Arquivos mensais: dezembro 2009

Quatro Anos do Enforcamento ou Assassinato de Saddam Husseim?

Por José Cícero
Um artigo escrito em 2006 por ocasião do enforcamento-assassinato do ex-ditador iraquinao e que ninguém da imprensa da época quis publicar. Portanto, prestes a completar quatro anos decidi (re)lançá-lo à guisa de recordação daquele que foi sem sombras de dúvidas um dos acontecimentos mais marcantes e emblemáticos da história mundial. Até porque, desta vez, acredito que não haverá recusa e/ou censura. O título original era: “Saddam enforcado, Bush atormentado… E a história continua!..
O enforcamento do ex-presidente iraquiano Saddam Husseim dia 30/12/06 ao contrário do imenso vazio opinativo de uma imprensa(na sua maioria) pouca insenta, qualitativa e comprometida até a medula com os interesses de Washington nos remete a uma reflexão crítica que não seja a “comodidade passiva e burra” com que o ‘stablishment’ pasteurizado das agências de notícias internacionais nos envia diariamente como mais um enlatado cheio de mentiras e segundas-intenções pra lá de bizantinas, com o único objetivo de aprofundar a alienação, a dependência e a desinformação de parcelas importantes da população mundial.
Todo este engodo ganhara proporções gigantescas a partir daquilo que se convencionou denominar de pensamento único corporificado no chamado consenso de Washington – a marcha-ré do jornalismo político mundial, cuja missão é ocultar muito mais que explicar.
A morte de Saddam, portanto assim como todo o teatro-farsa do seu julgamento foi arquitetado pelo império ianque como mais uma tentativa desesperada de enunviamento da verdade e da fragorosa derrota sofrida pelos EUA na invasão que faz ao país das “mil e uma noites”. Além do mais, o fantasma do Vietnã está rondando a cabeça oca do Sr. George ‘diabo bruxo’, este que em matéria de maldade não fica a dever nada a nenhum carrasco global.
Tudo isso constitui a razão da sua opção deliberada pela mentira, pelas ações beligerantes, expansionistas e de profundo desrespeito a soberania e a autodeterminação de diversas nações do planeta. Aliás, neste particular de promover ingerências e outras intromissões, os EUA são simplesmente insuperáveis…
O duro é aceitarmos todo o silêncio conivente e cúmplice dos países que se dizem democráticos e desenvolvidos em relação a esta evidente e contumaz afronta aos princípios do direito internacional.Basta relembrarmos as invasões de Granada(83), Líbia(86), Nicarágua(86), Vietnã, Paquistão, Iraque(91/02), além de outras tentativas e ameaças que ainda não saíram do campo das intenções. De somenos não foi igualmente a destruição, o genocídio, que fizeram sobre Hiroshima e Nagasaki(45) quando aspiraram(os EUA) passar para a história como os vencedores da 2ª grande guerra mundial.
Desobedecer aos organismos internacionais como a ONU também é outra faceta do governo americano, a exemplo do que aconteceu em relação à segunda invasão empreendida ao país de Saddam, bem como da rejeição da assinatura do protocolo de Kyoto em defesa do meio ambiente. Só para citarmos alguns episódios em que o país do tio Sam contrariou os interesses da humanidade e do resguardo dos direitos humanos internacionais.Existem ainda, aberrações de toda sorte verificadas nas prisões de Abu Graib e Guatánamo onde não há sequer uma acusação formal para os prisioneiros. Humilhações, sevícias, torturas e outros tipos de maus-tratos fazem parte da rotina diária destes verdadeiros campos de concentrações instalados aos moldes nazistas pelo governo dos EUA.
Tem mais: o que dizer do apoio logístico, financeiro e militar conferido à Israel em favor da opressão ao povo Palestino?(legítimos donos daquele território?). Com qual razão os EUA desejam reprovar pela força a fabricação de armamentos nucleares querendo reservar para si o direito de exclusividade na questão da fissão atômica?Não é de hoje os EUA vêm praticando tanto no atacado quanto no varejo, uma das pioradas formas de terrorismo institucional-político: o terrorismo de estado.
Ainda por cima querem passar para o mundo uma imagem que não mais convence sequer o próprio povo americano em relação ao governo que têm. Ora, até mesmo o Sr. Bush para permanecer no poder teve que fazer uso de expedientes espúrios de um processo eleitoral altamente suspeito. É bom que não esqueçamos que as várias ditaduras do século XX contaram com o decisivo apoio da política Norte-americana, inclusive as do Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e do próprio Iraque até que Saddam decidiu não mais aceitar às amarras do pentágono em relação ao petróleo no Oriente Médio, dentre outras ingerências.
Ora, por que o preço do barril tinha que ser decidido pelos EUA e não pelos países produtores? Portanto, se os EUA almejam serem a “palmatória do mundo”; então porque não tenta resolver os graves problemas atualmente vivenciados por algumas nações africanas, atormentadas que são pelas secas, fome, epidemias, aids, guerras tribais e fratricidas e até mesmo por ditaduras cruéis e sanguinolentas? A resposta é óbvia e única: lá os nossos irmãos africanos não dispõem de apetitosas reservas petrolíferas e tampouco gerarão dividendos econômicos e políticos para os pseudodonos do planeta.
Nunca é demais lembrar, por exemplo, que o tal Bill Gate, magnata da Microsoft, nababescamente possui um patrimônio financeiro superior ao PIB de 48 nações do continente africano. Então, é pouco provável encontrar filantropia nestes que vivem a sonhar ser Deus e dominar o mundo…Em linhas gerais, hoje o que a imprensa chama de governo do Iraque é, em suma: um governo de araque, posto que está a serviços dos interesses americanos e ingleses.
Por que será que eles não aceitaram que Saddam fosse julgado assim como Millosevic, por um tribunal internacional? Onde outras nações pudessem também participar do processo? Por que os EUA nunca acenaram sequer com a possibilidade remota de Pinochet vir a ser também julgado por seus crimes sob a forte influência dos ditames da Casa Branca? Por que o enforcamento de Saddam foi antecipado e curiosamente efetuado entre o Natal e o ano-novo(2007)? Será que pelo fato de que o Ocidente estava muito ocupado em face das comemorações natalinas, relevando assim o acontecimento? E que para o Oriente seria uma provocação ao “rajes” o fim do dia do sacrifício no calendário judaico? Ou seja, para nós o sentido era evitar críticas e para os orientais uma desmoralização intencional? Será? Para o governo americano, temos sim que acreditar em papai Noel o suficiente para ficarmos passivos diante de mais esta farsa.
Como se diz; quando Saddam não mais foi últil aos intentos dos EUA e do imperialismo, passou a ser um inimigo perigoso…E a pena de morte? Cadê os países que se dizem contrários a ela. Por que não se manifestaram? Apenas a França e o Vaticano tiveram uma pontinha de coragem e compostura em dizer algo oficialmente acerca deste caso. No Brasil a timidez do ‘lulinha paz e amor’ foi clamorosa. O Celso Amorim talvez estivesse ocupado demais fazendo sala para o bom-velhinho e enfeitando sua árvore de natal nesta data.No entanto, a derrota de Bush: com ou sem Saddam no Iraque começa a se transformar num fato consumado.
A partir de hoje(30/12/06) é bom saber que todo o cinismo americano permanecerá exposto com Saddam no patíbulo e lá permanecerá por muito tempo pendurado, até que todo o mundo possa vê o quanto a intolerância pode fazer mal a quem dela se utiliza como instrumento de poder(nos dois casos).Engana-se, portanto quem pensar por outro lado, que com a eliminação de Saddam os carrascos do imperialismo mundial sairão vitoriosos desta empreitada histórica da coexistência pacífica entre os povos do planeta.
A queda da popularidade de Bush entre seus próprios compatriotas certamente foi o motivo da antecipação da morte de Saddam e com isso poderá vir a provocar quem sabe, a ressuscitação da figura de Bin Laden. Sem eles, a partir de então, os governos de G. Bush e Tony Blair não têm razão de ser, visto que estão lucrando com a promoção da guerra e da corrida armamentista mundial…
Por fim, Bush já é por si só um evidente fenômeno da ciência: um anencéfalo que conseguiu sobreviver chegando a idade adulta e Blair um janota da teomania que só consegue enxergar o mundo diante dos seus espelhos, qual uma analogia ao próprio mito da caverna de Platão.Enfim, a história um dia nos dirá quem sairá dela como o mais cruel dos derrotados – Bush ou Saddam! Neste instante, ambos se igualam e complementam-se no exato grau da maldade e da megalomania que nutriram em relação ao poder que concentraram a partir do instante que se imaginaram eternos poderosos ao brincar de Deus com as formiguinhas.
(*) José Cícero
Professor, Poeta e escritor
Aurora-CE.

Primeiro Cariri Encantado de 2010

O primeiro programa Cariri Encantado de 2010, a ser veiculado neste dia primeiro de janeiro, terá a seguinte programação:

Músicas:
– Canto Cariri, de Lifanco e Kael, com Lifanco e Lívia França;
– Maria e Marquim , de Eugênio Leandro e Patativa do Assaré, com Eugênio Leandro;
– Galope Diferente, de Jonteilor, Cícero Brasil e Edvânio Nobre, com Jonteilor;
– Borboletas Azuis (Asas de Jesus), de Dudé Casado, com Dr. Raiz;
– Lamento de um povo, de Luiz Fidélis, com Luiz Fidélis;
– Num truvejo de vontade, de Geraldo júnior, com Zabumbeiros Cariris;
– Flor do Pequi, de Cícero do Assaré e Jackson Bantim, com Herdeiros do Rei;
– O discurso, de Abidoral Jamacaru, com Dihelson Mendonça e Abidoral Jamacaru;
– Tinhozinho, de Luciano Brayner, com Luciano Brayner.

Textos e poesias de Carlos Rafael Dias, Lupeu Lacerda, Domingos Barroso e Carlos Drummond.

O programa Cariri Encantado é transmitido todas as sextas-feiras, das 14 às 15 horas, pela Rádio Educadora do Cariri AM 1.020 e veiculado na Internet por cratinho.blogspot.com, com apoio do Centro Cultural BNB e apresentação de Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.

Se ligue!

Feliz 2010!

Estamos entrando em um tempo novo: Ano novo, década nova.

Aparentemente, uma alteração no calendário não significa, a priori, uma mudança de rumo na vida e no mundo. Mas, individualmente, esse marco pode representar uma guinada para melhor na vida de cada um.

Para tanto, é preciso somente a vontade de mudança. Ou ter disposição para enxergar o mundo por uma nova ótica. Ou assumir uma postura diferente de vida.
A mudança pode até ser individual, mas nunca egoísta. Já disse o poeta: é impossível ser feliz sozinho.

Um novo mundo, um novo tempo, é sempre uma construção coletiva. Ninguém acorda só. Ninguém chora ou sorri solitariamente. Ninguém ama somente a si. Ninguém se salva sozinho. Qualquer projeto de ordem pessoal, por mais simples que seja o seu objetivo, sempre beneficiará os mais próximos. Um projeto individual pode ser o início de uma reação em cadeia e de alcance ilimitado.

Portanto, esse desejo de começar um novo tempo, uma nova vida, tão recorrente a cada ano novo, pode ser de fato o início de um novo ano, um novo tempo, uma nova vida, um novo mundo.

É o que desejo de coração para todos os amigos e leitores deste blogue.

Carlos Rafael Dias

A Festa de Olugbejé

Quem são estas figuras esquálidas , transpirando um consolado sofrimento, que se postam pacientemente sentados , em volta do Terreiro, como se esperando a aparição súbita da Virgem? Trazem consigo um ar cansado , como se houvessem sido arrancados, a contra vontade, de uma tela de Portinari. São faces apáticas , tintas de desencanto, onde no entanto, sublevam-se, misteriosamente, raros fios de esperança. À sua volta o Terreiro Axé Ilê Uilá, fazendo um brusco contraponto, explode de alegria. O calor de Agosto parece se amplificar nas cores branca, preta e marrom- rajado, em homenagem a Omulu. É a Festa de Olugbejé que reverencia o Orixá da Saúde e das Pestes. O Runtó , num canto, percutindo o atabaque, imprime um ar de estranho mistério no ambiente. A gugura é dada, fartamente, em oferenda ao Orixá. Quase que matematicamente os circunstantes saúdam Omulu:
—- Atótóo !!!!!
Em suas vestes sacerdotais, Pai Katolé, o Babalaoô do Axé Ilê Uilá, , ajudado pelo Pejigan , manipula calmamente o Rosário . Ao derredor seus filhos aguardam, ansiosos , abertura do Oráculo de Ifá.. Anualmente, já é uma tradição, no Olugbejé, Pai Katolé joga os búzios e ouvindo Orunmirá , faz as previsões para o ano vindouro.Fim de século, término de milênio, a solenidade religiosa tomava características bastante especiais. Esta é a razão maior para tamanha concentração naquela Segunda-Feira, no culto a Omulu.
—- Atótóo !!!!!
Em profundo êxtase, Pai Katolé toma da peneira com os 16 búzios sagrados- o Merindologún. A platéia, num misto de ansiedade e expectativa, aguarda as misteriosas palavras de Oludumaré , na certeza de que terá a antevisão do caos ou da bonança. Um agricultor do Barro Branco, face esculpida pelo barro e pelo Sol, adianta-se na primeira pergunta:
— Teremos Inverno , nos próximos anos?
O Babalaoô arremesa os búzios sagrados e, enquanto os recolhe , meticulosamente, responde, com voz cavernosa:
— Chuvas cairão, mais fortes em alguns locais e mais fracas em outros. Onde houver fartura Olurum mandará junto a alegria, onde houver seca dará força e resignação para vencer a sede e a fome.
—- Nosso povo será feliz no próximo milênio , Pai Katolé? Indaga uma mocinha , ainda não contaminada pelo amargor dos anos.
Búzios atirados, atenta leitura feita, o Sacerdote, pausadamente , retruca:
—- Impossível falar-se em felicidade por todo um milênio. A felicidade nutre-se na água da fugacidade. É volátil e transitória por própria essência. Fosse eterna, não teria qualquer significado, talvez se chamasse monotonia. Ela só existe com sua irmã xifópaga: a Tristeza. A felicidade, por outro lado, é um estado de espírito pessoal e intransferível, independe de tudo que está ao seu derredor. Não tem cabimento, pois, falar na felicidade de um povo ou de uma nação.
Os atabaques marcam ritmadamente as palavras do Pai de Santo.Sem piscar os olhos, a platéia bebe sôfrega os ensinamentos do Sacerdote de Ifá.
— No próximo Século, Pai Katolé, os pobres terão direito ao Reino da Terra ou precisarão esperar pelas benesses do Reino de Olurum, após a morte?
Búzios abertos, búzios fechados… O êxtase… e a resposta:
—- A terra não foi criada para ser o paraíso de poucos, o purgatório de alguns e o inferno de muitos.Este estado de coisas foi criado pelo próprio Homem e pelas forças negativas espirituais.O Homem tornou-se a anti-matéria do próprio Homem.Só teremos dois caminhos a seguir: ou viveremos com alguma equidade social ou nos auto-extinguiremos como espécie, no planeta.
— O que o futuro, enfim nos proporcionará? O que dizem os búzios?
Olhos fitos na peneira, Pai Katolé em transe, declara:
—- O futuro, amigos, não são as páginas subseqüentes de um livro, previamente escrito e editado. O futuro é uma página em branco e que cabe a nós rascunhá-la , com as multicoloridas tintas da aquarela, com o rubro da violência ou com o preto – e –branco da trivialidade. O futuro é, pois, inescrutável, pois ele existirá como mero reflexo do que formos projetando no presente. Esta pergunta não deve ser feita aos Orixás , mas a nós próprios.
Por fim , um velho de barbas brancas caídas ao peito, interroga:
—- Qual serão os acontecimentos mais importantes do próximo milênio?
Pai Katolé lança os búzios, num movimento nervoso. Os olhos brilhantes fitam-nos dispersos erroneamente na peneira. O Babalaoô, com voz doce, conclui:
—- Muitos acontecimentos pretensamente soberbos acontecerão nos próximos mil anos, mas os mais importantes continuarão sendo: a alternância do sol e da lua, a áurea e púrpura floração do Pau-d’arco nas encostas das serras e o voejar despretensioso das borboletas nos campos de girassóis…

J. Flávio Vieira

Sancionado o Simples da Cultura

Em 2010, artistas e produtores culturais poderão pagar menos impostos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei que enquadra produções cinematográficas, artísticas e culturais no regime de tributação para Micro e Pequenas Empresas. Na prática, isso vai permitir que, a partir de 2010, trabalhadores do setor cultural passem a pagar uma alíquota mínima de 6%, em vez dos atuais 17,5%. A sanção foi publicada no Diário Oficial da União (Seção 1, página 1), desta terça-feira, 29 de dezembro.
Ao todo, o Simples da Cultura – como ficou conhecida a Lei Complementar nº 133/2009 – une quatro impostos federais, um estadual e um municipal. O texto sancionado altera a Lei Complementar nº 123/2006 (que instituiu o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte) para que trabalhadores do setor cultural possam ser enquadradas na tabela do chamado Simples Nacional.
No último dia 22 de dezembro, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, intermediou um encontro entre o representante da Associação dos Produtores Teatrais do Rio de Janeiro (APTR), Eduardo Barata, com o Presidente da República.
Na ocasião, Barata entregou uma carta ao presidente Lula reforçando a necessidade do reenquadramento dos produtores culturais no Super Simples e obteve como resposta a certeza de que a matéria seria sancionada ainda este ano.
Histórico – Na primeira reunião ministerial de 2009, a questão da tributação na área cultural foi apresentada pelo ministro Juca Ferreira que foi autorizado, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a buscar uma solução. No mês de abril, foi enviada a Mensagem Presidencial ao Congresso Nacional encaminhando a proposta de alteração da Lei Complementar nº 123/2006.
Fonte: MinC

Cultura de Juazeiro consegue verbas para investir nos grupos populares

A Prefeitura de Juazeiro do Norte, através da Secretaria de Cultura conseguiu uma verba de R$ 38 mil, junto ao Banco do Nordeste do Brasil – BNB – para aplicação nos grupos de cultura popular do município. Os representantes dos grupos se reuniram com a secretária Glória Maria Tavares Romão para definir a forma de divisão dos recursos. Uma reunião foi marcada para o dia 2 de janeiro para programar o Dia de Reis. Grupos de reisado, lapinha, bacamarteiro, maneiro pau, bumba-meu-boi e dança do coco estarão se apresentando em evento previsto para o dia 6 de janeiro, na Praça Padre Cícero.

Exposição inaugurada em Nova York reúne esculturas de poeira

Uma exposição inaugurada nesta semana em Nova York reúne inusitadas esculturas feitas de poeira. O artista por trás da obra, o britânico Paul Hazelton, conta que a ideia de trabalhar com poeira veio do fato de ele ter crescido em um ambiente “extremamente limpo”.
“Um dia percebi uma camada de pó sobre uma máscara e vi que eu consegui removê-la quase inteira. A partir daí, passei a ‘colecionar’ a poeira e a explorar maneiras de transformá-la em objetos tridimensionais”, revela. Sua técnica consiste em umedecer o pó, moldá-lo e secá-lo com cuidado. A exposição na galeria de arte Rare, em Nova York, vai até o dia 16 de janeiro.
Fonte: bol

2010 – Mais que um ano-novo, um sonho coletivo*

Por José Cícero

Neste ano de 2010
quero de novo
todas as minhas utopias
até mesmo as impossíveis;
Uma a uma renovadas.
Como um rosário de contas
disperso e que juntamos
sobre a superfície longa
dos meus sonhos mais ousados
e mais incríveis.
Quero ainda,
que as minhas esperanças teimosas
sejam como foram antes:
Uma grande estrada
que se bifurque para todos os lados.
Uma ponte para o desconhecido.
Um encontro para a conquista.
Braços abertos e espíritos desarmados
para abraçar meus inimigos verdadeiros.
Uma escada para o Olimpo
das coisas que nos engrandece
a alma, inteligência e a sabedoria.
Que neste ano alvissareiro de 2010
a própria existência como um todo,
se rejuvenesça na mancietude do mundo.
Assim como na consciência das massas,
diante da política e da ecologia.
Na coexistência pacífica das raças

de um mundo sem fronteiras.
Como o rosto da criança
Feliz da vida…
Iluminado com o sorriso inocente
diante do papai Noel;
recebendo o seu presente.
Quero de novo,
que minhas ilusões possíveis
e inimagináveis,
tal qual um realismo fantástico
de vez se fortaleçam,
para que assim eu consiga
sempre acreditar
na glória do amanhecer
que agora se renova
diante da vida,
e dentro de mim.
Como uma manhã de sol.
Aurora dos deuses,
clareando o meu semblante.
Para que eu consiga
de novo acreditar
no exército dos meus semelhantes.
Como uma trincheira de luta
travando, ante a face de Deus,
o bom combate.
Um bastião de sonhadores
desfraldando junto comigo
a bandeira da vida.
Em nome do futuro
que nos espera.
Na construção da felicidade coletiva.
Como um sonho antigo
que nos anima
e que anos a fio
tenho pacientemente acalentado,
guardado comigo.
No mais profundo do meu ser.
Como um legado,
Que com unhas e dentes
terei que construir para meus filhos.
(*) José Cícero
In Abstrações do Acaso/08
Inédito