Arquivos mensais: Abril 2010

DIVULGAÇÃO DE EVENTO.

O funcionario do banco veio avisar :
– “Seu” Lunga, a promissória venceu.
– Meu filho, pra mim podia ter perdido ou empatado. Não torço por nenhuma promissória.
2
“Seu” Lunga vai saindo da farmacia, quando alguem pergunta :
– Ta doente ?
– Ele: Quer dizer que se eu fosse saindo do cemiterio, eu tava morto ?
3
“Seu” Lunga dava uma tremenda surra no filho e o menino gritava :
– Ta bom, pai ! Ta bom, pai ! Ta bom, pai !
– Ta bom ? Quando tiver ruim, voce me avisa, que eu paro.
4
Na década de 70, “seu” Lunga chega num bar e fala pro atendente :
– Traz uma cerveja e bota o disco de Luiz Gonzaga pra eu ouvir !
– Desculpe, “seu” Lunga, não posso botar musica hoje…
– Mas por que ?
– Meu meu tio morreu !
– E ele levou os discos, foi ?
5
Durante a madrugada, a mulher do “seu” Lunga passa mal :
– Lunga ! Ta me dando uma coisa…
– Receba !
– Mas é uma coisa ruim !
– Então devolva !

O preconceito à luz da cultura popular

O preconceito à luz da cultura popular

Autor: Vitória Régia Turin

E-mail: [email protected]

Instituição: Jornal do Cariri

Em um panorama da economia hodierna, um bem tem seu valor estabelecido não mais pelo esforço que demanda, mas pelo peso da procura que dispõe. Tal premissa ou realidade pode ser trazida sem transmudar-se daninha, com prejuízo de significação ou mesmo inválida à cultura, o que compreende tal idéia: a cultura ou produto cultural não deve ser considerado ou juizado pela lapidação que sofreu (do contrário uma obra erudita seria sempre mais rico em conteúdo que o produzido popular).

Há que não se deslembrar que independente do nível cognitivo em que o artista usado aqui como exemplo se enquadra, uma estrutura ou fundamentação psicológica é basílica ao gênero humano e sendo o binômio arte/cultura uma resposta aos conflitos humanos, independente de ser fato erudito ou popular, alguns pontos são divididos por ambos, por que se deparam com sensações, sentimentos e estes são natos.

Mas tal conceito encontra-se fragilizado. É necessário também fornecer um retorno àqueles que se debruçam mais à tarefa árdua de adquirir instrução. Se possível, se voltar mais aos fatos recheados de conteúdo, o que figura uma admiração justa e pressupõe preconceito. Caclini, na obra “Las culturas populares em América Latina”, vai à raiz do problema, escrevendo de maneira categórica: “A idéia de popular é uma invenção da desigualdade”.

O funk e toda a cultura que o gênero musical prescreve, é visto com desdém tantas vezes se equiparado ao jazz. Há uma distorção ou melhor, passeia por aí a informação incompleta que deforma e joga mal visões ao funk. Tenho veemência ao discorrer deste preconceito por que se trata de conhecimento de causa. Via o funk prescindível até a descoberta de que o ritmo entrou para a história da música universal.

Pasmem, o leitor deve procurar diversas teorias em seu repertório que justifiquem tal enunciado, mas parece distante de acreditar na verdade embutida. Revelo: assim como o jazz, este último já reconhecido com a devida contundência, o funk criou uma nota na escala musical (especialistas em música me corrijam. A denominação é mesmo escala musical?), que corresponde à ¼ de nota, enquanto o jazz à 1/8.

Assim, fixo a idéia que é necessário aprender e depois esquecer todos os dados que foram internalizados. É preciso desnudar, desconstruir opiniões e deixá-las livre de juízos de valores. Sobretudo no que incide à motivação do cientificismo e este subtende a idéia do positivismo científico (ausência de lacunas e inverdades na ciência), a premissa de que tudo que envolve a ciência é mais fundamentado, ou para figurar, é preferível assistir longas-metragens da Ucrânia ao documentário do cineasta vizinho. A pesar de anônimo ou entre outros fatores desfavoráveis, no caso do funk a letra carregada de violência, este corresponde à uma realidade e pode sim, mudar o curso da trajetória da cultura.

Pipa


O menino brincava com os dois irmãos menores numa casa humilde de uma cidadizinha mais simples ainda. Tempos em que a rua pertencia à infância e não aos carros. A rua era o simples playground das casas, um estádio livre para o exercício da “bicheira”, da peteca, da “bandeira” , do chicote –queimado, do esconde-esconde. A lua ainda não havia fugido dos céus, ofuscada pelo néon. Jogava, a molecada, uma espécie de bocha nordestina, com pedras. A moeda de troca eram cédulas confeccionadas com o papel de carteiras de cigarro. Quem o visse assim, de bermuda, sem camisa, tangido pelo vento, empenhado nos mistérios lúdicos do jogo das pedras, jamais imaginaria o homem que se gestava na infância prenhe do menino da rua.
Mas o tempo que engoliu a rua e triturou, pouco a pouco, a infância, não conseguiu destruir o moleque. Semana passada, muitos anos depois, ele subiu as escadas de um luxuoso hotel na paradisíaca Campos do Jordão, para receber um dos prêmios mais almejados na sua arte : o XI Prêmio Brasil de Medicina. Não parecia o médico querido e renomado que tantos cearenses aprenderam a admirar, carregava o sorriso maroto do guri redivivo, como se acabasse de ganhar algumas cédulas de papel de cigarro, após a colisão certeira no jogo das pedras.
É que não foram poucos os percalços na caminhada do menino. Crescera sem a presença marcante do pai, numa família tradicional, mas humilde de três filhos.Cedo entendeu que as notas reais eram bem mais difíceis de encontrar do que as das partidas de rua. As intempéries forjaram seu espírito e rápido aprendeu: as desigualdades do mundo, a felicidade de alguns e a desgraça de muitos não aconteciam por mero acaso, iam bem além do fortuito fatalismo. Existia uma histórica e bem arquitetada trama para que o paraíso fosse de alguns eleitos e o inferno o latifúndio de uma maioria. Em plena ditadura militar dos anos 60-70, estas disparidades ficaram bem mais perceptíveis nos seus deslumbrados olhos de estudante. Embrenhou-se na política , foi perseguido e dedurado. Terminou expulso do colégio junto com os irmãos. Para recuperar os anos em atraso, fez o Curso Científico de uma só vez no supletivo e enfrentou o vestibular de Medicina em Recife. Foi o orador da turma, assim como o fora na quarta série ginasial, quando proferiu o discurso que o levou à expulsão . Partiu para o Rio de Janeiro, onde fez a residência médica na especialidade de Neurologia e para aqui voltou, nos anos 80, onde se dedicou de corpo e alma ao seu ofício. Percebeu, rapidamente, que o Cariri carregava uma chaga: a Hanseníase atacava as classes mais desfavorecidas, com índices mundiais que só se comparavam aos da Índia. Mergulhou no meio dessa multidão de mutilados, combatendo com afinco nossa praga centenária, se tornando um dos maiores especialistas brasileiros nesta área. Este profícuo trabalho o levou a teses de Mestrado e Doutorado pela Universidade Federal do Paraná. Desde a escola primária , nunca se afastou da política, foi um dos fundadores do PT em nossa cidade, sendo candidato por duas vezes a prefeito de Crato, nos anos 80. Não satisfeito com toda trajetória vitoriosa, entendeu que a permanência do seu conhecimento só se exerceria se estendido a novas gerações e fez-se professor universitário. Em fins de 2009, o orador versátil voltou ao palanque proferindo brilhante discurso como paraninfo da turma de doutorandos daquele ano.
Enquanto subia as escadas para receber o prêmio Brasil, essas lembranças certamente afloraram na mente do menino Marcos Cunha. Até porque , a seu lado, braço dado, seguia-lhe o anjo da guarda de todo este percurso: D. Sônia. O menino tinha a plena convicção que sem ela , sem a sua firmeza e determinação, os sonhos teriam se estilhaçado no calçamento da rua. D. Sônia consubstancia em si todos os ingredientes das mães espartanas: pronta para corrigir quaisquer distorções na conduta dos filhos e, por outro lado, armada até os dentes a defendê-los em quaisquer situações e circunstâncias. A sua vida se compara a outras tantas heroínas da nossa história como Olga Benário e D. Bárbara; só que seu heroísmo é bem menos visível, está enfeixado entre quatro paredes, entre lágrimas , soluços, com batalhas ganhas a cada instante, a cada minuto, contra as adversidades da vida. Ela nem precisa de prêmios, observa seus troféus a cada dia: um médico e dois odontólogos , homens dignos, retos e probos.
Marcos Cunha é o médico mais completo que conheço. Carrega em si ingredientes dificílimos de se enfeixar numa única pessoa. Estudioso, profundo conhecedor da sua arte, despojado, ético e dedicado ao paciente como um monge tibetano. Não bastasse tudo isso , profundamente politizado, sabe perfeitamente que a doença, a maior parte das vezes, tem bem pouco a ver com o estetoscópio: só se cura com atitude política. E mais que tudo, humilde e simples. Talvez ninguém tenha percebido, mas não foi o médico de cabeça branca que recebeu o troféu consagrador em Campos de Jordão, mas o menino inquieto da Padre Sucupira, que jogava pião e empinava pipa, firmando os pés na terra mas lançando, premonitoriamente, as asas para o céu…

J. Flávio Vieira

Seleção para membros do “Medicina & Arte”

MEDICINA & ARTE
Formação com senso crítico
http://medicinaearte.blogspot.com

EDITAL Nº. 001/2010

A coordenação do projeto de extensão universitária “Medicina & Arte”, no uso de suas atribuições, torna público aos interessados a abertura de inscrições para o preenchimento de vagas para integrantes do projeto.

O PROJETO:

O Medicina & Arte é um projeto de extensão universitária promovido por alunos da Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte – FMJ. Os interesses adentram no campo da arte, resgatando e evidenciando valores, aptidões e idéias do meio acadêmico através, sobretudo, do cinema, com espaço para literatura, música e fotografia.

O EDITAL:

Este edital faz parte do Projeto de Extensão “Medicina & Arte”, da FMJ. Visa selecionar candidatos para participação de no mínimo 1 ano respectivo projeto com disponibilidade de dedicação semanal de 4 horas.
INSCRIÇÕES:
Realizadas no período de 12/Abril de 2010 até o dia 20/Abril de 2010 mediante CARTA DE INTENÇÃO que deve ser entregue ao NEX (Núcleo de Extensão) da FMJ sob forma dissertativa, com máximo de 02(duas) laudas, em um envelope A4 lacrado e identificado através de nome.

O PROCESSO SELETIVO:
1- Primeira etapa: Análise de CARTA DE INTENÇÃO.
2 –Segunda etapa: Entrevista, realizada às 18h do dia 26 de abril, com todos que realizaram inscrição.

A CARTA DE INTENÇÃO

· Deverá constar de: Nome, Telefone, E-mail, Semestre, blog(se possuir), Atividades extra-acadêmicas que participa ou participou(especificar período) e Número de Matricula.

· A avaliação do texto será realizada pela coordenação do próprio projeto.

· Serão avaliados: ortografia, semântica, criatividade, responsabilidade.

· O texto deve ser de autoria do candidato, sendo a constatação de plágio fator definitivo de reprovação do mesmo.

· Deve ser destacado habilidades como “facilidade de manipulação de imagens ou video”, “diagramação de impressos”, “webdesigner”, “habilidades de comunicação oral” ou quaisquer outras habilidade que por ventura não tenha ligação direta com o cientificismo médico.

Os aprovados terão seus nomes afixados no quadro informativo na secretaria geral de alunos (SGA) e no mural do Centro Acadêmico até o final do mês de Abril.

Juazeiro do Norte, 12 de abril de 2010

Dr. André Alencar Suliano
Orientador do Medicina & Arte

Daniel Victor Coriolano
Coordenador acadêmico do Medicina & Arte

Chumbrega

Chumbrega vendia uma cachacinha a granel em Matozinho. Comprava em alguns alambiques da redondeza, engarrafava, após hidratá-la um pouco para aumentar o volume e o lucro, e distribuía bodega a bodega, meio às escondidas. Comerciante de parcos recursos, não tinha nenhuma condição de selar os vasilhames, já que isso significava recolhimento de imposto. O negócio funcionava como uma espécie de contravenção. Algumas vezes fora pego de calças curtas, multado e tivera a carga apreendida. Continuava , porém na luta, já que não tinha outro meio de vida às mãos e, também, com o tempo, viciou-se a driblar os fiscais, a dobrar a esquina, a esconder-se à aproximação do fisco. Aquilo se tornara uma espécie de esporte e punha um pouco de adrenalina no dia-a-dia repetitivo de Chumbrega. Vidinha de esforços desde a pobre infância, cujo fardo se foi tornando mais pesado com o passar dos anos. Casara por volta dos vinte e os filhos se foram enfileirando casa a dentro: oito. D. Ritinha, a sua companheira, viera ,como ele, da manjedoura. E sem o incenso a mirra … e o ouro? Nem pensar! Afeita aos trabalhos domésticos, a esposa tinha uma enorme empresa para administrar, com muitos funcionários: parca em recursos e rica em problemas. O casal tocava com maestria aquela vida de pobre… e administrar miséria não é obra para principiantes. Carece de técnicas de mágico e artes de contorcionista.
Ritinha se lhe fizera a esposa ideal. Trabalhadora, controlada, sistemática, fazia render cada centavo do pouco dinheiro arrecadado por Chumbrega. Os filhos, como um general para o batalhão, mantinham-os debaixo de ordens. Havia apenas um entrave no relacionamento dos dois. Ritinha , por trás da carapaça de durona, sempre fora muito nervosa. Queixava-se de muitas doenças e dores as mais variadas. E mais, absorvia, como uma esponja, as moléstias de todos : vizinhos, amigos, atores da televisão. Bastava a notícia que alguém morrera tuberculoso em São Paulo que, na mesma hora, Ritinha já começava a tossir e a definhar. E esta mania, com a sucessão dos anos, se foi acentuando. Tanto e tanto que aquilo terminou por somar quilos no fardo já quase insuportável do nosso varejista de aguardente. Chumbrega passou a ter uma vida mais reclusa e já não transparecia a alegria , mesmo contida, de outros tempos.
Já sessentão, um dia, a mola pareceu ter esticado até o limite. Chumbrega caiu doente , queixava-se de uma infinidade de infortúnios e quase já não saía com sua carrocinha para a distribuição das garrafas. Os vizinhos entenderam que nosso comerciante entrara na curva descendente da vida e, como um estrela cadente, parecia já ter se consumido no último brilho. Aguardavam, a qualquer momento, uma notícia catastrófica sobre ele. O tempo, no entanto, é mestre em armar emboscadas nas esquinas da existência. Pois a velha da foiçona lançou sua lâmina onde não se esperava. As queixas mil de Ritinha, durante toda a vida, vai ver que tinham lá suas razões. Um dia ela dormiu na terra e acordou no céu. Tivera apenas um pequeno mal estar na noite anterior. Chumbrega lhe preparara um chazinho de jalapa e imaginou que tudo estaria resolvido no dia seguinte. Que nada! O mundo de Chumbrega veio abaixo. Perdera a companheira de tantos e tantos anos e lá ficava ele com uma récua de filhos já graúdos, é certo, mas que, como sempre, nunca param de dar trabalho. Além do mais, com saúde abalada já há vários anos, como enfrentaria os novos desafios?
Imaginou-se que em poucos meses Ritinha não estaria só na cova. Ao contrário do que toda Matozinho esperava, passado o luto oficial de trinta dias, aconteceu com Chumbrega uma ressurreição. Criou alma nova, deixou as queixas de lado, empenhou-se no trabalho com o vigor dos primeiros anos. Passou a cuidar mais do visual, embebeu-se de extratos novos e começou a freqüentar algumas festinhas. Percebia-se, claramente, que Ritinha, nos últimos anos , funcionara como um parasito, sugando-lhe a seiva vital . Agora, já sem o parasitismo, ele florescera como um marmeleiro seco com as primeiras chuvas.
Mal completara seis meses de viuvez, o coração de Chumbrega, que antes dera sinais de entupição no carburador e folga no virabrequim, engatou, novamente, a primeira. Começou a namorar uma vendedora de feira, vinte anos mais nova. Doninha , como era conhecida, era voluntariosa, despachada e não tinha as prendas domésticas de Ritinha. As más línguas diziam que seu taxímetro já tinha virado a bandeirada umas duas ou três vezes. Juntaram os panos de bunda, antes do natal.
A princípio, o relacionamento parece ter andado bem, tangido pelo cheiro de carne nova e pelo mel da lua que, percebeu Chumbrega, já estava mais para quarto minguante que para cheia. Ardido o primeiro fogo, começaram a aparecer , como sempre, os primeiros defeitos de lado a lado. Doninha não se adaptara bem no comando da tropa taluda deixada por Ritinha. Era mais independente do que o marido esperava. Viajava para feiras nas cidades vizinhas e nem todo dia dormia em casa. O esposo teve que, assim, compartilhar com ela afazeres totalmente estranhos: cozinhar, passar, lavar prato. Doninha, por outro lado, acostumara-se a uma variedade maior de parceiros, mais novos e fogosos e , rápido, enfastiou-se daquele repetitivo prato de todo dia.
Passados uns dois anos, Chumbrega começou novamente a ficar capiongo, meio borocoxô. Alguns diziam que talvez fosse o peso de umas antenas novas da Sky que Doninha parecia estar comprando para ele. Caiu adoentado, voltou à reclusão e não queria conversa com ninguém. Os que já o conheciam de longa data imaginaram que aquilo era uma fase, pois a vida é tecida assim mesmo entre vales e depressões. Matozinho se surpreendeu, pois, quando recebeu a notícia : Chumbrega dormira no domingo com as queixas de sempre e, na segunda feira, quando Doninha foi chamá-lo descobriu que já não morava nesta dimensão .
À noite, no velório, uma Doninha chorosa, entre um e outro soluço, explicava o inexplicável. Antes de dormir, Chumbrega lhe pedira um copo de leite quente. Queixou-se de azia e acreditava que tinha sido uma tapioca que comera no jantar. Ela, cuidadosamente lhe preparou e ele tomou tudo: glute-glute-glute. Quando uma vizinha lhe perguntou se depois disso ele não se tinha queixado de mais nada, Doninha , entre lágrimas concluiu;
— Não, ele não se lamentou de mais nada. Acho que a azia passou! Até porque eu coloquei no leite um pouco de um chá de jalapa que ele tinha preparado prá mim ontem e que eu , morrendo de sono, terminei me esquecendo de tomar…

J. Flávio Vieira

CONFERÊNCIA DE ESPORTE DEBATE PLANO DECENAL

Acontece durante todo a manhã/tarde de hoje, no auditório da URCA no triângulo Crajubar, a Conferência Municipal de Esporte, uma promoção da Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Esporte e Juventude (SEJUV).

O secretário de Esporte, Aurélio Matias, abriu a conferência e falou sobre o debate acerca do plano decenal do esporte, a ser elaborado para Juazeiro.

Ossis Ferreira, da Secretaria Executiva do Ministério do Esporte, fez uma explanação sobre as metas a serem discutidas nas conferências municipais e estaduais, além das dificuldades encontradas no mundo esportivo nacional.

Ossis lembrou que o Brasil tem uma cultura de ligação com o esporte, mas não existia até o Governo Lula uma política pública direcionada ao fomento do esporte, principalmente amador. Ele falou ainda que o Brasil, sediando uma Olimpíada vai ensejar a formação das 200 cidades olímpicas, e que Juazeiro pode se candidatar a ser uma dessas cidades.

A conferência conta com a presença de estudantes, professores, gestores, representantes de ligas esportivas, agremiações e a sociedade de forma geral.

Secretaria de Esporte e Juventude de Juazeiro.