Arquivos mensais: agosto 2009

ALERGIAS X PAIXÕES

Paixão que renasce…
Alergia é uma dor que dá e passas
Fonemas
Alegria é uma paixão que dá e passa
 Poemas…
Alergias em meu ser, ao perceber alegrias
Mau te vejo e como te desejo…
Alegria é uma flor que dá e passa
Uma flor com cheiro de brasa
Anemia é uma dor que dá e passa
Com gosto de uva, amor e passas!
Harmonia é o amor, que dá valsa
Fantasia dos deuses que dá e passa
Alergia é um amor que dá e passa
Esperando um poema com a moça que passa.

Missão de “paz” no Haiti?

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Debate sobre situação no Haiti – 10º Concut – 05/08/2009

Ao contrário do que noticiam os meios de comunicação como as TV ‘s Globo e Record, sindicalistas haitianos afirmam que as tropas brasileiras são responsáveis (ou seja o Governo Brasileiro, logo o comandante Lula) pelas agressões e mortes do povo haitiano, ocorridos nos confrontos que acontecem contra manifestações pacíficas. Nestas manifestações, um instrumento da luta democrática, os haitianos defendem melhorias da qualidade de vida, combatem as terceirizações e desregulamentação de direitos ou lutam pelo aumento do salário mínimo. Não há conflito entre gangues e máfias, o que existe é o enfrentamento de uma minoria haitiana elitista associada aos interesses milionários que oprimem a maioria da população haitiana. Portanto, as tropas brasileiras estão a serviço dos interesses patronais e do imperialismo contra a maioria do povo haitiano. Uma ajuda humanitária se caracteriza por investimentos, máquinas, mão de obra especializada e não tanques, fuzis e botas pisoteando a soberania e a autodeterminação do povo haitiano.

Àqueles que duvidam, os companheiros Louis Fignolé Saint-Cyr e Raphael Dukens fazem um convite: “Quem não está convencido venha ao Haiti e veja, componha
a Comissão de Investigação Internacional”
(que irá ao Haiti de 16 a 20/09).

fonte:http://criaturadesebo.blogspot.com

Reisado de Máscaras é Preservado em Potengi


Um reisado que usa máscaras de couro e madeira está sendo preservado no município caririense de Potengi

Potengi. Nem bem o dia inicia e a luz começa a clarear, os integrantes do Reisado do Sassaré, sítio a 3km de Potengi, estão a juntar as roupas e fantasias dos personagens de um dos reisados mais raros do Brasil. É o único da região do Cariri com a característica do uso de máscaras ou caretas. Confeccionada em madeira e couro, as máscaras são preservadas desde os antepassados e resistem ao tempo. É uma prova de amor à cultura e à preservação de uma arte que não deve morrer, mesmo diante da ausência de reconhecimento no Estado.

Mestre Antônio Luiz de Sousa, desde pequeno, deixava muitas vezes de dançar para escutar os chamamentos do mestre Raimundo Maximiniano. As músicas soavam ao seu ouvido como um aviso do destino. O menino só não aprendeu a fazer as máscaras. Hoje, aos 51 anos, tem a preocupação constante de como fará para dar continuidade a um trabalho onde os próprios filhos adolescentes não se sentem à vontade para dançar na frente dos outros. Sentem vergonha de uma arte que atravessou décadas e, segundo o mestre, desde o seu bisavô tem notícia do envolvimento da família com o que ele chama de brincadeira. A avó já trazia a notícia nos anos 30. Dona Neusa Luzia de Sousa contava as histórias de reisado que sempre encantaram o neto Antônio.

São seis agricultores do Sítio Sassaré, mais os músicos e os personagens. Ao todo, são 12 personagens, que eles conseguem formar. Mas o formato anterior seriam 12 caretas, além dos outros integrantes. Essa tem sido a luta do diretor de Cultura de Potengi, Jefferson Gonçalves de Lima, conhecido por Bob, como forma de resgatar e fortalecer o grupo, que poderá estar fadado a desaparecer caso não haja apoio para continuidade e valorização.

Segundo Jefferson, que junto com o trabalho de resgate vem realizando pesquisas, há outros personagens que precisam ser preservados. A tradição nasceu no município, na comunidade do Sítio Rosário. Lá se realizavam grandes espetáculos aos olhos dos visitantes até de outras cidades da região. Junto com o grupo, a lapinha da comunidade também chamava a atenção do público.

Encontro de mestres
A integração do grupo do Sassaré com os antigos brincantes da comunidade do Rosário tem sido um dos trabalhos de Jefferson. Ele destaca a necessidade de promover os encontros do mestre Antônio com os demais mestres da região. O diretor cita que personagens como Jaraguá, Guriabá e a Margarida estão ausentes da dança dos Caretas do Sassaré, além dos caboclinhos. “É preciso fazer esse resgate e incluir mais brincantes no grupo, para completar a dança, que representa muito para a cultura local e a região”, diz ele. Brincantes como Totonho e Massau, antigos integrantes de outros reisados, têm intenção de retornar para o grupo dos caretas de Sassaré.

Na pequena casa do mestre Antônio Luiz, que há 22 anos conduz o grupo, a sala está cheia de caixas. O violeiro, que mora perto e tem um papel importante nas apresentações, afina o instrumento. Seu Francisco José de Amorim, um dos mais antigos na brincadeira, junto com o mestre, também tem a preocupação de juntar as roupas e incrementar os chapéus. Até para comprar os papéis coloridos para enfeitar as indumentárias foi preciso buscar ajuda da comunidade. Seu Chico lamenta a falta de valorização do grupo na própria cidade em que moram, bem como o reconhecimento da população.

Jefferson chegou à diretoria de Cultura da cidade e um dos pedidos foi para que iniciasse um trabalho de resgate dos Caretas, mas esse trabalho vem de mais longe. Ele afirma que, ao integrar a banda dos Ferréros, de Potengi, decidiu incorporar um pouco da cultura local e o Reisado dos Caretas é presença constante tanto na música, com um resgate da cantorias do grupo, como também a própria dança. E leva o mestre para os palcos por onde se apresenta.

A falta de reconhecimento da população local entristece o grupo, que não deixa de empunhar a bandeira da necessidade de dar continuidade aos trabalhos. Os ensaios acontecem na associação da própria comunidade. Foi melhor para eles, que antes tomavam conta dos terreiros com as danças. As roupas estragavam mais rápido, porque bolavam no chão e a poeira tomava de conta. Há quatro anos estão com as mesmas roupas. A dos ensaios são as mais estragadas. As camisas azuis estão desbotadas, mas o diretor de Cultura garante que já estão sendo providenciadas novas roupas e sem a denominação do bumba-meu-boi, nas costas, como está no uniforme que atualmente o grupo usa. Jefferson diz ser consciente da necessidade de um trabalho de fortalecimento e divulgação do grupo. Ele diz que por conta dessas deficiências, o dia tradicional de apresentação do Reisado dos Caretas do Sassaré, em 6 de janeiro, Dia de Reis, deixou de acontecer no ano de 2004 e por pouco não houve no ano seguinte.

O grupo está concorrendo ao Prêmio Cultura Popular, do Ministério da Cultura. Mestre Antônio ainda não foi contemplado no Ceará como mestre da Cultura e lamenta ter perdido por alguns pontos. Seria de grande importância o complemento para auxiliar o trabalho. Em casa, dona Raimunda Rosa, esposa de mestre Antônio, acompanha todo o trabalho de reunir o material para a viagem.

A apresentação mais distante que aconteceu do grupo foi em Fortaleza. Os passos da dança foram um pouco prejudicados, por terem colocado um tapete no chão, mas conseguiram assim mesmo levar a apresentação até o fim. Dona Rosa se diverte e ao mesmo tempo atende a todos com o cafezinho. Na casa de três cômodos, as fantasias ficam na armadas de varas por cima das paredes. O boi, a velha Quitéria e o velho Bacurau, urubu, ema, entre outros personagens são chamados pelos acordes da viola a invadir o terreiro. Entra o mestre a chamar: “Meu boi bonito, meu boi estrela, touro do gado…”.

RECONHECIMENTO AUSENTE
Artistas lamentam falta de público

Potengi Os caretas começam a se reunir para uma de suas apresentações no início da noite, em Juazeiro do Norte. Parece até um dia de festa. E é festa mesmo. O transporte vem pegar o pessoal e várias caixas são colocadas no terreiro. A preocupação de mestre Antônio Luiz é se vai dar para levar tudo e todo mundo. Mas desde cedo que tudo está sendo preparado. Seu Francisco José Amorim está dando o retoque final nos chapéus. As tiras de papel coloridas são coladas com cuidado nos chapéus em forma de cone. As máscaras são preparadas. Levam até umas miniaturas para vender. Mas, para tristeza de seu Chico, o público que eles esperavam não compareceu.

Às 18h30, marcada a apresentação no Centro Cultural Banco do Nordeste, e umas poucas pessoas perdidas entre as cadeiras da platéia. “Quase não veio ninguém”, diz seu Chico, desapontado. A ausência de público pela falta de divulgação condizente com o valor dos grupos é uma punhalada no coração do artista. E para quem acha que essa violência fica apenas no cenário mais sofisticado, o mestre Antônio Luiz reclama da falta de consideração e reconhecimento do público de sua própria terra, Potengi. “Chegamos a ser chutados nas ruas da cidade durante a nossa apresentação”.

“Chegamos a nos apresentar uma vez e deram, já à tarde, um copo d´água. O pessoal tava já desmaiando de fome”, conta. Essa tem sido uma prática comum para as apresentações com um cachê irrisório, de fazer vergonha, e depois é servido um lanche. Pouco, para quem se contenta em levar a alegria e a arte regional.

O diretor de Cultura, Jefferson Gonçalves, afirma que vem sendo feito um trabalho educativo com crianças e jovens nas escolas locais. O mestre Antônio tem levado às unidades de ensino a sua experiência de brincante e mostrado o valor de preservar a cultura arraigada de seus antepassados. Essa é uma alternativa para se começar a perceber o que poderia ser um símbolo da cultura do município, mais valorizado.

E essa valorização poderá começar a chegar dentro das casas dos componentes do reisado do Sassaré. Os pequenos, filhos dos agricultores, poderão não mais sentir vergonha de “mungangar”. Nos ensaios do grupo, na Associação, os adolescentes param de ensaiar quando a comunidade vai assistir.

Mais informações

Prefeitura Municipal de Potengi
Diretoria de Cultura
Cariri, (88) 3538.1225.

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste
Link Matéria: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=666542

VÍCIOS POR IKARO MAxX

ikaro1A apresentação do blog do poeta Ikaro Maxx mostra bem do que se trata: “Uma mijada pública na cara da Arte, dos deuses, loucura levado às últimas conseqüências, o toque de um orgasmo de pólen na vidraça cinza da tarde febria, o sopro de um anjo solitário que chora um amor perdido nas brumas, amantes fervilhando no leito das ruas, sujando as paredes com a respiração latente de sóis alaranjados e explosivos, cascata de desejos que derrete tua pele numa nuvem chorosa e brinca como uma criança com os insetos inocentes numa terra enlameada”. Ficou interessado? Eis um de seus poemas:

Vício
“todo vício é ainda uma forma de amor”
Dê-me algumas mentiras…
Dê-me algumas…
só mais algumas…
mais algumas ilusões…
desencantos…
Dê-me o seu pior…
dê-me seu desastre, sua falcatrua…
dê-me seu fracasso
sua preguiça…
sua pieguice…
dê-me mais uma vez seu corpo usado…
dê-me mais uma vez alguns suspiros…
palavras falsas…
dê-me outra agulha…
dê-me outra vez alguns servicinhos sujos…
dê-me outra vez um pouco de sua saliva…
dê-me…
dê-me motivos para morrer
dê-me motivos para amargar amor…
dê-me pílulas de dormir…
dê-me leite quente na cara…
dê-me um soco na boca do estômago…
dê-me dias inteiros de melancolia…
noites torturantes de insônia
querendo saber onde você está…
por onde anda…
dê-me uma primavera sem cores
sem flores
inferno das dores
dê-me ao menos um pouco mais
de corda…
de destrato…
de desprezo…
uma mordaça para calar minha sorte…
um espartilho para apertar minhas fraturas…
uma bomba para queimar meu peito…
dê-me seu tesouro valioso
cheio de ódio e rancor…
dê-me o caminho de volta
para abandonar a mim mesm(o/a)
dê-me um castelo em ruínas
uma sarjeta como sala de estar
dê-me um pouco de desespero
de lixo…
de vinho…
de morte…
não quero afundar no vazio
que compõe minha vida!

Ikaro Maxx é paraibano e publicou Manifesto-lançamento do niilismo positivista (2002), Canções Anarquistas para crianças fora do século (2007) e Le Fantôme de Maldoror (2008). Confira entrevista com o autor na Muito que circula amanhã com o jornal A TARDE.

Essa alma iluminada paraibana é graduando em filosofia, amigo meu.

Rebecca Soares – in the sky

Camaradas realizarão intervenções na Paraiíba

O XXIV ENECS pretende se reafirmar como espaço de reflexão de estudantes acerca dos problemas e questões que emergem da pauta política, social e cultural e deverá reunir mais de mil estudantes de todos os estados brasileiros.

Integrantes do Coletivo Camaradas realizarão intervenções artísticas durante o XXIII Encontro Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais – ENECS que será realizado na Universidade Federal da Paraíba – UFPB, em João Pessoa, no período de 29 de agosto a 04 de setembro.
Michael Marques, Cicinha Andrade, Dayze Carla e Amanda Priscila, integrantes do Coletivo e acadêmicos do Curso de Ciências Sociais da URCA são os responsáveis pela ação na capital paraibana e realizarão intervenções que discutem o uso comercial das imagens do Padre Cícero e da Mulher, carimbaço divulgando a suposta realização da bienal da União Nacional dos Estudantes no Ceará em 2011, a qual um dos desafios dos artistas e estudantes que vem batalhando para que esse evento seja realizada pela primeira vez no Estado cearense.
A artista Amanda Priscila será responsável pela realização de uma oficina de stencil, dentro da programação oficial do evento.
O poeta Michael Marques destaca que a participação do Coletivo Camaradas, na fomentação de uma ação engajada e com perspectivas de mudanças sociais vem fortalece a identidade de atuação do grupo. Ele acrescenta que o ENECS é um dos mais importantes eventos acadêmicos do Brasil, por se tratar da construção de novos pensadores sobre a sociedade e futuros Sociólogos.

Para se ter idéia da dimensão do evento a Comissão Organizadora apresenta uma proposta de programação que incluem 112 (cento e doze) atividades do eixo acadêmico (Grupos de Trabalhos, Mesas-Redondas, Palestras, Mini-Cursos), 11 (onze) atividades do eixo político (Grupos de Discussões, Oficinas de Preparação do Ato Público, o Ato Público, Plenária Final) e 40 (quarenta) atividades do eixo artístico-cultural (Oficinas, Shows Musicais, Apresentações de Teatro e Dança, Mostra de Vídeos/Filmes, Artesanatos e entre outros) durante os sete dias de evento.

POEMAS DA VISÃO – Por Emerson Monteiro

As oceânicas vastidões destes olhares escorrem suaves por sobre rochas adormecidas de mundos siderais em longos vôos, histórias abissais e plumas de nuvens brancas, mistérios quiçá intransponíveis na vida de todos os lugares. Belas frações de um tempo depositado no bloco de tantas agonias e incontáveis eras, cores que se revestem de cobre, na sombra granítica dos Andes altaneiros, sinal de um vigor que fala no Poder sem limites. Exatos traços de solitários pousos. Despenhadeiros. Fronteiras. Luzes. Muralhas. E, lá adiante, a Luz esplendorosa, nas asas incomuns de pássaros avermelhados em volteios constantes no espelho das águas no rumo do Sol. Figuras que falam, desenhos que silenciam, nas formas retorcidas da Terra na superfície. Em meio aos fiapos de nuvens tênues, os reflexos de uma cidade recolhida, jeito manso de ruínas, dentro de entranhas e montes. Povos e campanhas de instantes reais. Pequenos seres, criativas visões imaginárias, fiéis e laboriosas, no passo ritmado da pulsação dos corações. Terraços, vestes, tons festivos e rugas, alma de raça sobranceira. Gravação doce de luz na fotografia e nos disparos certeiros do artista, contornos resistentes de espécies a passear no jardim da transcendência – flagrante das bênçãos definitivas.
Além, bem perto, na lente, os desenhos magnânimos da civilização no traçado das ruas de cidade iluminada, pastar indiferente de exóticos animais e as pedras do reino antigo, que apenas repousa de glorioso fausto, passado distante de sorrisos infantis.
São os recortes humanos que permanecem através desse fluir de calendário, lendas e rituais, soma total de chão, homens e marcas, na busca da Infinitude. Olho que se alonga, pois, nos rios horizontais da vista. Lagos. Mares. Pedras. Muralhas. Vastidões. A Lua sempre bela. Tempo depositado nos vôos linheiros da câmera e dos pousos solitários, no instante ausente e presente dos poemas da visão. Figuras que dizem o que a alma silencia. Fiapos de nuvens. Cordilheiras. Frio intenso. Povos e campanhas. Terraços. Vestes coloridas. A doce gravação dos sentimentos no plasma fotográfico, milagre da invenção, e alternâncias, caminhos e solo dadivoso, transformações que acontecem no colo materno da santa Natureza.

Seminário apresenta pesquisas sobre Analise do Discurso na URCA

Neste sábado, dia 29, a partir das 14 h, no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri, acontecerá o II Seminário do GEADIS (Grupo de Estudos em Análise do Discurso). O seminário tem como objetivo apresentar, para a comunidade acadêmica, as pesquisas realizadas pelo grupo no decorrer dos anos de 2008 e 2009.
Atualmente o Grupo de Estudos é coordenado pelas professoras Cláudia Rejanne Pinheiro Grangeiro e Aline Maria Freitas Bussons.
O que é o Grupo de Estudos em Análise do Discurso – GEADIS?
Por Cláudia Rejanne Pinheiro Grangeiro (URCA) e
Aline Maria Freitas Bussons (URCA)
O Grupo de Estudos em Análise do Discurso – GEADIS, da Universidade Regional do Cariri – URCA reúne professores e estudantes dos cursos de Letras, História e Direito, dessa IES além de colaboradores de outras instituições. O grupo conta com duas linhas de pesquisa: (a) Discurso, Cultura e Memória que tem como objetivo analisar discursos, principalmente sobre o Nordeste brasileiro, compreendido como um espaço simbólico constituído de dizeres múltiplos que circulam em materialidades diversas. O corpus preferencial dessa linha de pesquisa são as práticas culturais encontradas com freqüência no Nordeste brasileiro como a Literatura Oral/ Literatura de Cordel, Xilogravura, Lapinhas, Reizados, Bandas Cabaçais, dentre outras. Investigamos os processos de identificação dos sujeitos contemporâneos, principalmente do Nordeste brasileiro, ou seja, como esses sujeitos se relacionam com a sua memória, os seus símbolos em suas mais variadas práticas culturais para se constituírem/serem constituídos, em suas identidades multifacetadas na “sociedade do espetáculo” e (b) Nacionalidade, regionalidade e saber metalingüístico, perspectiva que tem como objetivo construir um conhecimento histórico, pautado sob o olhar do lingüista, acerca da produção do saber metalingüístico no estado do Ceará nos finais do século XIX e início do século XX. Investiga-se esse saber articulado a múltiplos saberes, tal qual o histórico e o geográfico, face à constituição do Ceará perante a construção da nacionalidade brasileira. Como materialidades a ser investigadas abordam-se artigos produzidos por Institutos de Pesquisa e Academias Literárias, bem como, Gramáticas, Dicionários e Vocabulários. O eixo aglutinador das pesquisas são as suas bases teóricas: A Análise do Discurso Francesa com Michel Pêcheux, Michel Foucault em suas interfaces dialógicas com Mikail Bakhtin, Michel de Certeau, Bourdieu, Pièrre Nora e os teóricos da cultura como Hall, Canclini, dentre outros.

Programação:


DATA: 29/08/2009
LOCAL: SALÃO DE ATOS/ URCA
HORA: 14 às 18 h

14 h- ABERTURA: Apresentação das linhas de pesquisa do GEADIS:
(1) DISCURSO, CULTURA E MEMÓRIA
Profa. Cláudia Rejanne Pinheiro Grangeiro;

(2) NACIONALIDADE, REGIONALIDADE E SABER METALINGÜÍSTICO
Profa. Aline Maria Freitas Bussons.

14:30 APRESENTAÇÃO DAS PESQUISAS REALIZADAS NO GEADIS

1. Propaganda do TSE: um lugar de múltiplos sujeitos
Clara Magda Barbosa Alexandre
2. Gênero e discursividade nos anúncios publicitários.
Paulo Roberto da Costa Ferreira
3. Toponímia e Mitos de Fundação no Instituto Histórico, Geográfico e Antropológico do Ceará em finais do século XIX.
Luiz Carlos Cordeiro de Lima
4. Tupi or not tupi: saber metalingüístico e construção da imagem do Ceará (1887).
Aline Maria Freitas Bussons
5. Análise do Discurso litero-musical “ele me deu um beijo na boca” de Caetano Veloso.
Maria Adriana Cruz Figueiredo
6. Análise do Discurso de “O discurso” de Abdoral Jamacaru
Eber Alencar Torres
7. A deglutição do cordel no discurso dos “mauditos”
Cláudia Rejanne Pinheiro Grangeiro
8. Compositores de Forró: discursos transversos.
José Elvis Ermano Moraes

Oficina de Teatro do Oprimido no Crato

Grande contribuição para arte engajada será experimentada neste sábado, dia 29. Um teatro aonde o povo são os personagens.

Integrantes do Programa de Assessoria Jurídica Estudantil – PAJE realizará oficina sobre Teatro do Oprimido neste sábado, dia 29, das 8 às 12 horas horas, na sala de Especialização da Faculdade de Direito da Universidade Regional do Cariri – URCA – Campus São Miguel.

O Teatro do Oprimido, desenvolvido pelo dramaturgo brasileiro, Augusto Boal, falecido esse ano aos 78 anos é um método estético que sistematiza exercícios, jogos e técnicas teatrais que objetivam a desmecanização física e intelectual de seus praticantes, e a democratização do teatro. O Teatro do Oprimido cria condições práticas para que as camadas populares se aproprie dos meios de produzir teatro e assim amplie suas possibilidades de expressão. Além de estabelecer uma comunicação direta, ativa e propositiva entre espectadores e atores. Para Boal todos podem fazer teatro. Todos podem ser personagens das suas próprias vidas.

A integrante do Pajé Jordanna Monteiro destaca que a oficina será gratuita e que a expectativa é reunir 40 participantes. Informações adicionais: 92471411.

Boal no Cariri

Augusto Boal esteve no Cariri em abril de 1988, na cidade de Barbalha-CE, ministrando curso de teatro a convite do Grupo Artístico-Cultural Poesia, Vida & Sangue, então presidido pelo ator e dramaturgo Cacá Araújo. Na época o projeto teve o apoio da URCA e de algumas prefeituras da região do Cariri. Na ocasião participaram diversos atores, diretores de teatro e dramaturgos do Ceará, dentre eles citamos Oswald Barroso, Cacá Araújo, Rejane Reinaldo, Jean Nogueira, Ricardo Correia, Orleyna Moura, Marcos Carvalho, Gênes de Alencar, José Wilton “Dedê”, Edmar Soares, Alemberg Quindins e Adriana Pinheiro. ( fonte: Cacá Araújo)