Arquivos mensais: fevereiro 2010

A tênue fibra do desejo

Deve ter sido aquela vocação evangelizadora tão própria das mulheres. Sabia que o noivo gostava de uma farra, apreciava um carteado e aquele conversa interminável com os amigos. Imaginou, no entanto, que com a força do amor, alinharia aquela árvore torta. Terminaria por domesticar aquele animal selvagem com a ração diária, com os agrados de fêmea, com a hipnose cotidiana. Imaginou que o lar com seus pesados atributos : filhos, contas e o magnetismo da TV apreenderiam aquele ave inconstante, sem que ao menos ela percebesse as tariscas da gaiola. O tempo, no entanto, acabou por mostrar a D. Gertrudes que não existe coisa mais difícil de moldar neste mundo que a delicada fibra óptica do desejo. Ludugero mostrou-se sempre um pai carinhoso e um marido exemplar. Trabalhava duro numa pequena panificadora que adquirira. Ofício árduo de despertar madrugadino , onde diariamente rivalizava com o alvorescente canto dos galos e com a sangria dos primeiros raios do sol.Entre uma bolacha e um pão de ló, entre um passa-raiva e um manzape, ia Ludugero tocando a vida. Os arraigados hábitos antigos, no entanto, permaneceram indeléveis, imunes às pregações de D. Gertrudes. Nas sextas e sábados saía para um barzinho com os amigos e viravam a noite num carteado interminável regado a cerveja , a reminiscências e fofocas. A última válvula de escape de Ludugero, uma espécie de prozac natural que usava para escapar da doideira do dia a dia. Gertrudes, no entanto não se conformava: vivia a implicar com a vida noturna do marido. Fazia-o insidiosamente, uma vez que entendia : os antecedentes criminais do marido precediam ao matrimônio. Ludugero já por mais de uma vez lhe havia jogado na cara: –Meu bem, você sabia que eu gostava de um joguinho, por que diabos casou comigo, não procurou um cardeal , um monge, um santo… ? Havia , no entanto, uma outra razão para a implicância da mulher: ela temia que, varando as noites entre uma birita e outra, em meio aos ases, aos valetes, terminaria por aparecer algumas damas ou uma rainha de paus. Por trás de tudo, sobrenadava o ciúme e a desconfiança de D. Gertrudes.
A água mole bateu na pedra dura, mas não a furou. Todo final de semana , para o crescente desespero da esposa, Ludugero escapava lépido para o jogo. Um dia, por fim, encheu-se até a tampa da caçarola da paciência D. Gertrudes. Antes de ver o marido vestir-se, numa sexta-feira, para as funções lúdico-etílicas do final de semana, articulou o plano meticulosamente preparado durante o mês. Deixou os filhos na casa da sogra e arrumou-se toda, com um vestido tubinho preto. Quando o marido pensou em despedir-se, como de costume, ela saltou de lá e o surpreendeu:
— Amor, hoje eu vou com você. Estou doidinha para ver um jogo de cartas!
Gertrudes disse isto, sem tirar os olhos do semblante do marido, esperando o protesto, a popa. Ludugero, no entanto, para sua surpresa, não se alterou, apenas lembrou que o programa podia ser chato e cansativo para ela, mas que ficava feliz, não tinha nenhum problema.
Como era de se esperar, a programação não podia ser mais pesada. A esposa sentou a um canto, numa cadeira desconfortável, no Bar do Giba. A conversa varou a noite, regada a cerveja e baralho. Futebol, política, fofocas . À medida que as horas se iam escorrendo, para o terror de Gertrudes, os circunstantes iam ficando mais animados, falando mais alto , discutindo com muito mais fervor. Lá pras cinco horas da manhã a esposa compreendeu que eles tinham ainda fogo na caldeira para mais uns dois dias. Estava já escornada, cansada, com todos os músculos doendo. Chamou então Ludugero e o suplicou:
— Pelo amor de Deus, me leve para casa que eu já não agüento mais, estou morta de cansada e já não consigo nem ficar em pé…
Ludugero, então, solícito, pediu um tempinho aos amigos , tomou a mulher pelo braço e a levou para o aconchego do lar. Não sem antes lembrar:
— Ta vendo, mulher, você vem uma veizinha e fica assim parecendo que caiu de um avião. Isto é para você ter uma idéia do meu sofrimento que passo por este suplício todo fim de semana…

J. Flávio Vieira

Sr. João, Em noite Cyberrústica!

Com o mesmo bom humor que leva em vida e que o leva leve aos palcos, João nos presenteou com um show descontraído, poético/musical com ingredientes futuristas. Nada perde pra nada, tudo se transforma! Esta foi a performance de um vendedor de cordéis do velho e do novo mundo.

Sr. João abre o Show!

Leituras e releituras.

O futuro do pretérito!


Meio DJ e completamente show!

Entre Rabecas e Micros… Violas e poesias!


Um micro e um fone para o Nico, não foi suficiente, ele tinha muito a dizer!

Fotos: Pachelly Jamacaru
“Direitos reservados”

Ateliê Ambiental do Caldas

Macrofotografia: Leo Dantas

Consciente de seu papel social, o Diretor de Produção Cultural, Artista Visual e Gêstor de Projetos Artísticos, Culturais e Socioambientais Leo Dantas e o Produtor Cultural e Fotografo Ambiental Experimental Siqueira Jr., ampliam suas ações através do projeto ATELIÊ AMBIENTAL DO CALDAS, projeto este realizado junto à comunidade do Caldas, com a intenção de contribuir significativamente para a integração social, cultural, ambiental e econômica dessa região.

O ATELIÊ AMBIENTAL conta com uma estrutura responsável para atender e identificar demandas sociais, desenvolvendo projetos, seja por meio de parcerias, patrocínios ou projetos próprios. Destacamos ações nas áreas de educação, meio ambiente, cultura e saúde.

O ATELIÊ AMBIENTAL valoriza seus colaboradores, oferecendo novas oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional, com projetos de treinamento, qualificação, educação,educação ambiental, saúde, arte e cultura além da promoção do bem estar.

PROJETOS SOCIAIS, CULTURAIS E AMBIENTAIS

Em razão da vontade de contribuir efetivamente para uma transformação positiva da comunidade onde se insere, o Ateliê Ambiental do Caldas realiza iniciativas de investimento social estratégico através da busca e repasse voluntário de recursos privados e públicos, de forma planejada, monitorada e sistemática, para realização de programas e projetos sociais, culturais e ambientais que contribuam para o desenvolvimento duradouro e auto-sustentável da comunidade nas áreas de interesse e influência dos seus projetos.

As ações de investimento social, para o Ateliê Ambiental do Caldas, podem ser classificadas em:

– Ações estruturantes: são aquelas feitas em parceria com o Poder Público que prepara a infra-estrutura local para a inserção do projeto central.

– Ações sociais, ambientais e culturais: são aquelas que contribuem para o desenvolvimento sustentável da comunidade, através do fortalecimento do capital social e humano, principalmente nas áreas de saúde, educação, geração de renda, meio ambiente e cultura.

O ATELIÊ AMBIENTAL tem sempre como prioridade, os projetos que se enquadram em uma das classificações acima mencionadas e de acordo com os seguintes critérios:

– Sustentabilidade do projeto

– Empreendedorismo

– Inovação
– Pesquisa e Novas Tecnologias

PROGRAMAS DESENVOLVIDOS PELO ATELIÊ AMBIENTAL:

Estética Visual O Ateliê incentiva e traz para o distrito do Caldas um programa em Artes Visuais e Audiovisual, denominado “Estética Visual”. Membros da comunidade participão de palestras, visitas monitoradas a galerias de arte e centros culturais, exposições e oficinas de “Sensibilização Estético-Cultural” em que recursos de vídeo, fotografia, e internet, são utilizados para identificar, registrar, formar acervo e promover identidade sociocultural e socioambiental local. Além dos resultados artístico-culturais, o projeto alcançará conquistas sociais e elevará a auto-estima dos participantes.

Natureza Viva – O Ateliê busca promover a conscientização ecológica de moradores locais, através de oficinas, apresentação de vídeos educativos, exposições de projetos e ações do programa, alertando a comunidade sobre a necessidade e importância da preservação do ambiente em que vivemos.

Arte na Infância – O programa leva a comunidade oficinas compostas por atividades teórico-práticas, palestras e exposições com o objetivo de promover, valorizar e divulgar as artes visuais produzidas por crianças. O programa contribui para as descentralizações culturais, abrindo espaço para manifestações das periferias sociais e incentivando as expressões artísticas na infância sempre trabalhando as questões socioambientais.

Prevenção e Combate a IncêndiosGestão da Água – O programa visa, através de palestras em parcerias com órgãos governamentais e não-governamentais (Ibama-APA-Flona-Ong´s-etc), assim como oficinas teórico-práticas, apresentar e orientar alunos da rede pública de ensino e comunidade para conscientização de todos, das graves conseqüências produzidas pelos incêndios e sobre a Gestão da Água. Através do programa de Prevenção e Combate a Incêndios e Gestão da Água, alertaremos nossa comunidade sobre os perigos e a importância de preservamos nossas florestas nativas.

PROJETOS POR PROGRAMA:

Estética Visual

· Ateliê de Pesquisa e Criação em Novas Mídias;

· Projeto Pode Entrar-visitas monitoradas;

· Oficina de Colagem;

Natureza Viva

· Projeto Percepções Naturais;

· Projeto Olha o Passarinho;

· Oficina de Fotografia Ambiental;

· Oficina de Vídeos Ambientais;

· Cine Ecologia.

Arte na Infância

· Arte com Folhas;

Prevenção e Combate a IncêndiosGestão da Água

· Oficina – Uso Alternativo para Fogo e Impactos do Fogo no Meio Ambiente – IBAMA;

· Palestra – Legislação Ambiental – Batalhão da Policia Ambiental;

· Oficina de Primeiros Socorros e Salvamento em Ambiente de Selva – Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará;

· Palestra – A Importância da água para a vida – IBAMA;

· Oficina – Gestão e Uso da Água;

Vale a pena dar uma olhada também:


ateliêambientaldocaldas@gmail.com

http://atelieambientaldocaldas.blogspot.com/

IEC inicia trabalho com Mulheres do Coco

Com o objetivo de realizar de visitas e registros audiovisuais das atividades nos terreiros dos brincantes da cultura popular da região do Cariri para produção de documentários e disponibilizar às escolas públicas, incentivar as “Rodas de Conversa” entre pesquisadores, estudantes, artistas e brincantes (in lócu) e criar pagina virtual para divulgação das pesquisas desenvolvidas na universidades sobre as temáticas Cultura/ Grupos da Tradição Popular/Identidade/Patrimônio Imaterial , Religiosidade e questões correlatas, o Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, vinculado a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri – URCA, inicia na manhã deste sábado, dia 27, o Projeto “No Terreiro dos Brincantes”.
A primeira ação acontece junto às Mulheres do Coco da Batateira, no bairro Gizelia Pinheiro no Crato. O Coco das Mulheres da Batateira teve inicio no final da década de setenta do século passado, a partir de uma curso de alfabetização de jovens e adultos e atualmente reúne cerca de 20 mulheres entre 50 a 80 anos. As mulheres se dividem entre cavalheiros e damas, tendo em vista, que na época, os homens não queriam participar.
Para a mestra Edite Dias (foto) essa será uma oportunidade importante para divulgar o trabalho do grupo. “Nunca ninguém fez um documentário sobre a gente” destaca. A Mestra enfatiza que uma das lutas do grupo é conseguir um terreiro para que a comunidade tenha um local para os ensaios dos grupos. As Mulheres do Coco ainda mantém um grupo mirim de Coco e de Maneiro Pau e na comunidade existem outras manifestações como a Capoeira e os Irmãos Aniceto. Mestra Edite se orgulha da brincadeira “temos um trabalho bonito e bem feito”, mas frisa que é preciso existir apoio para a manutenção do grupo.
Para a acadêmica de Ciências Sociais da URCA, Ruth Rodrigues, que é monitoria do Projeto, a proposta possibilita mostrar a pluralidade da região do Cariri no que se refere as manifestações da cultura popular.
A acadêmica de Pedagogia, Cícera Araújo, também monitora, enfatiza que esse projeto é importante para valorização da cultura popular e para mostra a educação não formal praticada nos terreiros.
O professor Alexandre Lucas, idealizador da iniciativa destaca que um dos principais proveitos sociais do projeto “No Terreiro dos Brincantes” é contribuir com a memória e a disseminação da diversidade de manifestações da cultura do povo.
O Projeto será desenvolvido até dezembro deste ano e a intenção é produzir 11 vídeos com manifestações de outras cidades da Região do Cariri.
Serviço:
Informações adicionais na PROEX
(88) 3102 1200

Oficina PERCEPÇÕES NATURAIS – Ateliê Ambiental do Caldas


No primeiro momentos o mediador Leo Dantas conversou sobre meio ambiente, preservação, formas de contato com a natureza e formas de olhares mais voltados para os objetivos da oficina, tendo como consequencia uma grande atenção desenvolvidas pelos participantes, onde os mesmos fizeram em seguida suas colocações sobre as suas formas de ver o ambiente em que estão inseridos, a sua real importância e como cada um vê a natureza a sua volta, conversando sobre o que esperam da oficina, sobre fotografia ambiental e sobre como cada um desenvolve seu senso crítico enquanto moradores do local em que esta inserido o projeto socioambiental Ateliê Ambiental do Caldas.

No primeiro momentos o mediador Leo Dantas conversou sobre meio ambiente, preservação, formas de contato com a natureza e formas de olhares mais voltados para os objetivos da oficina, tendo como consequencia uma grande atenção desenvolvidas pelos participantes, onde os mesmos fizeram em seguida suas colocações sobre as suas formas de ver o ambiente em que estão inseridos, a sua real importância e como cada um vê a natureza a sua volta, conversando sobre o que esperam da oficina, sobre fotografia ambiental e sobre como cada um desenvolve seu senso crítico enquanto moradores do local em que esta inserido o projeto socioambiental Ateliê Ambiental do Caldas.

Em seguida foi proposto aos alunos a observação de uma árvore centenária que faz parte do jardim do Balneário do Caldas, árvore esta já tantas vezes vista só que de uma forma diferente, e que neste momento da oficina passou a ser nosso objeto de pesquisa, propomos assim, que os mesmos a observassem e a preservassem, percebendo acima de tudo sua imponência, forma, cor e fragilidade, e que sem nosso olhar de preservação ela poderá em um futuro muito próximo deixar de existir.

Cada participante buscou na mesma um objeto de pesquisa secundário, olhando mais atentamente para todos os elementos que ali estavam inseridos, sejam eles plantas a sua volta, folhas, flores, insetos que residem nas suas raízes, cores que a compõem, para assim sentirem toda a força daquela planta.

Pedimos aos alunos que chegassem mais próximos para desenvolverem um olhar mais detalhado sobre a árvore, buscando elementos escondidos por toda a planta, e eles atenciosamente o fizeram, descobrindo cada vez mais elementos para nossa pesquisa visual.



Podemos perceber ao fim do primeiro dia da oficina, que todos ficaram muito satisfeitos com a pesquisa visual trabalhada naquele momento, e percebemos acima de tudo que os alunos jamais iriam olhar para aquela árvore sem a perceber e sentir, pois a partir deste dia, eles seriam observadores da natureza a sua volta, desenvolvendo assim um olhar de preservação como nunca haviam feito antes.

Turma da Oficina PERCEPÇÕES NATURAIS:

Tomás Inocêncio dos Santos
Francisco Hélio Luna
João Victor da Silva
Maria Beatriz Santos
Adiny Stefanny Alencar
Jonas Vinícius de Brito
José Wilian de Sena
Bruna Ariana Sousa
Ermisson Bruno Luna
Odair Sebastião dos Santos
Maria Eulália dos Santos

Mediadores:

Leo Dantas
Siqueira Jr.

ateliêambientaldocaldas@gmail.com


Um pedacinho do Nordeste na Lapa



Todo domingo, a festa Terreirada Cearense leva coco, reisado e forró ao território do samba.
Carnaval chegou mais uma vez, e, por mais empolgado que eu esteja para brincar no maior número de blocos possível, engana-se quem acha que a minha dica de hoje está ligada ao samba.
Apesar de adorar a folia de rua da cidade, gosto de reservar pelo menos um dia do carnaval para fazer algo novo e diferente, e este ano a pedida é, sem dúvida, a Terreirada Cearense.

A festa acontece há um ano na Lapa e nasceu de um grupo de artistas e músicos cearenses
radicados no Rio que queriam, além de reunir amigos, celebrar as suas raízes nordestinas por meio da música. Focada no grupo Geraldo Júnior e Forró de Raiz – que toca um repertório autoral recheado de coco, reisado, cabaçal e, obviamente, forró – , a Terreirada tem um clima animado e romântico de show de quermesse nordestina, que nunca vi por aqui. E me arrisco até a dizer que talvez nem na Feira de São Cristóvão se escute numa só noite a quantidade de ritmos nordestinos diferentes contemplada nessa festa.

De acordo com o próprio Geraldo Júnior, além de resgatar as raízes nordestinas, a Terreirada é também um ato político, que visa a levar à Lapa música brasileira alternativa, diferente da que o bairro está acostumado a ouvir – leia-se principalmente samba.

Tiro mais do que certeiro, pois a Terreirada certamente trouxe um sopro de originalidade às noites do bairro.

Com edições todos os domingos, às 21h, a Terreirada já passou por várias casas da Lapa e seu palco atual é o Centro de Teatro do Oprimido. Neste domingo de carnaval, a festa conta ainda com convidados especiais. Então, abandonem as marchinhas por uma noite e viajem para o Ceará com a Terreirada.

Garanto que, como eu, vocês vão se tornar fregueses.

Terreirada Cearense:
Centro de Teatro do Oprimido. Av. Mem de Sá 31, Lapa – 2232-5826. Dom, às 20h.
Mulheres sete reais e homens dez reais.

João Sette Camara

joaosettecamara@gmail.com.

RAPADURA CULTURARTE Nº 02

27 de fevereiro de 2010
Local: Praça da Sé
Horário: 8:30h

Dedicado ao Bairro Pinto Madeira
Tributo a Marinês

1. Artigo: A farsa da romaria e as chamas do caldeirão.
Alexandre Lucas – Leitura: Jorge Carvalho

2. Histórico do Bairro e Medalha de Honra ao mérito.
Apresentações culturais do bairro.

3. Leitura dos Cordéis:
– Valdetário Andrade – Novo Presidente da OAB/CE
Autor: Luciano Carneiro de Lima
– Educação inclusiva requer participação
Autora: Maria do Socorro B. Brito Matos
– Oitenta anos de idade, saúde e dedicação – Irmã Edeltraut Lerch
Autor: José Joel de Souza

4. Homenagem ao Senhor Valdetário Andrade

5. Homenagens: Pedro Francisco Pessoa
Franzé Sousa (Diploma de Honra ao Mérito)
Televisão Verdes Mares – 40 anos (Diploma de Honra ao Mérito)
Irmão Edeltraut Lerch
Primo – Poeta (Diploma de Honra ao Mérito)
Seu Antônio da Bica.
William Brito (Diploma de Honra ao Mérito)
Francisco Rodrigues Correia – Pintor
José Bonifácio Macedo – Jardineiro
Mazinho – 70 anos (01/03/1940)

6. Entrega de 500 (quinhentos) tijolos para a Associação dos Moradores do Sítio Brejinho. Sede em construção.

7. Lembrando os 70 anos de Correinha.

“Negar a cultura popular é
rasgar a nossa própria identidade”
Eloi Teles

“Um país sem cultura popular,
nunca será uma nação”
Candéia

O Planalto Central se rende à literatura caririense. por Elmano Rodrigues Pinheiro




Numa noite que Brasília, parecia sofrer os efeitos de um terremoto com a crise política da renúncia de seu Governador, a comunidade cearense prestigiou um evento que abrilhantou o mundo cultural da cidade. O lançamento do romance “Levado ao Vento”, do escritor caririense Geraldo Ananias Pinheiro.
Com um acabamento esmerado, e cuidando com dedicação de todas as etapas da construção dessa obra literária, Geraldo Ananias nos mostrou sua inspiração gerada no sopé da Serra do Araripe, nos trazendo imagens reais de um enredo onde os personagens desfilaram na realidade de um mundo onde viveu seus melhores momentos, e que soube transladar com esmero para esse romance, que sucede seus dois belos contos, Foi assim…., e Réstias do Tempo.
Ler mais essa obra de Geraldo Ananias, é viajar por um mundo tão familiar, que nos sentimos co-autores de todas essas passagens, que de certa forma é um pouco da nossa vida, e de nossas belas recordações interioranas.

CAMPANHA DOCUMENTÁRIO SOBRE O LIXÃO

Desde o dia 22, deste mês de Fevereiro, o Projeto Nova Vida situado no “Gesso” estará recebendo doação de garrafas pet vazias de qualquer cor, com capacidade de dois litros, para que possa se iniciar a construção de uma poltrona reciclável, cuja sua utilização está destinada pelo diretor do novo documentário produzido na região do Cariri que narrará a história do lixão e de seus catadores, com ênfase na temática sócio-ambiental, realizado em parceria com o SESC, Projeto Nova Vida, URCA-IMAGO, Coletivo Camaradas, pelo Projeto Fazendo Arte, sob a coordenação da Fatinha Gomes.

O lixão do Crato, com toda sua problemática, ainda está longe de ser alvo de interesse público no sentido de uma organização eficiente das condições de trabalho das pessoas envolvidas no processo de reciclagem e aproveitamento de resíduos tão fundamental ao meio ambiente, quanto ao homem.

É preciso sensibilizar. O meio mais eficiente é mostrando à população em geral, da cidade e da região, que temos que renovar nossos conceitos e práticas no tocante à educação ambiental, bem como com relação ao respeito e dignidade humanas de pessoas em condições de risco.

A produção do documentário espera arrecadar cerca de 400 garrafas pet em condições de aproveitamento finalizando assim o processo de construção da poltrona até a segunda semana de Março. O local de coleta será a própria sede do Nova Vida, sob a responsabilidade do artesão Victor, um dos produtores deste filme. Espera-se que o mesmo seja divulgado em festivais de áudio-visual estreando em meados de Maio deste ano.

Ajude-nos, seja na contribuição efetiva ou na própria divulgação desta campanha!

CONTATOS:

Fatinha Gomes: 88232474
Lílian Carvalho: 88217970