Arquivos mensais: dezembro 2008

Vandalismo no Sítio Fundão



Vandalismo no Sítio Fundão

O patrimônio histórico e cultural pertencente ao Parque Estadual do Sítio Fundão começa a ser destruído por falta de vigilância permanente. Com o abandono das instalações edificadas no sítio Fundão, os vândalos estão tomando conta da reserva ecológica.

Na manhã de domingo, dia 28 de dezembro, uma equipe formada pelo professor Eldinho Pereira, o articulador do SEBRAE Fábio Bezerra e o radialista Ed Alencar, realizou uma caminhada até o sítio Fundão e, para a surpresa de todos, o cenário foi revoltante. Ao longo da estrada que dá acesso ao sítio e em volta da casa de taipa de primeiro andar, haviam sacolas de lixo e pneu com água parada, deixados por uma ação de limpeza realizada por uma ONG local há aproximadamente um mês.

Além disso, a casa de taipa estava de porta arrombada. Na parte superior, haviam marcas de pés nas paredes, o que caracterizava arrombamento e invasão. A instalação elétrica foi danifinada e parte das telhas da casa quebradas. Um móvel rústico deixado pela família Alencar estava quebrado e largado fora da casa, o banheiro estava saqueado e a bacia sanitária quebrada.

É lamentável lembrar que, por várias vezes, denúncias e solicitações, encaminhada até mesmo para o governador Cid Gomes, pediam maior atenção ao sítio Fundão. E não faz tanto tempo que o superintendente da SEMACE Dr. Herbert, reuniu a imprensa e segmentos sociais do Crato para apresentar, com belas palavras e imagens, o novo projeto de reforma e de preservação para o Fundão. Que pelo visto já foi esquecido.

Não adianta mais tampar o sol com a peneira. Se as invasões já aconteciam, com derrubada de árvores e outras ações, agora a coisa atingiu os bens edificados. É de se perguntar ao governo do Estado, se com todo o seu poder de policiamento e de órgãos fiscalizadores, porque não se implanta uma vigilância provisória e permanente, com pelo menos um segurança se revesando no local.

Moradores vizinhos ao parque estadual, são testemunhos da ausência radial no que diz respeito as visitas antes realizadas por policiais e pela SEMACE na área.

A sociedade cratense e os defensores desse patrimônio público, não podem ficar de braços cruzados. Vamos cobrar das autoridades responsáveis o cumprimento da verdadeira finalidade da desapropriação, que era a preservação permanente da área. Não basta construir uma cerca nos limites e passar um cadeado como forma de solução para uma área de 97 hectares de mata nativa. Não por acaso, a família do ecologista e criador da reserva, Jéfferson da Franca Alencar, vem a público protestar o abandono em que se encontra o sítio.

Na noite de Natal

Emerson Monteiro

Às vésperas do Natal, me vem ao pensamento uma história que li certa vez, de autoria do escritor russo Leon Tolstoi, a qual pretendo narrar em seguida.
Próximo de estrada deserta, em região russa com poucos habitantes, morava um solitário casal de anciãos. Era a época natalina. Nesse ano o inverno chegara com intensidade poucas vezes presenciada, de frio excessivo e neve acumulada, isolando ainda mais os moradores daquela área.
Determinada noite, o velhinho sonhou com Jesus a chegar em sua residência e lhe dizer que viria comemorar junto deles o seu aniversário. Podiam aguardar que, de certeza, chegaria para cearem na noite de Natal.
Ao despertar, o homem contou o sonho à mulher, que ficou feliz pela notícia recebida. Nessa hora, trataram de planejar a festa incomparável que se prenunciava. Organizariam as coisas de modo a transformar o pouco de que dispunham num laudo banquete, acrescentado de zelo e amor para com Deus.
Desse jeito se organizaram até que chegou a data prevista. Nesse dia, trabalharam um tanto mais. Casa limpa, tudo brilhando de asseio, lareira esperta e mesa pronta. Transcorreram manhã, tarde, início de noite. Os dois não se cabiam de alegres, vista oportunidade rara com a qual se deparariam.
O tempo lhes aproximava do grande momento, quando ouviram batidas na porta. Rápidos movimentos. Fustigado pela nevasca que cobria a noite de escuridão, humilde viajante, abatido de longa jornada, vinha ali pedir arrancho. Caminhara muito sob difíceis condições. As suas forças exauridas reclamavam urgente repouso.
Os dois velhinhos acolheram de bom grado o visitante. Das mínimas reservas que possuíam ofereceram ao necessitado, servindo, sem outra alternativa, o próprio alimento que haviam preparado à espera do Mestre Divino, motivo principal daquela data.
Nisso as horas se passaram e ninguém mais chegou. Tarde da noite, comeram juntos do que sobrara, indo depois se recolher. No entanto, sensação de surda interrogação permaneceu entre eles: Qual a razão do sonho auspicioso? Deus nunca falta, mas prometera lhes visitar… Ainda assim, deixaram de falar no assunto e seguiram a rotina dos dias.
Menos de uma semana depois, o ancião volta a sonhar. No sonho, de novo se avista com Jesus, vislumbrando boa ocasião de perguntar o que se verificara para não cumprir a promessa do de Natal, ouvindo dele essas afirmações inesquecíveis:
– Lembra do viajante a quem receberam na noite de Natal? – indagou o Mestre, e acrescentou: – Pois sou eu aquela pessoa tão bem recebida pelo carinho dos seus corações. Desse jeito, quando qualquer um fizer o que fizer ao menor dos pequeninos deste mundo, a mim o faz. Saiba disso quem quer crescer no caminho da Eterna Felicidade.

INSTALADA A ACADEMIA LAVRENSE DE LETRAS

No dia 13 de dezembro de 2008, na cidade de Lavras de Mangabeira, foi instalada a Academia Lavrense de Letras, sob a presidência do crítico literário e poeta Dimas Macedo. Em festa rica de entusiasmo e contando com a presença de 2/3 de seus membros empossados no ato, a população do município prestigiou os acadêmicos, comparecendo a missa de ação de graças celebrada na Igreja de São Vicente Ferrer, às 18h, pelo acadêmico Pe. Manoel Amorim. Em seguida, às 20h, na Câmara Municipal, houve a posse dos ocupantes de cadeiras. Falaram na ocasião Dimas Macedo, Jeová Batista de Moura (secretário da entidade), José Linhares Filho (em nome dos empossados), além da prefeita Edenilda (Dena) Oliveira e do presidente da casa legislativa, o vereador João Ricarte. Às 22h, no Colégio Estadual Alda Augusto, foi servido um jantar aos convidados.
Eis a relação dos membros da Academia Lavrense de Letras e dos patronos das suas respectivas cadeiras:

ACADEMIA LAVRENSE DE LETRAS

Cadeira
Patrono
Acadêmico

Cadeira nº 01
Joel de Lima Linhares
José Linhares Filho

Cadeira nº 02
Josaphat de Lima Linhares
Egídio Barreto de Oliveira

Cadeira nº 03
Antonio Filgueiras Lima
Raimunda Neide Moreira Freire

Cadeira nº 04
João Clímaco Bezerra
Francisco Dias da Silva (Ivonildo)

Cadeira nº 05
Joaquim Lobo de Macedo (Joaryvar Macedo)
José Itamar de Macedo Filgueiras

Cadeira nº 06
José Maria Moreira Campos
José Batista de Lima

Cadeira nº 07
Vicente Ferrer Augusto Lima
Hilnê Costalima

Cadeira nº 08
Gustavo Augusto Lima
Rejane Monteiro Augusto Gonçalves

Cadeira nº 09
Antonio Augusto Gonçalves
Jeová Batista de Moura

Cadeira nº 10
Fideralina Corrêa de Amora Maciel (Sinhá D’Amora)
Raimundo Pinheiro Pedrosa (Bruno Pedrosa)

Cadeira nº 11
João Gonçalves de Souza
João Gonçalves de Lemos

Cadeira nº 12
José Zito de Macedo (Zito Lobo)
Marcondes Costa Pinheiro

Cadeira nº 13
Aurélia Teixeira Férrer (Irmã Férrer)
Padre Clairton Alexandrino de Oliveira

Cadeira nº 14
Stela Filgueiras Sampaio
Gilson Batista Maciel

Cadeira nº 15
Almir dos Santos Pinto
Melquíades Pinto Paiva

Cadeira nº 16
Prisco Bezerra
Mário Bezerra Fernandes

Cadeira nº 17
Pery Augusto Bezerra
José Emerson Monteiro Lacerda

Cadeira nº 18
João Milfont Rodrigues (Gilberto Milfont)
Raimundo Nonato Oliveira (Nonato Luiz)

Cadeira nº 19
Manoel Gonçalves de Lemos
Padre Manoel de Lemos Amorim

Cadeira nº 20
Afonso Banhos Leite
Monsenhor Edmilson Favela de Macedo

Cadeira nº 21
Ildefonso Correia Lima
Luíza Correia Lima (Neta)

Cadeira nº 22
Francisco Francílio Dourado
Francisco Vasconcelos de Arruda Sobrinho

Cadeira nº 23
Maria de Oliveira Dias
Rubens Pereira Diniz

Cadeira nº 24
Antonio Bezerra da Silva (Tota Bezerra)
Francisco Bezerra Fernandes

Cadeira nº 25
José Gonçalves Linhares (Zé Linhares)
Stênio Leite Linhares

Cadeira nº 26
Antonio Lobo de Macedo (Lobo Manso)
Dimas Macedo

Cadeira nº 27
Antonio Cabral de Alencar (Cabral da Catingueira)
José Teles da Silva (Zé Teles)

Cadeira nº 28
Francisco Bezerra Sampaio (Chiquinho Bezerra)
Rosa Firmo Bezerra

Cadeira nº 29
Paula Senhorinha Alves Bezerra (Irmã Paula)
Glaura Férrer Dias Martins

Cadeira nº 30
Julieta de Macedo Filgueiras
Argentina Gomes de Morais

Estudantes do Cariri lutam para garantir ônibus para Bienal da UNE

Reunião nesta segunda-feira, dia 22, às 17 horas, no Pátio de Pedagogia da URCA reunirá estudantes de universidades publicas e particulares.

Mobilização será intensa para conseguir levar universitários para Bienal da UNE. Sem uma garantia concreta de como os acadêmicos da região do Cariri irão participar do evento em salvador no período de 20 a 25 de janeiro, a Comissão de Articulação composta por estudantes de várias universidades do Cariri irá recorrer as mais diversas formas de arrecadação de recursos financeiros, desde pedágios, solicitações as prefeituras da região e as administrações de faculdades.
Nesta segunda-feira, dia22, os estudantes voltam a se reunir, a partir das 17 horas, no Pátio de Pedagogia da URCA. Para o acadêmico de Ciências Sociais Michael Marques é importante a participação de todos os estudantes que enviaram trabalhos para a Bienal e os que não enviaram. Ele ressalta que é preciso unir esforços entre universidades públicas e particulares.
Os estudantes acreditam que irão conseguir um ônibus pela Universidade Regional do Cariri – URCA, tendo em vista, o posicionamento favorável do reitor Plácido Cidades Nuvens. No entanto, serão necessários dois ônibus. Conforme a acadêmica de Enfermagem, Kamilla Gomes mais de 40 pessoas só da URCA enviaram trabalhos e ela frisa que a maioria foram trabalhos na área de Ciência e Tecnologia.

Serviço:
Comissão de Articulação da Bienal – Cariri
(88) 92156379 Kamilla Gomes
(88) 88095682 – Michael Marques

Centro Cultural do BNB faz doação ao Coletivo Camaradas


Jean Alex do Coletivo Camaradas

Mais uma doação é efetuada para Projeto “Coletivo na Periferia” que será desenvolvido pelo Coletivo Camaradas e que visa discutir e fazer ações artísticas nos bairros periféricos das cidades da região. Desta vez a doação veio do Centro Cultural do BNB – Unidade Cariri, através do seu diretor executivo, Anastácio Braga o qual doou cerca de 100 publicações de catálogos de exposições, dentre as publicações consta história da xilogravura. O Coletivo também recebeu doações do Sesc e do Centro Cultural do BNB Sousa – PB. De acordo com o integrante do Coletivo Camaradas, o artista e pesquisador musical, Jean Alex a expectativa é que o projeto “Coletivo na Periferia” seja iniciado no início de 2009 e frisa além de publicações o projeto recebe doações de instrumentos, pinceis, tintas, papeis, lápis de cor, giz de cera, cola e todo matéria que possa ser transformado em arte.

Serviço:
Blog: www.coletivocamaradas.blogspot.com
E-mail: [email protected]

ACREDITAR EM ALGO A TODO CUSTO

Emerson Monteiro

Resolvera parar com um tanto de assuntos que me tomavam o tempo no dia-a-dia das horas. Agir só quando o estrito e necessário viesse à tona. Deixar as ondas cumprirem sua parte, bem no rigor da palavra. E escrever apenas as listas de compra e o planejamento diário para cumprir nas saídas de rua. Juntar as peças do quebra-cabeça e montá-lo sem agonia, de acordo com os reais e exatos motivos de cada junção, querer conduzir o processo ao sabor de meras intenções individuais; isto é, largar de lado invenções de qualquer tipo.
Nesse procedimento de fluir suave e lubrificado o método vem acontecendo, ao calor dos dias de verão, das mangas saboreadas cedo, de manhã, do alimento do cachorro com restos da mesa da véspera, do aguar das plantas às rápidas visitas à sala enquanto da televisão espalham-se notas dissonantes dos jornais, às latas de lixo misturado com folhas de jornais antigos, esquecidos nos sonhos, um tanto de sonhos aflorados no juízo, até nos cochilos de meio de tarde, aos livros selecionados para a distribuição do final de ano, aos dias e às noites deste tempo sensacionalista que tudo quer invadir e, contudo, permanece sempre a roer as cascas da esperança de novos governantes estrangeiros, maçã a deixar de fora as carnes vivas da filosofia poluidora da civilização de massa.
Blocos quentes de pacotes econômicos caem aos borbotões pelas bolsas do mundo. Nunca se falou tanto em trilhões de dólares quanto nos idos mais recentes. Limites que se avolumaram e não acham mais gretas para se esconder, nesse pedaço cru da história. Os besouros automotores contagiaram o que se pode classificar de tudo o que sobrou dos meios naturais, nma praga do Egito de proporções monumentais que atinge os ânimos fortes do comando financeiro ocidental, os doutores do vasto mundo. Até o aço enferrujou, os vitrais dos templos mercantis, vidros temperados nas altas temperaturas, empalideceram como nunca antes.
De desafio se viva vida… Bons tempos aqueles das modinhas populares fazendo a cabeça das resistências do futuro. E cá vamos nós, através dos corredores inexpugnáveis infinitos no palco iluminado narcisista.
Alguns itens não os detive, a saírem que foram pelo ralo dos dedos, nestas frases incontidas do regime de espera a que me programei. No entanto deixo que façam parte das circunstâncias, que cheguem as novas regras ortográficas do novo português e encontrem gosto em atualizar a linguagem do que, em breve, queira dizer, ao léu dos momentos posteriores.

Cabaré é selecionado para exposição no Centro Cultural do BNB Cariri

Foto: Constance Pinheiro

O Coletivo Camaradas teve o trabalho “Cabaré – Memórias de uma vida” selecionado para exposição no Centro Cultural do Banco do Nordeste – Unidade Cariri. A exposição trata-se de um trabalho de pesquisa sobre a memória da antiga zona de prostituição do Crato, instituída por ordem judicial em 1952. Localizada na comunidade conhecida como o Gesso, que também receber outras denominações como Cabaré, Brega e Ganga abrangendo duas ruas e quatro quarteirões, em que cada casa era um bar ou tinha quartos para a locação de sexo. Os grandes salões de dança, ou “cabarés grandes” como eram mais conhecidos tinham até orquestras como é o caso dos “cabarés de Manezinho, Zé dos Prazeres e Vitorino” que tiveram o seu declínio no final da década de oitenta do século passado. No entanto, mas que uma zona de prostituição, o Cabaré foi um espaço de sobrevivência de famílias, inclusive crianças residiam no local e durante todo esse período o Gesso foi excluído do processo de políticas públicas. Só em 1991 a população do local encontra apoio social, através da ação da sociedade civil com a implantação do Projeto Nova Vida que atualmente atua na área da cultura, do lazer, da educação, da profissionalização e geração de renda.
De acordo com os membros do Coletivo Camaradas, o trabalho será desenvolvido a partir do olhar da própria comunidade e o intuito é resgatar a memória do espaço que sofreu e sofre com a inexistência de políticas públicas.
Toda a memória do espaço deverá ser resgatada, o que inclui objetos, oralidade e fotos da época. Portanto quem tiver fragmentos dessa história pode contribuir enviando informações para o e-mail: [email protected]
Um trabalho inicial já foi feito pelos artistas Alexandre Lucas, Constance Pinheiro e Waléria Américo, o que inclui oficina e registro fotográfico e filmagens.
Nos próximos dias os Camaradas deverão visitar a Comunidade para conversar com a população sobre a exposição.

Serviço:
www.coletivocamaradas.blogspot.com
e-mail: [email protected]
(88) 92485255 – Alexandre Lucas

UNE faz entrega de carteiras no Cariri que dão direito a meia-passagem macro-regional

O diretor da União Nacional do Estudantes – UNE, Rudiney de Sousa e o deputado federal, Chico Lopes (PCdoB) participarão nesta segunda-feira, dia 08, a partir 19 horas, no Salão de Atos da URCA, de solenidade de entrega de carteiras estudantis da UNE que dão direito a Lei Meia-Passagem Macro-Regional, de autoria do deputado Chico Lopes.
O diretor da UNE também manterá contatos na região sobre as articulações em torno da 6ª Bienal da entidade que será realizada no período de 20 a 25 de janeiro, em Salvador. A Universidade Regional do Cariri – URCA já sinalizou apoio para a participação dos universitários neste evento. Acadêmicos de outras universidades da região também estão se mobilizando.

Cariri deverá inscrever mais 50 projetos para Bienal da UNE

De acordo com a acadêmica de Enfermagem da URCA e uma das articuladoras da Bienal, Kamilla Gomes a expectativa é inscrever mais de 50 trabalhos para a Bienal. Ela ressalta que entre trabalhos individuais e coletivos já ultrapassa mais de 40 só da URCA. Kamilla frisa que nos próximos dias deverá ser divulgado um balanço geral e orienta que os universitários que inscreveram trabalhos entrem em contato com a comissão de moblização no Cariri pelo telefone (88)92156379.