Arquivos mensais: outubro 2009

Começa hoje:21/10/09 a fase nacional do festival Cariri da Canção!

Com atrações variadas, entre MPB, forró pé de serra,reggae e a atração nacional: Chico César, a segunda fase do festival vem nos presentear com música de bom gosto e de alto nível, concorrentes experientes do meio artístico nos darão jóias que ficarão e marcarão a história, é a oportunidade do reencontro da população caririense com a cultura, com os festivais que tinham sido esquecidos, engavetados por muitos anos, apagando assim a verdadeira chama da nossa cidade como “capital da cultura”, um evento que reunirá os artistas regionais para uma troca de energia, uma devolução justa e necessária da nossa identidade perdida, da nossa referência, das nossas raízes,já que nessa terra brota talento, na música, teatro,artes plásticas, poesia, literatura de cordel,arte como um todo…VIVA A VOLTA DA EFERVESCÊNCIA CULTURAL!

À CONTROLADORIA DO CLIMA, URGENTE – Por Emerson Monteiro

O movimento dos dias enrijece a consciência de quem gosta do prato feito, de preferência cifs e sem ter de lavar depois do uso. O tal “farinha pouca, meu pirão primeiro”, dito baiano dos mais consistentes, a propósito do descaso com que a humanidade conduz só nos beiços do umbigo essa crise monumental sem precedentes do clima do Planeta.
Poucos fenômenos da história conhecida demonstram o tamanho da bronca desse egoísmo galopante que agora parece dominar a mentalidade dos mortais comuns. Iniciaram a longa caminhada futucando beiras de mangue, à busca dos siris abobalhados, catando gravetos para assar javali, no fundo das cavernas escuras, regado a suco de amoras fáceis, nas matas ali por perto, e hoje, graças ao uso desenvolvido de ferro e fogo, arrombam as portas mais intransponíveis do ecossistema, a pretexto de aumentar os ganhos nos produtos internos brutos, para engordar o erário das nações e gerar lucros fantásticos, desaparecidos no ventre promíscuo da besta e nos esgotos das bolsas do mundo, cifras faraônicas transmitidas no cair da tarde pelas telinhas fosforescentes e práticas dos caixões eletrônicos trepidantes.
Enquanto isso, as mãos atadas dos indivíduos apenas perguntam, através das pontas de dedos aos teclados dóceis, onde e quando terminará tanta imbecilidade produzida na farra das autopistas, excrementos de massa informe comandada ao som da voz dos expoentes forjados à custa da ganância e do peso em ouro retirado ou a retirar dos cofres da mesma fornalha coletividade. Líderes artificiais, inautênticos, animais de laboratórios, genéricos, transgênicos.
No outro dia, de narizes entupidos, amarrados nos para-brisas da existência metálica, gargantas doloridas, olhos ansiosos, barrigas obesas, dilatadas ao vento, na força dos momentos incertos das curvas da estrada de Santos, etc.
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(Bom, até aqui era o que vinha escrevendo, nesta manhã bonita de domingo de outubro, quando a máquina travou (das tantas desobediências que comete no transcorrer das produções bissextas).
Nessa hora, enquanto aguardava o retorno das funções, pensei comigo: Também, cara, tu, numa época dessas de calor e sequidão, ondas gigantes, incêndios de matas, desmatamentos galopantes, bombas nucleares acesas em poder de povoados, resolve desancar a civilização para teu puro deleite doméstico de fim de semana, no teu ócio desse quintal solitário, sem quaisquer conseqüências práticas, lógicas e racionais? Quer destoar, com isso e sem condição alguma, o velho coro dos contentes, sem mais nem menos, muito menos autoridade? Baixe a bola, cara, e deixe correr o barco. Logo tu, que vem dos termos memoráveis da estação das flores, The Beatles, Tropicalismo, Cinema Novo, egresso desconfiado sobrevivente da geração perdida dos anos 60, escondido na burocracia dominante, boêmio inveterado, lotado de literatura até dizer chega? E esquecido, nos dias de sol que se apresentam mais constantes e tórridos, das madrugadas esplendorosas e suas alvoradas magistrais? Calma, meu irmão camarada, a toda geração suas contradições e esperanças, e não foste tu quem iniciou o projeto do Universo. Jamais queira tirar a alegria dos que riem nas praças ao som das pagodeiras intensas. Deixe transitar, na tela do infinito os dramas cotidianos, mesclados na dança das horas. Viver a vida, sorrir e sonhar. Faça sua parte. “A cada dia se bastam as preocupações de cada dia”. Cumpra o papel que lhe compete, que assim não atrapalha a performance dos outros, nem esgota suas chances de sucesso).
Deste modo, cumpri a promessa feita a mim mesmo de que, caso recuperasse o documento (qual se verificou) me retrataria perante o leitor, em tempo de reavaliar as ideias que vinham chegando um tanto amargosas quanto à atualidade. Desta vez ninguém fala de guerra ou desassossego. Nada disso, pois “há um tempo para o pássaro, há um tempo para o peixe”, do poema de Vinicius de Morais. Esteja pronto a todo instante. Viva a vida com arte!

Festival do Minuto homenageia Padre Cícero

Por Vitória Régia

O festival do Minuto, um evento competitivo de curtas metragens de nível nacional, homenageia o Padre Cícero ao escolhê-lo como tema. São 3 mil reais como premiação para o melhor vídeo. Todos os trabalhos devem ter a duração de um minuto.
Há outra categoria para a cidade de Juazeiro do Norte. A especial, para os vídeos feitos durante uma romaria que acontecerá dia 2 de novembro. As inscrições seguem até 30 de novembro e podem ser feitas pelo site: www.festivaldominuto.com.br

Curso sobre Intervenções Urbanas é aberto com grande público








Uma das intenções do Curso é incentivar a criação de novos Coletivos de Artistas.

Num clima de descontração e provocação foi iniciado o primeiro módulo do curso Arte Contemporânea: Linguagens das Intervenções Urbanas. Com a temática Arte e Marxismo foram abordadas questões sobre a origem da arte e as relações entre o materialismo histórico e dialético e as suas relações com a produção estética e artística.

A gerente do Sesc Crato , Carla Prata abriu o curso ressaltando a importância da parceria com o Coletivo Camaradas e destacando a importância da arte para significação e ressignificação da realidade.

O curso reuniu cerca 50 pessoas, entre professores de artes, artistas, estudantes universitários e do ensino básico. Ao chegarem no auditório do SESC os participantes tiveram como exercício subir ao palco e folhear materiais sobre arte, como livros, revistas, catálogos e cartões postais. De acordo com o mediador do módulo e coordenador do Coletivo Camaradas, a intenção é possibilitar que durante o curso os alunos possam ter contato com novas visualidades e discursos sobre arte, tanto local como produção de outros países. Ele enfatiza que isso provoca e instiga o processo de criação artística e perceptiva.

‘Aulas’ de bom gosto musical

Por Vitória Régia

Os violonistas Salomão Habib e Fabrício Matos se apresentam nesse domingo (18) no Serviço Social do Comércio – Crato (Sesc-Crato) pela 12ª edição do Sonora Brasil – Formação de Ouvintes Musicais. O tema da terceira etapa do projeto é ‘Violão brasileiro’ e centraliza na música regional dos estados Pará e Paraná.
De acordo com o material para divulgação, Salomão Habib tem 25 de experiência, mas é mais que isso, são quase três décadas de estudos sobre o violão. Foram 13 discos lançados, nada menos que 9 prêmios importantes de primeira posição em composição e uma carreira como compositor, intérprete, professor e pesquisador solidificada no exterior. Faz também uma atividade sem nome específico que consiste em transcrever a música indígena para o violão solo.
Já Fabrício Matos é bolsista da Royal Academy of Music, de Londres – é sabido por todos: a instituição é uma das melhores a nível mundial. Detalhe: ele ganhou o grande desconto por conta do seu desempenho e esforço. Mas Fabrício prima mesmo pela qualidade sonora e fraseológica. Se apresenta como solista e camerista e mantém um trabalho intenso em pesquisa instrumental no violão.
O currículo dos músicos explica os quesitos para a seleção da grade de programação do evento, que exige a valorização das raízes musicais brasileiras, trabalhos de alta qualidade, mas que estejam fora do comércio cultural. Portanto, embora que não-intencional, o evento acaba servindo como uma espécie de aulas que ensinam a ter bom gosto musical.

Repertório

Salomão Habib
Tó Teixeira – Depois da Chuva; Bem-Bem – Chimiscaruncho; Catiá – Quem Sabe Chora – Choro Paraense; Vaíco – Choro da Tarde; Waldemar Henrique – Valsinha do Marajó; Nego Nelson – O Sapato do Velhinho; Claudio Santoro – Prelúdio I; Salomão Habib – Amassando Açaí; Aluísio Laurindo Jr. – Benedicamus Dominus; Sebastião Tapajós – Soldadinho de Chumbo;
Fabrício Mattos
Edino Krieger – Prelúdio; – Romanceiro; Jaime Zenamon – AViúva-Negra; Bruno Kiefer – Música Sem Nome; Esther Scliar – Estudo n.01; Waltel Branco – Choro clássico
DuosSalomão Habib – Carimbo; Cláudio Menandro – Capelinha

Serviço

Onde fica: Serviço Social do Comércio –Crato (Sesc-Crato)
Quanto custa: Gratuito
Quando ir: 18 de outubro às 18h00
Mais informações: (88) 3512- 3355
www.sesc-ce.com.br

Profissionalismo em dança cênica

Por Vitória Régia

O projeto Dançando e Capacitando a Cena do Cariri, uma iniciativa da Cia de dança Alysson Amancio que foi aprovada pela Funarte através do prêmio de dança Klauss Vianna 2009, consiste em aulas para aqueles que atuam no âmbito da dança cênica, mas não possuem título. A idéia é dar técnica, desenvolver e até amadurecer os que fazem a dança no interior cearense.
O programa é dividido em duas etapas: aulas teóricas e práticas. Dentre os professores, – digno de nota o fato de eles serem renomados no cenário nacional de dança – que confirmaram a participação no projeto, estão Flávio Sampaio (CE), Esther Weitzman (RJ), Priscilla Teixeira (RJ), Isabel Marques (SP), Ana Vitória (RJ), Dani Lima (RJ), Lúcia Machado (CE), Paulo Caldas (RJ), Andrea Bardawill (CE) e Paula Águas (RJ).
As aulas tem início em janeiro do próximo ano e perduram até agosto.

Serviço

Alysson Amancio
Tel: (88) 8836-0790
http://www.alyssonamancio.com.br/

Primeiro Coletivo na Periferia










A atividade marcou o primeiro “Coletivo na Periferia” um projeto dos Camaradas que visa possiblitar a discussão e a fruição da arte com e para as comunidades periféricas. A ação foi financiada pelo Centro Cultural do Banco do Nordeste e teve a parceria da URCA e da Mulheres do Coco da Batateiras.
A arte quando é feita com o povo tem sentimento de vida. Esse provavelmente seja o sentimento que norteie as ações do Coletivo Camaradas. A ação no Dia das Crianças na Batateiras – Bairro Gizélia Pinheiro Crato teve início às 8h35 com a chegada dos integrantes do Coletivo Camaradas na Casa da Mestra Edite Dias (Mulheres do Coco da Batateiras). Ao chegar, o grupo foi surpreendido por cerca de 200 pessoas que já esperavam com ansiedade a chegada dos Camaradas.

Em pouco tempo dividimos as tarefas e começamos a montar os trabalhos com a ajuda comunidade. A casa da Mestra Edite foi transformada num atelier. No quintal aconteceram as pinturas de rosto, na sala de jantar foi organizada a oficina de vai-e-vem, na sala de entrada os alunos pintaram com lápis de cor e na varanda foi ministrada a oficina de produção de instrumentos. Já no meio da rua foram realizadas as oficinas de percepção de imagens, de pintura mural e pintura de rosto, além das brincadeiras de bila, bola, peteca e elástico. Um imenso varal foi colocado e a criançada pode expor os trabalhos resultaram das oficinas.

Os palhaços também fizeram a festa. Um grupo composto por 06 palhaços pernas de pau promoveram a arte circense na comunidade. Os adolescentes da localidade também poderão brincar/apresentar a dança do coco e a maneiro pau. O grupo mirim faz parte do trabalho de continuidade do grupo das Mulheres do Coco da Batateiras.

Outro fator importante foi a possibilidade de troca e envolvimento com a comunidade. Momento riquíssimo para a fruição artística e social e isso contribuiu para momentos de descontração e aprendizagem. Além de ter criado uma atmosfera de cores, de movimento e de diversidade.

Todo o trabalho foi registrado através de filmagens e de fotografias.

Neste sentido, realizamos essa experiência e saímos com o sentimento e a convicção mais forte ainda de que a arte pode e ver ser expandida para as camadas populares como ingrediente fundante para a sua emancipação e do nosso povo.

Agende-se para a programação da Bienal de Dança em Juazeiro

JUAZEIRO DO NORTE

Dia 20/10 – TERÇA-FEIRA
20h – Varal – Andréa Sales (CE)
21h – Na dobra do tempo – Lavínia Bizzotto (RJ)
Local: SESC Juazeiro

Dia 21/10 – QUARTA-FEIRA
19h –BR 116 – Alysson Amancio Companhia de Dança (CE)
Local: SESC Juazeiro

Dia 22/10 – QUINTA-FEIRA
19h – Cantinho de nóis – J.Gar.Cia Dança Contemporânea (SP)
Local: SESC Juazeiro

Dia 23/10 – SEXTA-FEIRA
19h – Entre e saia para as entre salas – Cia. Etra (CE)
Local: SESC Juazeiro

Dias 25, 26 e 27/09 (1ª fase) e 09, 10 e 11/10 (2ª fase)
Ação de interiorização ministrada por Flávio Sampaio e Paracuru Cia. de Dança
Sempre de 8h às 12h e de 14h às 18h
1ª fase: Oficinas de Balé Clássico, História da Dança, Dança Contemporânea e Mostra comentada de vídeos de dança (Período romântico e neoclássico),
2ª Fase: Oficinas de Balé Clássico, História da Dança do Século XX, Hip Hop e Mostra comentada de vídeos de dança (Moderno e pós-moderno)
Local: SESC Juazeiro

Serviço:
VII BIENAL INTERNACIONAL DE DANÇA DO CEARÁ – De 16 a 26/10 em Fortaleza, Sobral, Juazeiro do Norte e Paracuru. Toda a programação é GRATUITA. Informações: Rua José Avelino, 495 – Praia de Iracema – Fortaleza – Ceará | 55 85 3219.3803 | bienaldedanca.com | [email protected]