Arquivos mensais: outubro 2010

Luiz Carlos Salatiel – Emerson Monteiro

Ele, um desses iguais personagens advindos nas asas da ficção do Cariri, Luiz Carlos Salatiel. Surgido nesse mundo fantástico das terreiradas mágicas do chão nacional dos ancestrais, Luiz invade o salão das festas populares também para movimentar em si próprio a cena luminosa do hemisfério oriental de músicas, artes plásticas, literaturas. Arauto da alegria, sacode maracás do ritual dos caboclos desde tempos atrás, aos turnos dos festivais da canção do Parque Municipal a salões de arte e outras manifestações paralelas.
Depois, dormir ouvindo Luiz entrevistar os mestres Aldeni e Isabel, do Reisado da Vila Lobo, no programa Cariri Encantado da Rádio Educadora, fala de sonhos e viagens a universos da mística fundamental. Mergulhar às raízes da cultura nordestina, fincadas nos alpendres e solos medievais da Península Ibérica, patamares da tradição imorredoura que desfila atores altivos dos grupos de brincantes sob o comando de certos capitães alencarinos. Um tropel de cavaleiros andantes de armaduras luminosas, que percorre praças dos reinos transcendentais, defensores perpétuos de lendas e mitos, cantigas e naus catarinetas varridas ao vento de luas e castelos eternos, sombras rebrilhantes escorrendo nos prados verdes dos torneios, clarins, alazões pendoados e lanças coloridas.
Ainda que mais pretendesse contar das possibilidades impossíveis, falar das peripécias desse personagem ocuparia vasilhas enormes. Bom caráter, atípico, animador, surpreendente, cigano do inesperado, Luiz Carlos reúne vários Luiz Carlos Salatiel de Alencar num só Luiz Carlos. As paredes das programações individuais radiofônicas forçariam reservas para contê-lo num único projeto pessoal sem maiores resultados que dissessem quanto ele representa para nós em termos de artista incansável, paladino das lutas pelos valores infinitos da melhor inspiração.
Veja bem, o conteúdo criativo nesse audaz cavaleiro queima de intensidade o papel dos saltimbancos fellinianos, tipo móvel que brotou no Cariri e escreve, com seu itinerário, parábolas, pautas e andanças incríveis, códigos arcaicos nas encostas circulares da Serra. Viajou longe pela aventura da vida e aqui retornou como ninguém aos feitos da história particular das sagas prodigiosas, em versões assemelhadas às epopéias que reaviva nos roteiros das estradas de gado rompidas na lauta conquista dos sertões, pela Casa da Torre de Garcia D’Ávila.
Antes, há pouco, soube o quanto o repertório de palavras da pessoa acaba devendo para rabiscar com propriedade as contribuições de cada instrumento isolado ao conjunto harmonioso das orquestras. A pena traz dali, ajunta daqui, concentra esforços e nada. Bom, tudo isto na gravação de um comentário dos feitos notáveis de Luiz Carlos Salatiel sempre no propósito de acondicionar para o futuro os frutos culturais da nossa gente.

OS SONACIREMA

A cultura dos Sonacirema se caracteriza por uma economia de mercado altamente desenvolvida, que se beneficiou de um habitat natural muito rico. Muito ocupados com a economia, depreendem muito tempo com ocupação de rituais. O corpo humano é o principal foco de atenção dos rituais.

Acreditam que é débil, feio e doente e por isso todo grupo tem em suas casas os santuários para suas cerimônias. Os mais ricos tem diversos deles, aliás, sua condição é avaliada pela quantidade de santuários que possui em sua casa. Os menos favorecidos têm apenas um e se espelham nos ricos na construção dos santuários, cobrindo-os de pedras e cerâmicas.

As cerimônias ocorridas são secretas e privadas e somente com as crianças se discute esses mistérios, porque são iniciantes.

Uma caixa embutida na parede guarda poções mágicas e inúmeros feitiços, sem os quais, nenhum nativo acredita poder viver.

Os feitiços são obtidos de curandeiros, os quais escrevem com linguagem antiga e secreta as poções curativas que são levadas aos herbários e curandeiros que fornecem o feitiço desejado, cada qual recebendo substanciais presentes. Os feitiços são utilizados na medida de seu propósito e depois são guardados na caixa mágica que esta sempre cheia, é tantos que as pessoas esquecem sua utilidade.

Embaixo da caixa sagrada existe a fonte de águas sagradas, que os sacerdotes mantêm ritualmente puro, através de cerimônias no Templo das Águas.

Os homens-da-boca-sagrada estão abaixo dos curandeiros, e os sonacirema acreditam que o cuidado da boca tem uma influência sobrenatural nas relações sociais e uma forte relação entre características orais e morais. O corpo e a boca fazem parte do ritual cotidiano, rito que repugna o estrangeiro, pois o uso de um pequeno feixe de cerdas de porco na boca, que movimenta pós mágicos com gestos iguais e continuados.

O homem-da-boca-sagrada recebe a visita dos sonacirema duas ou mais vezes por ano. Esses possuem uma variedade de objetos usados no exorcismo dos perigos da boca, alargam buracos e lá depositam pós-mágicos, mesmo que os dentes deteriorem os nativos continuam retornando. As personalidades destes nativos mostram uma tendência masoquista definida, pois o homem-da-boca-sagrada enfia a agulha no nervo enquanto seus olhos brilham sadicamente. Essa tendência fica evidente quando no ritual diário envolve uma arranhadura e laceração no rosto com um instrumento cortante. Ritos femininos também são masoquistas, quatro vezes por mês lunar, as mulheres enfiam suas cabeças em fornos durante uma hora.

A imponência do templo Latipsoh recebe pacientes doentes para tratamento e as cerimônias ai realizadas, envolvem um grupo de vestais com roupa e penteados distintos, além do taumaturgo. Existe certa violência nas cerimônias, poucos conseguem curar-se. Crianças não gostam de submeter-se à doutrinação e resistem. Os guardiões não admitem o cliente que não possa dar um presente ao zelador, mesmo após sobreviver às cerimônias, não se permite a saída até que outro presente seja dado.

Os sonacirema não expõem o corpo e suas funções, como banho e excreções, e ao entrar para as cerimônias sofrem um choque psicológico por não estar na intimidade doméstica. Um homem nunca exposto no ato excretório, nem sua mulher, de repente, encontram-se nus diante de uma vestal desconhecida, enquanto executa suas funções no vaso sagrado. Essas excreções são utilizadas por um adivinho para diagnosticar a doença, enquanto as clientes são apalpadas e manipuladas pelos curandeiros.

Além de ficarem quietos em suas camas duras, os pacientes recebem de madrugada a visita de vestais que os acordam e fazem uma série de exames, enfiando varas em suas bocas além de atirarem agulhas magicamente tratadas em sua carne.

O feiticeiro chamado de Escutador exorciza demônios em pessoas que foram enfeitiçadas. Os sonacirema expõem ao Escutador todos os seus medos e problemas, pois acreditam que os pais fazem feitiçaria contra os filhos.

A estética nativa é aversa ao corpo e as funções naturais. Fazem rituais de jejum para fazerem gordos ficarem magros, banqueteiam os magros para os engordarem, rituais para fazerem seios das mulheres crescerem, ou diminuírem se são grandes. Aliás, essas de desenvolvimento hiper-mamário são idolatradas e podem viver de aldeia em aldeia exibindo-os em troca de uma taxa.

As funções sexuais são distorcidas, tabu como conversa, são muitos esforços feitos para evitar a gravidez, materiais mágicos e fases da lua. A concepção é pouco freqüente e, quando grávidas, as mulheres se vestem a ocultar o seu estado. O parto é em segredo, a maioria das mulheres não amamenta e nem cuida dos bebes.

Essa vida cheia de rituais mostra a dificuldade de compreender como os Sonacirema conseguiram sobreviver com os pesados fardos que lhes impuseram.

Agora que você leu tudo, leia ao contrário a palavra… Sonacirema. “nós, Sonamuh”, também temos as mesmas práticas, mas não entendemos a verdade simplesmente pelo nosso preconceito e por despreparo mental em analisar as coisas sob outros pontos de vista, que não o do nosso ego.

Sujeitos etnocêntrincos são aqueles que não possiblitam a ideia do outro ser difenrente, estando sempre a projetar a sua relaidade sobre a dele (do “outro”).

Diga não ao preconceito cultural, racial, moral, sexual……..

Professor de Sociologia Michael Marques

michaelmarques.cs@hotmail.com

Membro da Executiva do Coletivo Camaradas

O novo livro de Daniel Walker – Emerson Monteiro

Será hoje (28 de outubro de 2010), às 20h, no Hotel Verdes Vales, em Juazeiro do Norte, o lançamento do livro História da Independência de Juazeiro, escrito por Daniel Walker, uma obra que reúne os principais elementos a propósito do marcante acontecimento de 100 anos, fator preponderante na formação do Cariri da atualidade. Composta de ilustrações fotográficas raras e valiosas, vem recheada de achados biográficos, depoimentos, citações jornalísticas e narrativas reveladoras, o que, decerto, enriquecerá sobremaneira o vasto acervo até aqui consolidado.
Daniel Walker compõe o elenco dos escritores da forte literatura caririense responsável pela preservação do acervo da história social deste lugar. Ao lado de outros quais Geraldo Menezes Barbosa, Napoleão Tavares Neves, Padre Antônio Gomes de Araújo, Raimundo Araújo, Renato Casimiro, Otacílio Anselmo, Nertan Macedo, J. de Figueiredo Filho, Armando Lopes Rafael, Raimundo de Oliveira Borges, Joaryvar Macedo e outros de inestimável valia, forma o grupo responsável pela composição da nossa historiografia, dentro dos moldes técnicos da pesquisa acadêmica, concedendo à posteridade acervo fundamental à interpretação dos fenômenos determinantes destes séculos mais recentes, as bases da nossa civilização interiorana. Pelas mãos desses autores, encetadas em suas produções criteriosas, desfilam, pois, peças imprescindíveis para a formulação da realidade histórica regional.
Nascido em Juazeiro do Norte em 06 de setembro de 1947, desde jovem Daniel se volta às lides jornalísticas e literárias, redigindo com intensidade também para o rádio e para a imprensa escrita de Fortaleza, correspondente que foi de vários jornais da capital do Estado.
Junto à Universidade Regional do Cariri exerceu o magistério, a pesquisa, e dedicou-se aos estudos da história juazeirense, publicando diversos trabalhos consagrados sobre a vida de Padre Cícero Romão Batista, além de outros de cunho didático-pedagógico e de temas da sua área de formação universitária, a biologia, graduado em História Natural pela Faculdade de Filosofia do Crato, com especialização em Ciências, pela Universidade Federal do Ceará.
Dentre as fontes analisadas por Daniel Walker para a contextualização do material que ora oferece ao público está a coleção do jornal O Rebate, órgão fundamental para a fermentação das ideias da independência do Juazeiro e para a formação institucional do município posterior. Em vista da importância do conteúdo de O Rebate, a comissão responsável pelo centenário juazeirense cuidou de resgatar toda a coleção, em edições fac-similadas.
Assim, o trabalho independente, realizado pela gráfica HB, de Juazeiro do Norte, é uma bem cuidada edição de 196 páginas, que visa homenagear o município por ocasião do centenário, porquanto, em 22 de julho de 1911, se dera a sua emancipação política, antecedida das movimentações que busca com zelo e honesta preocupação oferecer subsídios a futuras investigações.

Pesquisadora e militante da Cultura alerta sobre “Programa de Serra Cultura”

Veja o texto da pesquisadora e militante da Cultura, Aline Carvalho:
Eis o desastre para a cultura que se anuncia caso o candidato tucano José Serra seja eleito: visão conservadora e limitada de cultura e total desconhecimento do atual cenario cultural do pais.
Segue abaixo seu programa de governo para cultura, retirado de seu site (http://serra45.com.br/proposta/cultura,) com alguns comentarios…

Implementar a Virada Cultural para todo o país: 24 horas ininterruptas de manifestações artísticas e culturais.

Começar um programa de governo sem definir o que se entende por cultura e tendo como exemplo a Virada Cultural de SP, é demonstração de que “cultura é um bom negocio” e tem como principal meio de difusão mega eventos, pontuais e, diga-se de passagem, nada sustentaveis…Cadê o processo?

Criar museus, centros culturais e bibliotecas pelo Brasil todo.
Equipamentos culturais se limita a museus, centro culturais e bibliotecas? Quem vai construir? Pra quem? Quem vai gerir? Que “pais todo” é esse, como se o Brasil fosse homogêneo? Você vai construir um museu, por exemplo, numa pequena cidade que tem forte vocação pra teatro, ou impor a utilização de centros culturais em uma comunidade que tem grande tradição em festas de rua, ao invés de apoiar as manifestações ja existentes de acordo com as suas demandas?
O senhor ja ouviu falar num modelo de gestão chamado “Ponto de Cultura”?

Criar Centros Culturais voltados especialmente para a Juventude.
Me admira o “ex presidente da UNE” que se orgulha tanto por ja ter sido um dia de esquerda, estar completamente alheio ao que se passa hj o movimento cultural da juventude. Acho otimo criar centros voltados à juventude, mas primeiro é preciso dialogar com ela, não?

Garantir fontes diversificadas de recursos para projetos culturais e triplicar as verbas do Ministério da Cultura.

Carissimo candidato, me diga como você vai fazer isso. So a titulo de informação o governo Lula / Ministério Gil-Juca pegaram a pasta da Cultura com R$287 milhões (equivalente a 0,2% do PIB) e hoje este Ministério conta com orçamento de R$ 2,5 bilhões (equivalente a 1,2%). Isso não sem muito esforço e dialogo com outros ministérios e, principalmente a sociedade civil. Com este conceito limitado de cultura apresentado em seu programa, que não mostra dialogo com o Turismo, a Saude, o Esporte, o Meio Ambiente, a Ciencia e Tecnologia, a Comunicação, entre outros, e so uma ou outra ponte com a Educação, fica dificil bater na porta deles pra pedir uma graninha…

Distribuir 100 milhões de livros de literatura brasileira por ano para alunos e professores da rede pública.

E até engraçado esse proposta vir do governador do estado que tem ultimamente sido extremamente inospito com as manifestações sindicais de professores da rede publica de ensino…
E, claro, é so isso que falta em termos de cultura para a rede publica de ensino, mais livros para as prateleiras… Estimulo a leitura passa também por atividades ludicas e dialogo com outras linguagens também, para seu conhecimento. A utilização de ferramentas midiaticas em sala de aula (filmes, musica, internet), realização de festivais de musica, poesia, dança e teatro, intercambio entre as escolas, e, principalmente, estimular a produção dos alunos, são importantes formas da cultura investir na transformação da educação hoje.

Investir na preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural, material e imaterial.
Ah, essa ele deve ter tirado uma colinha das resoluções das Conferências Nacionais de Cultura, as quais espro que ele dê prosseguimento…

Fortalecer o cinema nacional, principalmente quanto à distribuição e exibição.
Caro candidato, mais uma vez, me diga como o senhor vai fazer isso. Entregando a industria cinematografica para as mãos do mercado, que resolve tudo? O problema do cinema nacional esta no modelo da industria audiovisual no Brasil, que deve além da “sétima arte” propriamente. Quando Gil tentou criar a Ancinav foi porrada de todos os lados, mas diversos paises possuem uma politica para o audiovisual mais equilibrada (onde, por exemplo, o filme não sai para as salas de cinema 100% pago, limitando o numero de projetos beneficiados pelo Estado) e todo mundo bate palma…

Incentivar a formação de corais nas escolas
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Incentivar a formação de orquestras
Me desculpe mas estas duas ultimas não precisam nem de comentario…..

O Ministério da Cultura do governo Lula, na gestão de Gilberto Gil, continuado hoje por Juca Ferreira, alcançou ganhos tamanhos para a politica cultural brasileira através da ampliação do conceito de cultura e, principalmente abertura do dialogo com a sociedade civil.

Através de conferências, foruns e editais, hoje muito mais agentes culturais tem acesso às politicas publicas para a cultura, que teve seu conceito expandido para além da arte, englobando também o conhecimento popular, a cidadania, a experimentação artistica, cybercultura, movimentos de juventude, gênero, orientação sexual, etnia, saude fisica e mental, ambiente, e por ai vai.
Em oito anos muito ja foi feito mas ainda ha muito a se fazer. A bur(r)ocracia que impede e/ou atrasa muitas ações culturais, o orçamento ainda limitado e, principalmente, o desconhecimento de grande parte da população da verdadeira revolução cultural que esta acontecendo no pais, precisam de mais 4, 8, 12, 500 anos para recuperar seu atraso historico para com a cultura no Brasil.
Não podemos andar pra tras nesse momento decisivo para o pais. Seja qual for a sua opinião sobre o governo Lula, a Dilma ou o PT, pense nesta possibilidade.

Para completar, segue abaixo o Manifesto dos Pontos de Cultura em apoio à candidatura de Dilma Rousseff:

Protagonismo, Autonomia, Empoderamento –um novo conceito: Ponto de Cultura
Nós, do Movimento dos Pontos de Cultura do Brasil, nos dirigimos aos arteiros, oficineiros, fazedores de cultura ou seja toda cidadã e cidadão brasileiro. Acreditamos que todo ser humano é um produtor de cultura. É o que os Pontos de Cultura e outras entidades culturais provam no seu dia-a-dia. Este é um momento importante no Brasil, um segundo turno é hora de se manifestar, não sermos neutros e optarmos pela projeto político cultural que desejamos para o Brasil.
Hoje somos uma rede de mais de 5 mil pontos de cultura: indígenas, afro descendentes, imigrantes, ciganos, fronteiriços, trabalhadores rurais e urbanos e toda a diversidade cultural que contempla o povo brasileiro. Os Pontos de Cultura estão presentes em centenas de cidades brasileira não só levando a cultura, mas principalmente passando os meios de produção cultural e mostrando a cara, o cheiro e o jeito diferente de transformar através da cultura o Brasil. Trabalhamos com as mais diversas linguagens artísticas. Somos um exemplo de ser e de ter sustentabilidade através da cultura. Não é um projeto de governo e nem de sociedade mas um projeto comum do encontro de uma proposta do Governo Lula/Dilma e dos anseios e de uma sociedade sedenta de cultura. Trabalhamos para a afirmação de novas relações entre Estado e sociedade, nas quais gestores públicos e movimentos sociais estabelecem canais de diálogo e aprendizado mútuo. Acreditamos na construção coletiva de um novo processo de cultura política com caráter emancipador, em que as hierarquias sociais e políticas são quebradas e criam base para novas legitimidades.
Antes de Lula/Dilma a cultura tinha como seu principal instrumento a lei Rouanet de isenção de impostos de empresas. Um outro foco, não é a toa que tinham a cartilhaCultura é um Bom Negócio. A política cultural ficou praticamente a cargo das empresas e não da sociedade e/ou do Ministério da Cultura. O orçamento final de FHC/Serra foi de 0,14% e hoje com Lula/Dilma chegamos próximos a 1% e queremos mais e mais.
Mais do que orçamento, a lógica de Lula/Dilma foi acreditar na capacidade da própria sociedade, principalmente de movimentos sociais e culturais que já estavam em plena atividade e empoderá-los.
Acreditamos que toda mudança estrutural passa pela mudança cultural, não basta ter crescimento econômico dissociado de uma democratização radical da cultura. A cultura envolve mudança de mentalidades e atitudes no lidar com a terra, com os valores, os saberes tradicionais, eruditos e populares. Isto requer mais que investimentos em obras e instalações, requer investimento nos seres humanos, no meio ambiente, na natureza contemplando suas diversidades e contradições. Nesta nova lógica o Governo Lula/Dilma deu um grande passo e acreditamos que os Pontos de Cultura é um dos programas base nesta nova sociedade que começa a ser construída e temos a certeza que só um Governo Dilma dará continuidade, aprofundamento e transformará esta proposta de Governo em Política Publica.
Pra cultura seguir mudando e mudar o Brasil. DILMA 13–

PRÊMIO PROCULTURA DE ESTÍMULO AO CIRCO, DANÇA E TEATRO 2010

Inscrições no período de 25 de outubro à 10 de dezembro de 2010.
Esse edital a premiará 197 (cento e noventa e sete) iniciativas de Circo, Dança e Teatro, por meio da destinação de recursos que viabilizem atividades das três áreas citadas, em âmbito nacional. O prêmio contemplará três categorias, a saber:
Categoria A – Produção Artística – Estímulo a iniciativas de produção artística nas áreas de circo dança e teatro, que venham promovendo a diversidade temática e estética, bem como ações de formação de platéia.
Categoria B – Programação de Espaços Cênicos – Estimular instituições que administram espaços cênicos, em atividade ou que necessitem de revitalização, ou de espaço públicos abertos que se caracterizam como sedes públicas, no intuito de estimular e reconhecer atividades focadas na programação artística.
Categoria C – Substituição de Lona Circense e/ou Acessórios – Estímulo a ações culturais circenses que, embora sem condições estruturais ideais, estejam mantendo suas atividades. O prêmio é destinado a circos de lona, itinerantes ou fixos, escolas de circo ou projetos que utilizem linguagem circense como instrumento pedagógico para transformação social e construção da cidadania.
Informações adicionais:

Ceará: Jornalista é demitido por fazer matéria sobre Marxismo

No momento em que a grande mídia distorce e critica o projeto de indicação aprovado na Assembleia Legislativa do Ceará, que propõe a criação do Conselho Estadual de Comunicação – sob a alegação de que vai “cercear a liberdade de expressão”­ -, o jornal Diário do Nordeste demitiu de forma arbitrária, no último dia 18 de outubro, o jornalista Dawton Moura, por ter escrito e editado matéria no Caderno 3 sobre as revoluções marxistas que marcaram os séculos XIX e XX.
O caderno especial, de seis páginas, foi considerado pela direção da empresa “panfletário” e “subversivo”, além de “inoportuno ao momento atual”.Tendo, entre outras fontes, o filósofo Michael Löwi, que estaria em Fortaleza para lançar o livro “Revoluções” (com imagens que marcaram os movimentos contestatórios decisivos para a história dos últimos dois séculos), a matéria foi pautada pelo editor-chefe do jornal, Ildefonso Rodrigues, tendo sido sugerida pela historiadora e professora Adelaide Gonçalves, da Universidade Federal do Ceará (UFC). No entanto, ao comunicar a demissão do jornalista, o editor-chefe se limitou a dizer que “não sabia o conteúdo da reportagem até vê-la publicada”.
O caso do jornalista Dawton Moura não se trata de demissão por delito de opinião, pois ele não emitiu, em qualquer momento, juízo de valor sobre o conteúdo da pauta. Perdeu o emprego muito menos por incompetência ou negligência na sua função. Ironicamente, o trabalhador foi dispensado simplesmente por cumprir uma pauta que, depois de publicada, percebeu-se ser contra os interesses da empresa. A direção do jornal não pode alegar, no entanto, que desconhecia o conteúdo da matéria, pois além de ter sido pautado pelo editor-chefe, o assunto foi relatado em, pelo menos, quatro reuniões de pauta que antecederam sua publicação.
A demissão do então editor do Caderno 3 expõe o abismo entre o discurso da grande mídia conservadora, que se diz ameaçada em sua liberdade de expressão ­- ­inclusive atacando com este falso argumento o projeto do Conselho de Comunicação do Estado -, e suas práticas cotidianas, restritivas ao exercício profissional dos jornalistas, bem como à livre opinião de colaboradores e leitores. “O Sindicato dos Jornalistas do Ceará protesta contra esta demissão arbitrária e mantém sua luta pela verdadeira liberdade de expressão para os jornalistas e para todos os brasileiros, manifestada em projetos como o do Conselho de Comunicação”, afirma o presidente do Sindjorce, Claylson Martins
Fonte: Sindicato dos Jornalistas do Ceará

Cidadania de resultado – Emerson Monteiro

Aqui vamos nós a colar os pensamentos no ato da escrita. Querer agora falar nos direitos da cidadania. Lembrar que houve tempo, de um Brasil recente, quando quase ninguém sabia disso. Apenas longos tapetes voadores circulavam o céu, caturando lugar nas praças, reclamando pista de pouso. Numa enxurrada só, em menos de um século, vieram morar no chão nacional os direitos da cidadania. Direitos civis, políticos e sociais.
Ao cidadão completo, os direitos civis significam os direitos fundamentais à vida, à liberdade, à propriedade e à igualdade perante a lei. A garantia de ir e vir, de escolher trabalho, manifestar o pensamento, de se organizar, ter respeitada a inviolabilidade do lar e da correspondência, de só ser preso pela autoridade competente e de acordo com as leis, de só ser condenando mediante o devido processo legal. São civis os direitos que têm por base uma justiça independente, eficiente, barata e a todos acessível.
Os direitos políticos, ao seu modo, representam a participação do cidadão no governo da sociedade. A base dos direitos políticos são os partidos e um parlamento livre e representativo.
E os direitos sociais, que garantem a participação do cidadão na riqueza coletiva por meio da educação, do trabalho, do salário justo, da saúde e da aposentadoria. Permitem às sociedades politicamente organizadas reduzir os excessos de desigualdade produzidos pelo capitalismo e garantir bem-estar mínimo. A ideia central que estrutura os direitos sociais é a justiça social.
Assim, mediante tão belas concepções filosóficas, as sociedades ocidentais letradas desenvolveram e praticaram os postulados estabelecidos no Iluminismo, e trouxeram ao poder dos estados modernos o ânimo forte das recentes constituições nacionais.
Contudo há os beneficiários da tanta luz da cidadania que, na contramão dos movimentos, estendem os braços e abrem as bocas quase só visualizando o egoísmo. Se há direitos, lhes pertencem por esperteza e dominação. Melhores estradas, melhores colégios, melhores manicômios judiciários, pistas pintadas, sinais funcionando, máquinas azeitadas e sofisticadas, repartições a todo vapor, no entanto para si e para os seus, totalitarismo de ocasião de causar náuseas e dó naqueles que ocupem a rabada nas filas, contrariedade pela ausência de cerimônia com que esses barriga cheia invadem a passarela, na intenção de comer a rifa da primeira garfada, esquecidos que sem direitos coletivos não existiria cidadania.
Isso assusta a ponto de aventarem até o pretexto de existir cidadãos de primeiras e segundas classes, absurdo de não ter tamanho. Mediante todas as conquistas da cidadania, cada cidadão preenche patamar único diante da soberania das leis. Esta grandeza representa, pois, os direitos que pertencem ao povo, livre de sobras ou contrapesos, primado de lutas e conquistas obtidas no decorrer de longos séculos.

Esses rejeitados suburbanos – Emerson Monteiro

Segunda-feira, 25 de outubro de 2010. As estatísticas da Grande Fortaleza dão conta da cifra de 21 homicídios durante o final de semana que passou. Algo alarmante para época de paz social. Números atípicos de um mundo injusto. Enquanto que seres humanos da mesma civilização ocidental circulam silenciosos pelas avenidas, ruas e praças, qual se nada acontecesse além dos programas sensacionalistas, próprios dos horários do almoço da classe média com isso preocupada.
Ninguém nasce marginal e a sociedade transforma seus herdeiros em monstros aterrorizadores pecaminosos, armados até os dentes, raquíticos, tatuados, esqueléticos, olhos fundos, feições agressivas, usuários e traficantes de drogas, menores infratores, protagonistas de boletins e ocorrências, algarismos arábicos, denunciados pelo sofrimento de mães desesperadas, aflitas, filhos sem pais, reconhecidos de apelidos torpes, xingados, sobejos da mídia e menores enjeitados da sorte oficial. Uma sanha grita aos quatro ventos, do alto dos morros e linhas vermelhas do desencanto, o arrepio dos poderosos que, ano após ano, se sucedem juntos de tronos bem conservados. Desempregados, subempregados, informais consumidores crônicos de crack, pixotes versados na ordem seletiva de magnatas e políticos trajando grifes cativantes, frutos podres das tecnocracias de conveniência, dentes cariados de regimes e práticas.
Vez em quando surgem idealistas que protestam de cartilhas em punho. Reclamam para esses rejeitados suburbanos das periferias sociais, assassinados, exterminados de si mesmos. Programam políticas públicas que pretendem encampar os déficits nos projetos futuros, que se arrastam nas marcas tortas da distribuição de renda.
Quando calarmos, até as pedras clamarão… Independente das providências paliativas, dos reforços de efetivos, mais armas e munições, guerra surda se instalou nos becos e terrenos vazios, nas distantes favelas e nos córregos poluídos, de zumbis à procura da lua. Tropel silencioso percorre guetos, exército surreal de nossos irmãos, sobrinhos, filhos nossos, soldados desconhecidos no orçamento, esfaqueados, fuzilados, triturados, fora dos olhos das câmeras e dos quadrantes da caridade pública, desassistidos da ganância, raça da nossa raça, ainda imberbes, sangue do nosso sangue, negros, pardos, índios, prostitutas, alcoólatras, dependentes químicos, que perderam o bonde da história desde o berço e a inocência criminal desde a primeira infância, ou ainda no útero materno, largados nos lixões da glória do mundo… Caldo grosso da mesma humanidade escore fétido de cães e muralhas, estádios e edifícios acrílicos faiscantes, abortos largados sob as marquises, nos mangues, canteiros e viadutos, bandidos da economia de escala… Enquanto isso, balas perdidas ricocheteiam criminosas pelas copas das árvores, nas calçadas da fama e veias solitárias dos aidéticos degenerados…
Quem, pois, pranteará a verdade dos tantos perdidos na mocidade em flor, atirados quentes às estatísticas mornas deste tempo sem amor?

44 ESPETÁCULOS NA GUERRILHA 2010!!!


2ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE
Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior

CENTENÁRIO DE RACHEL DE QUEIROZ
04.11.1910 – 17.11.2010

PROGRAMAÇÃO

05 (sexta):
17 h – PROCISSÃO DE ABERTURA com a participação do Circo-Escola Alegria, grupos, atores e brincantes seguindo da Praça 3 de Maio até a Praça da Sé, onde haverá o SHOW DO ALÉM, COM LUIZINHO BREGA STAR E AS MAGRECITAS
18 h – Abertura da exposição 25 ANOS DA CIA. TEATRAL LIVRE MENTE, Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE

06 (sábado):
19h00min – Palco: CONTOS DE BRUXAS (Infantil, 60min), Cia. Teatral Arriégua, Crato-CE
20h30min – Arena: ESPERANDO COMADRE DAIANA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE

07 (domingo):

19h00min – Palco: DONA PATINHA VAI SER MISS (Infantil, 60min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
20h30min – Arena: DENTRO DA NOITE ESCURA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE

08 (segunda):
19h00min – Palco: PLUFT, O FANTASMINHA (Infantil, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
20h30min – Arena: DIZpedaçadas (Livre, 40min), Alunas do Curso de Licenciatura em Teatro da URCA, Crajubar-CE

09 (terça):

19h00min – Palco: LAMPIÃOZINHO (Infantil, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
20h30min – Arena: AVENTAL TODO SUJO DE OVO (12 anos, 70min), Grupo Ninho de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

10 (quarta):

19h00min – Palco: O MISTÉRIO DO BOI MANSINHO (Infantil, 80min), Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20h30min – Arena: A VINGANÇA DO FINADO JOAQUIM (Livre, 40min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE

11 (quinta):
19h00min – Palco: O MACACO SABIDO (Infantil, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE
20h30min – Arena: A COMÉDIA DA MALDIÇÃO (Livre, 70min), Cia. Cearense de Teatro Brincante, Crato-CE

12 (sexta):
19h00min – Palco: O BARQUINHO (Infantil, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
20h30min – Arena: BRASEIRO (12 anos, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE

13 (sábado):
19h00min – Palco: O REINO MALUCO DE BRANCA DE NEVE (Infantil, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min – Arena: CEARÁ, GENTE QUE RI (Livre, 55min), Cia. Arte e Cultura, Crato-CE

14 (domingo):
19h00min – Palco: POR CAUSA DE VOCÊ (Livre, 50min), A2 Cia. de Dança, Crato-CE
20h30min – Arena: DESMISTIFICANDO TABUS (14 anos, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE

15 (segunda):
19h00min – Palco: UMA ÚLTIMA VEZ (14 anos, 60min), Cia. Arte e Cultura, Crato-CE
20h30min – Arena: ESPERANDO GODOT (12 anos, 15min), Cia. Os Dois de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

16 (terça):
19h00min – Palco: A GATA BORRALHEIRA (Infantil, 50min), Grupo Forma e Expressão, Crato-CE
20h30min – Arena: BURRA, NÃO É NADA DISSO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO (Livre, 60min), Allysson Amâncio Cia. de Dança, Juazeiro do Norte-CE

17 (quarta):
19h00min – Palco: HISTÓRIAS DO TEMPO DA MAMÃE (Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, Farias Brito-CE
20h30min – Arena: RETRATO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE

18 (quinta):
19h00min – Palco: A COMÉDIA DA MALDIÇÃO (Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, Farias Brito-CE
20h30min – Arena: CABORÉ (Livre, 50min), Cia. Desabafo de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

19 (sexta):

19h00min – Palco: AS IRMÃS CASTANHOLAS (12 anos, 60min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min – Arena: NÃO CULPA ELES, CULPA NÓS (12 anos, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE

20 (sábado):
19h00min – Palco: PÁSSARO DE VOO CURTO (Livre, 60min), Cia. Entremeios de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20h30min – Arena: BODAS DE SANGUE (12 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE

21 (domingo):
19h00min – Palco: AMARRAS (Livre, 40min), Dakini Cia. de Dança, Juazeiro do Norte-CE
20h30min – Arena: NUDEZ SEM CASTIGO (14 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE

22 (segunda):

19h00min – Palco: O VELÓRIO SHOW (12 anos, 60min), Cia. dos Sem, Juazeiro do Norte-CE
20h30min – Arena: ITINERÁRIO ALÉM DO PONTO (Livre, 40min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE

23 (terça):

19h00min – Palco: UM AMOR DE PALHAÇO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
20h30min – Arena: CURTÍSSIMAS (12 anos, 60min), Alunos do NEET / SESC e Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

24 (quarta):

19h00min – Palco: SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO (12 anos, 60min), Turma do Curso de Formação em Teatro – CCBNB 2010, Cariri-CE
20h30min – Arena: O PECADO DE CLARA MENINA (Livre, 60min), Cia. Cearense de Teatro Brincante, Crato-CE

25 (quinta):

19h00min – Palco: O HÓSPEDE (12 anos, 60min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min – Arena: TERREIRO DE HISTÓRIAS (Infantil, 50min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE

26 (sexta):

19h00min – Palco: ARMADILHAS (Livre, 40min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE
20h30min – Arena: NAS GARRAS DO CAPA-BODE (Livre, 35min), Cia. Wancilu’s Gat Produções, Crato-CE

27 (sábado):

16h00min às 17h30min – Ônibus Juazeiro do Norte/Crato: BUZU-TEATRO (Livre, 25min), Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
19h00min – Palco: AFRODESCENDÊNCIA (Livre, 30min), Cia. de Dança Vid’Art / Projeto Nova Vida, Crato-CE
20h30min – Arena: Seminário “Teatro Brasileiro Caririense” / Entrega de Certificados e Outorga do Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior
22h00min – LIFANCO – SHOW VALORES CULTURAIS

Crato-CE, 13 de outubro de 2010.

Cacá Araújo
Coordenador Geral
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