ACREDITAR EM ALGO A TODO CUSTO

Emerson Monteiro

Resolvera parar com um tanto de assuntos que me tomavam o tempo no dia-a-dia das horas. Agir só quando o estrito e necessário viesse à tona. Deixar as ondas cumprirem sua parte, bem no rigor da palavra. E escrever apenas as listas de compra e o planejamento diário para cumprir nas saídas de rua. Juntar as peças do quebra-cabeça e montá-lo sem agonia, de acordo com os reais e exatos motivos de cada junção, querer conduzir o processo ao sabor de meras intenções individuais; isto é, largar de lado invenções de qualquer tipo.
Nesse procedimento de fluir suave e lubrificado o método vem acontecendo, ao calor dos dias de verão, das mangas saboreadas cedo, de manhã, do alimento do cachorro com restos da mesa da véspera, do aguar das plantas às rápidas visitas à sala enquanto da televisão espalham-se notas dissonantes dos jornais, às latas de lixo misturado com folhas de jornais antigos, esquecidos nos sonhos, um tanto de sonhos aflorados no juízo, até nos cochilos de meio de tarde, aos livros selecionados para a distribuição do final de ano, aos dias e às noites deste tempo sensacionalista que tudo quer invadir e, contudo, permanece sempre a roer as cascas da esperança de novos governantes estrangeiros, maçã a deixar de fora as carnes vivas da filosofia poluidora da civilização de massa.
Blocos quentes de pacotes econômicos caem aos borbotões pelas bolsas do mundo. Nunca se falou tanto em trilhões de dólares quanto nos idos mais recentes. Limites que se avolumaram e não acham mais gretas para se esconder, nesse pedaço cru da história. Os besouros automotores contagiaram o que se pode classificar de tudo o que sobrou dos meios naturais, nma praga do Egito de proporções monumentais que atinge os ânimos fortes do comando financeiro ocidental, os doutores do vasto mundo. Até o aço enferrujou, os vitrais dos templos mercantis, vidros temperados nas altas temperaturas, empalideceram como nunca antes.
De desafio se viva vida… Bons tempos aqueles das modinhas populares fazendo a cabeça das resistências do futuro. E cá vamos nós, através dos corredores inexpugnáveis infinitos no palco iluminado narcisista.
Alguns itens não os detive, a saírem que foram pelo ralo dos dedos, nestas frases incontidas do regime de espera a que me programei. No entanto deixo que façam parte das circunstâncias, que cheguem as novas regras ortográficas do novo português e encontrem gosto em atualizar a linguagem do que, em breve, queira dizer, ao léu dos momentos posteriores.

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