todos que estavam no caminho. Cumpriu-se, então, a profecia, e o sertão virou mar…
Ao cabo de trinta e três dias, as águas do rio baixaram, acomodadas que estavam no seu antigo e vasto leito. Peixes alegremente correndo correnteza acima e abaixo…
Foto: Cacá Araújo
Foto: Cacá Araújo
Num raio de pelo menos cinqüenta metros de cada margem restavam sinais da luta divina. Uma criança se aproximou vindo de longe. Achou um tênis que pertencera a alguém, uma chinela que um dia vestiu algum pé, uma camisa pequenina que havia agasalhado um bebê que se fora nas enchentes. Foi andando, brincando, até que ouviu vozes suaves e meigas em coro balbuciando uma cantiga de ninar. Pôs os pés na água, lavou o rostinho sereno e acompanhou o cântico, tendo ouvido, ainda, um último ressonar da baleia que voltara a dormir guardando águas…      
Foto: Cacá Araújo

Foto: Cacá Araújo
Cacá Araújo
Professor, Poeta, Folclorista, Dramaturgo, Ator e Diretor de Teatro
Diretor da Cia. Cearense de Teatro Brincante
Crato-Cariri-Brasil,18h31min. do dia 30bde janeiro de 2011.
* Alegoria da lenda cratense da Pedra da Batateira, no contexto da última enchente do Canal do Rio Grangeiro, em Crato-CE, na madrugada do dia 28 de janeiro de 2011, que provocou grandes perdas para a população, não havendo, felizmente, nenhuma morte. Este pequeno conto é um alerta à sociedade e aos gestores públicos, especialmente em níveis estadual e federal, que detém recursos e meios necessários à solução definitiva dos problemas relacionados
ao referido rio.

AINDA QUE FALASSEMOS A LINGUA DE GÁIA…

Quantos de nós já não ouviu falar dos perigos provocados pelos desastres ambientais que assola não só o Brasil, mas todo o mundo, aquecimento global, efeito estufa, ondas de calor todo esse vocabulário emblemáticos das discussões ambientalistas, se apresentam para nós , como uma falação desgastada, “clichês orgânicos”. Por que será?, que motivos nos levam ao total desapego a questões tão importantes e ao mesmo tempo tão renegada aos planos inferiores, que vão desde nossas práticas mais simples , de lavar nossas calçadas até a inoperância de políticas públicas incisivas que dêem cabo das pressões antropicas geradas, seja ,pela construção civil,seja pela interiorização da industria desenvolvimentista.
O que nos leva por exemplo, a ficarmos por alguns instantes emotivos com a situação dramática por que passa as comunidades interioranas das serras do Rio de Janeiro e logo após estejamos festejando a vinda de Ronaldinho Gaúcho para o flamengo por exemplo, sedimentando nossa atenção a outros olhares. A resposta é a mais cética e seca: NÃO É CONOSCO!!!, e esse sentimento tem tudo haver com a forma em que encaramos as nossas vidas, os valores que acumulamos ao longo dela, a disputa pêlo espaço ao sol, a luta diária pela sobrevivência, não nos permitimos em pensar naquele que do lado está. A sociedade de consumo na qual vivemos orquestrada pelo grande capital,nos forja, nos educa e como um dogma de fé, nos aprisiona em nossas próprias mentes para crermos que o ter, o poder, e o conhecimento, é particular, e somente os INDIVÍDUOS abastados e iluminados tem acesso a eles, que fazem pessoas acreditarem que existem humanos melhores que outros, sulistas melhores que nordestinos, intelectuais melhores que proletários, brancos melhores que negros e assim por diante, desde o advento da propriedade privada e o escambo dando espaço a moeda de troca, nós caminhamos da mesma forma, sozinhos, pesando que o mundo é nosso e que podemos escravizar as pessoas e de sobremaneira a NATUREZA.

A ocupação dos espaços, dessa vez, não desordenada, como nos casos das favelas, mas arquitetadamente planejada, burlando-se a frágil legislação ambiental, conseguido com o uso de subterfúgios que só os grupelhos da pequena burguesia política sabem fazer, licenciamentos ambientais de instalação e operação de condomínios luxuosos em áreas de encosta, nos leitos dos rios, gerando mais impactos ambientais, sem se quer manter projetos de ações mitigadoras, onde o Plano Diretor das Cidades são constantemente desrespeitados. Enfim, uma infinidades de ações individuais que trazem enormes conseqüências negativas ao meio ambiente assim como toda coletividade. A prova maior de tudo isso, é o que está sendo noticiado pelos meios de comunicação, onde, até o momento em que debulho em letras esse pensamento já morreram mais de 400 pessoas no Rio de Janeiro em conseqüências das chuvas.

Somente a partir do enrijecimento da legislação ambiental, com penas mais severas aos que insistem em desmanchar a Floresta do Araripe em carvão, por exemplo, secar nossos mananciais, traficar nossos fósseis, caçar nossos animais, e principalmente edificar condomínios em áreas de proteção ambiental, e acabarmos com práticas muitas vezes fisiologistas de órgãos ambientais e Secretarias INOPERANTES Municipais de Meio Ambientes e com políticas publicas que saibam promover ações de fato integradas com vistas a sustentabilidade real com as demais ações de governo, é que quiçá, poderemos enxergar melhor essas ambientais questões, de forma comum aos nosso dia-a-dia e não distantes do nosso vocabulário corrente.

Prof. Samuel Duarte Siebra
Biólogo

O Plástico – Por Roberto Jamacaru

Desculpe, amigo, se te alcançamos tão pouco.
Bem que queríamos, mas voar na tua imaginação era privilégio dos Deuses da criação.
Tu que vivias um mundo à parte, num plano irreal, com certeza tinhas razão para rir da maneira que rias; para criar do jeito que criavas e imaginar com a riqueza que imaginavas.
Dizem que nos píncaros montanhosos é onde corre a melhor das brisas, mas alcançá-los e senti-las fica para os libertos de espírito que têm na essência artística a verdadeira visão da vida. Tu, no entanto, diferentemente de nós, vagavas costumeiramente no mais alto desses montes.
Quantas e quantas vezes olhamos para ti e vimos o teu corpo em movimento a sorrir marcando presença entre nós, mas, nessa mesma hora, quantas e quantas vezes foi impossível alcançar o vôo da tua imaginação. Estavas, como sempre, em outra dimensão, no além mar, no além céu, no além cosmo, no além espírito, mas sempre perto de Deus.
Era dessas esferas imaginárias que tuas atitudes carinhosas nos surpreendiam. Sempre fomos todos rasteiros em relação a ti, quando o assunto era criatividade e imaginação, enfim, quando o assunto era a arte.
Meu caro poeta das cores e formas, como nos impressionava ver teus pincéis bailarem na brancura de uma tela, definindo e redefinindo o concreto e o abstrato; o belo e o feio; o triste e o alegre com tanta harmonia.
Para “nosotros”, meros grafiteiros de mentes plebes, isso era mágica.
Nas tuas galerias havia olhos que falavam;
Vestes que desnudavam;
Silêncios que protestavam;
Mudez que gritava;
Passos que voavam
E choros que riam.
A tua arte falava mais que mil palavras;
Protestava mais que mil revoluções;
Coloria mais que mil arco-íris;
Embelezava mais que mil arranjos.
De tanto mexer na dramatologia do real com o imaginário, levando-nos ao delírio da contemplação, um dia resolveste fazer parte do sonho.
Assim, moldurado nos teus próprios quadros, nas paredes de nossas vidas, ficastes exposto para sempre, reluzente e colorido, a nos adornar na alegria de tuas fantasias.
Na tua última homenagem, o teu corpo, em cinzas, foi lançado sobre o solo dos antigos índios guerreiros, habitantes do misterioso vale do Quixará.
Eras um artista plástico.
Em telas plásticas pintavas a vida.
Um dia viraste tinta, na imagem te confundiste, e aí, na imortalidade da própria arte, renasceste para sempre.

Tributo ao Artista Plástico, natural de Farias Brito no CE.
– Normando Rodrigues –

Dois dias depois – Emerson Monteiro


No jornalismo, notícias são acontecimentos de interesse público divulgados pelos meios de comunicação de massa, e existem formas de avaliar a importância das notícias conforme a sua relevância. Uma dessas formas é a proximidade. Entre duas notícias, uma sempre melhor atende a esse requisito de tocar mais de perto a comunidade.
Enquanto avistávamos, no Cariri, as catástrofes climáticas ocorridas em cidades do Rio de Janeiro, as notícias guardavam proporção considerável, porém representavam marcas noutras populações afastadas geograficamente falando. Agora, contudo, diante da cheia desproporcional do Rio Grangeiro, a força das águas nos mostrou outras dimensões, em face da ligação imediata do acontecimento.
Esta madrugada, dois dias depois, circulando nalgumas avenidas que margeiam o Canal e ruas circunvizinhas ainda em fase de arrumação, avaliei de perto a dimensão do fenômeno meteorológico que confrangeu toda a cidade de Crato na madrugada do dia 28 de janeiro de 2011.
A imagem principal da cena deixa às claras o risco constante que representa, a curtos e longos prazos, viver exposto à imprevisibilidade natural de possibilidades antes anunciadas. Longe dos brados alarmistas ou lendários, domar rio de tamanha impetuosidade torna-se, de hoje adiante, o fator determinante das administrações, independente do que passou, perante as transformações causadas pela ação do homem nas encostas da serra nestes dois séculos de aproximação.
Olhar o assunto de frente, encontrar a solução de engenharia que ultrapasse apenas os sintomas e siga direto à base do problema, sem contemporizar, porquanto a tensão persistirá em graus adiantados durante as fases invernosas do futuro. Interessa, pois, a todos, superar os limites desta herança histórica da localização do núcleo urbano que tanto admiramos e queremos.
Somar a potencialidade dos cidadãos e reconstruir as esperanças da tranquilidade sob outros prismas, na vontade política de uma gente trabalhadora e pacífica, civilizada, respeitada na história e dotada de cultura, cheia de boa vontade e amor pela terra em que vivemos nossas vidas. Despertar as novas energias da autoestima para preservar a natureza em volta com equilíbrio e inteligência.
Existirá, com certeza, solução adequada e coerente, desde que se saiba encaminhar estudos e as providências certas.

Tromba d´água em Crato – Emerson Monteiro


Após manhã e tarde de sol intenso, a noite de 27 de janeiro de 2011 também se mostrou de tempo aberto e estrelas no céu. É tanto que, às 20h15, estávamos, Igor e eu, nas arquibancadas do Estádio Mirandão assistindo à partida de futebol entre o Crato e o Ceará, pelo Campeonato Cearense. Durante o jogo, no entanto, abriam alguns relâmpagos baixos para os lados do Nascente e do Norte. Ao final, o time cratense saia derrotado pelo placar mínimo.
Recolhera-me às 22h20, observando a preparação de chuva nos sinais do vento e nos relâmpagos por cima da serra, para as bandas de Pernambuco, donde, conforme minhas experiências pessoais de poucos anos, vêm ao vale chuvas de mais intensidade.
Assim, durante a madrugada desse dia 28 de janeiro, acordaria por cinco vezes, considerando relâmpagos e trovões em larga quantidade, mantidos na pancada constante de fortes precipitações, qual ainda não se deu na presente quadra invernosa.
Choveu a madrugada inteira, chuva grossa e persistente. Algumas vezes cortou a corrente elétrica, o que de comum acontece nas situações de muitos raios.
Pela manhã, ao sair para levar as meninas ao colégio, apenas neblinava pouco, no entanto o chão encharcado transparecia o quanto chovera além da conta na madrugada.
Pelos estragos que encontraríamos no percurso da descida, imaginamos as consequências logo em seguida presenciadas às margens do canal do Rio Grangeiro, dentro da cidade.
De máquina em punho, sai fotografando desde a ponte da Integração, próxima à igreja de Nossa Senhora da Conceição, até o término do Canal, imediações do Presídio, num rastro de destruição que jamais verificara nesses 50 anos.
Postes arrancados pelo tronco, carros arrastados na correnteza e jogados contra muros e calçadas, casas invadidas, asfalto eliminado ou levantado, portões de ferro arrombados, prédios em ruínas, móveis encharcados, pontes de ferro destroçadas, pontes de cimento e ferro abaladas nas estruturas, ou com varandas zeradas e substituídas de entulhos, árvores inteiras trazidas na força das águas, e, à medida que desci com lama nos tornozelos, num exercício de equilíbrio e paciência, após a Prefeitura, entrei na Rua Monsenhor Esmeraldo, onde funcionam armazéns de estivas e cereais e outras casas de comércio, testemunhando sempre os danos provocados pela violenta enchente. Houve comércios que registraram por volta de um metro e meio d´água dentro dos estabelecimentos a dezenas de metros do rio. Devido aos riscos da cheia no interior do Presídio, os detentos foram deslocados para Juazeiro do Norte.
A intensidade das chuvas da madrugada chegou a 163mm no centro de Crato, porém escoaram pelo Rio Grangeiro inclusive as chuvas das encostas da Serra, onde estimam-se maiores as precipitações, acima de 200mm, isto para um curto tempo de quatro horas, na ação do fenômeno atípico.

Lágrimas entre rios

Da varanda fotografo

A textura do barro que se fez homem

O rio que preso se revolta

As caras abismadas

As casas arrobadas

A lama maquiando o asfalto

O rodo espalhando a mágoa

E escondendo as lágrimas

Os pombos pousam no arco em paz

Os pés humanos se pintam de terra e água

Um mangue urbano vai se formando

Uma cratera vai se aflorando

A água vai afogando

As árvores vão se empilhando

Como lastimas de guerra

E o povo vai se ajuntando

Vai se espremendo

Uns assistem a novela do Rio

Outros tateiam a vida

Comungam com as suas mãos

A feitura de uma corrente

Composta de resistência

Entre os caranguejos

Transitamos no lamaçal

Nutrindo o sopro de ser humano castiçal.

Alexandre Lucas




Pontes e Baronesas

Eis-me aqui em Recife há quase quinze dias. É como se estivesse de volta à minha casa. Os caririenses carregam consigo essa duplicidade: meio cearenses, meio pernambucanos. O escritor Ronaldo Brito percebe perfeitamente essa dualidade quando define : “Cariri, Capital Recife!” . A Veneza Brasileira faz parte do meu bau de doces sentimentos, mas devo reconhecer que nem sempre foi assim. Simplesmente porque a cidade, retalhada por rios e remendada por pontes, não se entrega facilmente aos primeiros assédios. Amante banqueira e retraída, Recife exige todo um ritual de iniciação. A princípio seus ares parecem irrespiráveis, suas chuvas imprevisíveis, seu povo autista. Só aos poucos desabrocha a cidade que iluminou a poesia de Bandeira, João Cabral, Joaquim Cardoso e Carlos Penna Filho.
Recife carrega consigo um ar senhorial facilmente percebível nos seus casarões, nas suas pontes e também no seu povo. A cidade nos olha, por cima dos seus quase cinco séculos de história, galharda e pomposamente. Talvez seja esse clima colonial que a princípio entorpece os arrivistas , como se fossem espectadores que chegassem já em avançada hora do show. Aí o descompasso parece um visível incômodo. Como retroceder na história ? Como fazer parte do script , se já tantos capítulos foram escritos ? Aos poucos, no entanto, acabamos por perceber que o Recife tem um lugarzinho guardado para cada um que aqui bota os pés. No Recife, o encantamento se faz em módicas prestações mensais, aos poucos a cidade nos entra pelas veias e, um dia, quando jamais pensaríamos nessa possibilidade, compreendemos que já não é mais possível viver sem ele. O Recife nos arrebata mansamente do mesmo jeitinho que a maré carrega as baronesas rio abaixo.
Como isso é possível ? Recife compreende que sua história não é apenas um mero detalhe para ser guardado nos livros de escola. O recifense sabe que a história da cidade é uma coisa viva, palpável e que precisa ser degustada por todas as gerações com o mesmo ímpeto e apetite. A Cultura Pernambucana não é uma peça de Museu, uma ‘ararinha azul’ a ser catalogada pelo IBAMA. Ela vive no povo pernambucano, no seu quotidiano e mais : com o dinamismo próprio de que é feito as coisas vivas. Como não se apaixonar por uma terra que aparentemente séria e ensimesmada, mal chega o Carnaval, traveste-se , anarquicamente, e explode em alegria de viver: nos passos do frevo, na irreverência das troças, na música quase mântrica dos caboclos–de-lança, nos caboclinhos, nos cocos, nos afoxés, no afro Maracatu de baque virado, nos AlA Ursa? E mais, com todas as classes unidas, sem distinção de qualquer espécie e, conseqüentemente, quase sem violência?
É folclórico o bairrismo dos pernambucanos. Mas em termos de Carnaval, de alegria de viver, Pernambuco, com toda certeza, fala do Brasil para todo mundo!

J. Flávio Vieira

FESTA BREGA ROCK STYLE


A banda nasceu em novembro de 2006, quando cinco roqueiros que tocam em bandas de João Pessoa – PB, resolveram montar uma banda onde o seu repertório fosse recheado da bela música brega, da jovem guarda e claro, do Rei Roberto Carlos com seus sucessos dos anos 60/70,. Su estilo foi auto-intitulado como sendo “Brega Rock Style”.

Os Caronas interpretam as músicas com muito respeito e admiração. Eles fazem pequenas alterações nos arranjos das músicas, mas, sem jamais fugir da idéia principal que o autor quis passar através da sua arte. O objetivo da banda é executar da melhor maneira possível, canções que marcaram um período da música popular romântica (nostalgica) brasileira.

A abertura da festa vai ficar por conta da banda “RED STEEL” de Juazeiro do Norte, que promete agitar a galera com belas canções do rock nacional.

Crato-CE-Brasil: Obras de arte recuperadas estarão em exposição

Será realizada no próximo dia 30 de janeiro até 3 de fevereiro, Exposição das Obras do Museu de Arte Vicente Leite. Com o acervo restaurado, a exposição será realizada no Hall de entrada do Teatro Municipal Salviano Arraes Saraiva, com abertura às 19 horas do dia 30. Todo o material irá compor o Museu de Artes Vicente Leite, do qual faz parte o acervo a ser exposto. A Exposição será realizada por meio da Fundação Cultural J. de Figueiredo Filho e da Prefeitura Municipal do Crato.

Fonte:
Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal do Crato
www.crato.ce.gov.br 
http://.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com