Com a palavra a poeta Jackeline Kérollen.

Acorde!

Escute, escute ouça
Ouça, ouça escute

Escute, escute, escute,
Ouça.
Escute, escute… Escute
Ouça, ouça, ouça
Escutem.
Ouça, ouça… Ouça
Escute, escute, escute
Ouça, ouça, ouça
Escute, escute, escute, escute
Ouçam, ouça, ouça

Escute, escute ouça
Ouça, ouça e escute.

Dia noturno

Acordo pela noite,
O sono quase nunca vem.
O dia já começa,
O trabalho continuo,
Sempre a mesma coisa.
As mesmas pessoas,
O cotidiano de sempre
No começo tudo parece perfeito
Mais com os anos vem descobertas
E tudo começa a ficar uma merda,
Igual todos os dias
A não ser aqueles
Onde conhecemos alguém novo
Ele te dá um motivo
Prá sorrir, prá se sentir feliz
Mais um dia ele vai e nunca mais volta.
Então as noites parecem dia
E os dias não são vistos como antes
Você se esconde dos outros
E até de si mesma.
A escuridão nunca é suficiente
E necessário algo mais
Noites em claro
Dias em escuro
É assim que viveremos algum dia.

Na chuva

Lá fora a chuva cai
Aqui dentro só resta o som dela
Queria poder estar lá fora
Na avenida a mais de 80/h

Queria me deliciar
Com uma gota no lábio
Sentir o frio da roupa molhada
O vento no rosto e cabelos esvoaçados

Sentir o medo a cada curva
Ver os relâmpagos, e o claridão na noite
Não ver nada além do farol

Como é delicioso erguer o rosto
E sentir cada gota de água
Cada micropartícula de ar
O mais gostoso disso é o som
É como se ajudasse
A enxergar algo nunca visto antes

Ao mesmo tempo deitada ao teu lado
Sentir teu calor, o toque de tuas mãos
E voltar para,
Uma simples umidade
E um simples som.

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