Arquivos mensais: junho 2008

Todos contra a Exclusão – Hoje, dia 30, na Câmara dos Vereadores do Crato, às 18h30

Artistas unidos contra exclusão na Expocrato

O Coletivo Camaradas convida todos os artistas da região do Cariri, em especial do segmento musical para participarem de importante reunião na Câmara Municipal do Crato, hoje, segunda-feira, dia 30 de Junho às 18:30 Hs. A pauta da reunião será sobre a exclusão dos artistas locais no Palco Principal da Expocrato. O Coletivo Camaradas tem recebido apoio de importantes nomes da intelectualidade e do campo artístico nesta luta. O grande ponto de discussão é favorecer que o público tenha acesso a diversidade musical em contraposição a música comercial, tendo em vista, que se trata de um evento público, que na ultima década vem sendo privatizado e monopolizado pela indústria cultural que promove a apologia à violência, à vulgarização sexual, à bestialidade, as drogas, ao machismo e a homofobia.

A reunião contra a exclusão dos artistas locais no palco principal da Expocrato e pela diversidade musical será hoje, dia 30, a partir das 18h30, na Câmara Municipal.

Informações adicionais nos blogs:

www.blogdocrato.com e
www.coletivocamaradas.blogspot.com

Coletivo Camaradas solicita posicionamento dos Vereadores


Reunião do Coletivo Camaradas será dia 30, na Câmara dos Vereadores do Crato, às 18h30.

Continua a luta dos artistas do Cariri contra a exclusão no Palco Principal da Expocrato e pela moralização e criação de políticas públicas para o segmento da música em eventos financiados pelo Poder Público. O movimento iniciado pelo Coletivo Camaradas solicitou formalmente a Câmara Municipal do Crato o posicionamento dos Vereadores em relação a discussão. Circula na Internet e entre os artistas uma carta aberta ao Governo do Estado do Ceará exigindo a abertura imediata de seleção pública ( Edital) para contratação de bandas e artistas. Mais que a participação dos artistas locais na Expocrato, o Coletivo Camaradas propõe a criação de políticas publicas para o setor pautada pela diversidade musical, contrapondo-se ao monopólio da indústria cultural que oferece ao grande público repertórios de degradação e alienação cultural que fazem a apologia ao machismo, a homofobia, vulgarização sexual, a violência e as drogas.
Os artistas se reunirão novamente na próxima segunda-feira, dia 30 de junho, as 18h30, no Plenário da Câmara de Vereadores do Crato. A reunião é aberta para todos que queiram contribuir com o movimento.

Carta da AFAC – ASSOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DO CRATO em defesa dos artistas locais

Amigo Dihelson,

Vimos acompanhando de perto a árdua luta dos artistas cratenses por espaço na maior festa popular do nosso município. Observamos que al longo dos anos a nossa festa se enche de motivos alheios à nossa história, à nossa cultura e ficamos a nos perguntar: Ainda somos a “Terra da Cultura”? Se formos, onde ela andará?

Nós que fazemos a AFAC – Associação dos Filhos e Amigos do Crato temos uma opinião muito clara à chegada desses motivos estranhos aos nossos valores: eles são bem vindos e até certo ponto necessários, desde que não tomem o lugar dos nossos motivos culturais. São bem vindos porque a nossa festa é regional como o próprio nome diz – EXPOSIÇÃO CENTRO NORDESTINA DE ANIMAIS E PRODUTOS DERIVADOS, mas não podemos substituir aquilo que é nosso.

No entanto, ao longo do tempo, assistimos o sufocar de muitas de nossas tradições as quais sempre estiveram presentes à festa. Aqui falamos especificamente da situação dos músicos e dos grupos populares como chamam as elites. Quer seja pelo curto e mal aparelhado espaço dado a estes artistas, quer seja pelo curto e desrespeitoso aparelhamento e espaço cedido aos músicos da região.

O protesto que ora vemos, embora heróico, veio com muito atraso. Talvez fruto da passividade do cratense, pois somos gente ordeira e responsável. Porém, já devíamos ter levantado essa bandeira muitos anos antes, pois sabemos que esse problema e essa pendenga são antigos. Mesmo assim somos da opinião de que “ANTES TARDE DO QUE NUNCA”.

É necessário destacar que a cidade de Crato é conhecida nacionalmente pelo talento e qualidade profissional dos nossos artistas e pela beleza e singularidade das nossas manifestações populares. São eles que levam o nome do Crato aos mais longínquos recantos desse país, e do mundo. A Banda Cabaçal dos Irmãos Anicetos se apresentaram em Paris, capital mundial da cultura, ano passado. Os nossos artistas são os grandes responsáveis pelo título que temos de “TERRA DA CULTURA”. Portanto, esse desrespeito é injusto e descabido.

Por esse motivo, nós que fazemos a AFAC – ASSOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DO CRATO, entidade que congrega filhos e amigos do Crato residentes em Fortaleza-Ceará, queremos neste ato, unir forças com todos aqueles que direta ou indiretamente conjuminam da idéia de que a comissão organizadora da EXPOCRATO tem o dever de assumir o compromisso e a responsabilidade de abrigar de forma respeitosa e profissional atrações regionais e, principalmente, shows e apresentações de artistas da cidade de Crato, no palco principal da festa da Exposição (EXPOCRATO). Não queremos exclusividade no espaço, queremos somar. O Crato merece ver os seus filhos participarem da sua festa maior.

AFAC – ASSOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DO CRATO

Iniciada I Mostra de Artistas GLBTT do Cariri

Esse é um evento temo o apoio do Coletivo Camaradas

A I Mostra de Artistas GLBTT do Cariri é iniciada hoje, dia 26/06 e terá continuidade até amanhã no Sesc de Juazeiro do Norte no Sesc. A Mostra reunirá trabalhos de diversos artistas da região do Cariri e de múltiplas linguagens artísticas. O evento é uma atividade da Parada do Orgulho GLBTTT do Cariri da Diversidade realizada pelo Grupo de Apoio a Livre Orientação Sexual do Cariri – GALOSC em parceria com outras entidades. Tem como objetivo principal dar visibilidade e criar redes de interação entre artistas gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros da Região do Cariri e de outras localidades.

Seminário terá início dia 01

O Seminário Direitos Humanos, sexualidade e Orientação Sexual – Construindo a Igualdade de Gênero será realizado nos dias 01 e 02 de julho, no horário das 18 às 21h30, no Auditório do Sesc Juazeiro.

Parada

Parada do Orgulho GLBTTT do Cariri da Diversidade – Dia 04 de Julho – Juazeiro do Norte – Saída às 15 horas, da Praça do Giradouro com destino a Praça Padre Cícero.

Baixa, que é na faixa!

Os Cabinha disponibiliza seu primeiro disco para download no Overmundo e no Trama Virtual

Enquanto pelas festas de São João no Ceará o hit do momento espalha sutis refrões como “chupa, que é de uva” ou “senta, que é de menta”, Os Cabinha chegam fazendo rock – e algum estardalhaço. Antes mesmo de ganhar forma física, seu primeiro cd já está disponível para download no Overmundo e no site Trama Virtual.
Mas o que pode haver de tão novo em mais um quinteto que faz referências aos grandes nomes do rock mundial?
A resposta está na certidão de nascimento: Os Cabinha, banda de iniciação musical da Fundação Casa Grande (escola de gestão cultural localizada em Nova Olinda, Cariri cearense), é formada por meninos entre nove e 11 anos.
Rodrigo Alves, Renê Nascimento, José Wilson, Arthur Diniz e Iêdo Lopes, são os astros de shows pouco ortodoxos, em que empunham guitarras e contra-baixos de madeira, acompanhados de percussão feita de lata. E que se diga: instrumentos construídos por eles. “No palco, eles imaginam que estão tocando, enquanto a platéia acredita que ouve”, define o coordenador da instituição, Alemberg Quindins. A descrição é uma referência ao som dos instrumentos das crianças, que excetuando a percussão, é todo feito com a boca.
Selecionados pelo Rumos Itaú Cultural, se apresentaram na sede do instituto em abril de 2008, abrindo o show da brasiliense Móveis Coloniais de Acaju. Antes disso já haviam passado por Salvador, Fortaleza, e (fazem questão de contar) Icó, interior cearense.
Além de músicos, esses cabinhas – sinônimo de “menino” no nordeste – são radialistas, câmeras, gerentes de laboratório de conteúdo e recepcionistas-mirins, que guiam turistas pela instituição. Passam sete dias por semana na Casa Grande, que possui entre seus laboratórios o estúdio de áudio – o mais bem equipado da região. E foi lá que a bandinha gravou seu primeiro cd, com a ajuda dos meninos mais velhos, respeitando a pedagogia do ensino não-formal: não há professores ou inspetores por lá.
O disco, que leva o nome da banda, sairá no segundo semestre de 2008, com tecnologia SMD (Semi Metalic Disc), que barateou o custo da mídia. Será vendido a R$ 5 reais em máquinas da ONG Eletrocooperativa, instaladas em pontos estratégicos do país, dentro do projeto “Música livre e comércio justo”.
Por enquanto, pode ser baixado no Overmundo, e também pelo site Trama Virtual.

BAIXE!!

www.tramavirtual.com.br/os_cabinha

http://overmundo.com.br/overblog/baixa-que-e-na-faixa

Meia Passagem e Bienal da UNE é discutida na URCA


Hoje, dia 26, às 19 horas, Pátio de Pedagogia da URCA

O diretor da União Nacional dos Estudantes – UNE, Rudiney Souza estará na região do Cariri nesta quinta-feira, dia 26, para discutir a implementação da Lei da Meia –Passagem Macroregional e a 6º Bienal da Entidade que será realizada em fevereiro de 2009 em Salvador –BA. O encontro tem como público alvo os representantes dos Centros Acadêmicos das Universidades públicas e particulares da Região Cariri.

De acordo com o diretor da UNE, é preciso agilizar na região, a implementação da Lei da Meia Passagem. Em 1994, os estudantes cearenses tiveram o direito de usufruir do direito a meia passagem por alguns dias apenas, pois uma liminar concedida aos empresários do setor de transportes invalidou a lei apresentada na época pelo então deputado estadual, Inácio Arruda. O Projeto atual foi apresentado pelo deputado Chico Lopes no final da década de 90 e sofreu algumas modificações e várias entidades estudantis tiveram papel destacado na aprovação da lei, inclusive entidades estudantis do Cariri.

Rudiney, também discutira sobre a Bienal de Arte, Ciência e Cultura da UNE, um dos maiores eventos nacionais de difusão da produção universitária, já tendo inclusive em uma das edições realizada em Olinda – PE a participação dos Irmãos Aniceto e de estudantes da URCA, como foi o caso do Poeta Fernandes Nogueira (In memoriam).

O Encontro será hoje, dia 26, a partir das 19 horas, no Pátio de Pedagogia da URCA – Campus Pimenta.

Justiça seja feita

Emerson Monteiro

Em 14 de março de 1997, tomava posse na reitoria da Universidade Regional do Cariri a professora Maria Violeta Arraes para um mandato pró-tempora, no qual permaneceu até o final do primeiro semestre de 2003, perfazendo assim seis anos e alguns meses nas funções antes desempenhadas pelos profs. Antônio Martins Filho, Manoel Edmilson do Nascimento e José Teodoro Soares.

Personalidade forte de cearense nascida em Araripe, município do entorno da Chapada, início do sertão, dona Violeta Arraes marcou sua permanência à frente da Urca com o zelo de líder dedicada, criativa, sensível, votada ao desenvolvimento regional, suscitando, através da expansão do Ensino Superior, as contingências responsáveis pela ampliação do espaço físico e das inovações imprescindíveis à atualização do corpo acadêmico. Por seu intermédio se deram concursos públicos necessários à formação do quadro de professores, criação de novos cursos e estudos aprofundados de uma reforma estatutária modernizadora da autarquia estadual, no formato de congêneres melhor aquinhoadas.

Senhora de patrimônio aprimorado nas lutas democráticas pela autodeterminação dos povos nos valores definitivos da cidadania de nossa gente, manteve apreciável histórico de realizações, inclusive no Exterior, com livre trânsito junto a próceres políticos e meios artístico-culturais do Brasil e de outras nações, sábios, pesquisadores, dirigentes, realizadores, artistas e intelectuais de escol.

No decorrer de seu período à frente da Universidade do Cariri, Dona Violeta exercitou com soberania sua devoção à mística de ações pautadas pela correção. Influente perante as autoridades estaduais e federais, conseguiu os recursos de soerguer o aparato físico dos campi, em época oportuna, dado o rápido crescimento do número de alunos, propiciando acompanhamento dos avanços registrados na sua história. Ela agiu com entusiasmo e coração, nos moldes técnicos e de bom gosto que se pode dizer proficientes.

Com o mínimo de senso de justiça, portanto, torna-se, nesta ocasião de sua perda, lhe tributarmos nosso preito de gratidão a quem se rendeu às suas raízes caririenses e aceitou retornar à província interiorana para conduzir o processo de consolidação da Instituição de Ensino Superior do Cariri; reforma e ampliação do Museu de Paleontologia de Santana do Cariri; instalação da Bacia-Escola do Araripe; aquisição do campus do Crajubar, em Juazeiro do Norte; ampliação e reforma das instalações dos campi do Pimenta e do de São Miguel, em Crato; além da criação do curso de graduação em Enfermagem, na área de Saúde; e dos cursos de Licenciatura Plena para professores do Ensino Fundamental; cursos de pós-graduação nas áreas de Maio Ambiente, Educação, Economia, Geografia, Letras, História e Paleontologia; e dos cursos de mestrado em Sociologia, Direito, Desenvolvimento Regional e Letras; dentre outras tantas realizações apreciáveis.

Sabe-se que uma universidade requer sucessivas gerações a fim de padronizar métodos e tradicionalizar formas de saber. A sólida contribuição que Violeta Arraes veio oferecer ao Cariri, em termos de construtora desse perfil, galvanizando assim o respeito e a integração dos princípios civilizatórios regionais, garantia de tudo aquilo que se realiza para a continuação do nosso futuro.

Texto inédito de Brecht

Publicado originalmente no Portal Vermelho, no dia 23 de junho de 2008

“Pesquisador encontra texto inédito de Bertolt Brecht
Um texto desconhecido do dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956) foi redescoberto 90 anos após sua publicação, por um pesquisador da localidade de Augsburgo, no sul da Alemanha. O texto — um relato sobre uma festa de fim de curso na escola feminina municipal — foi aparentemente publicado pelo jovem Brecht em 1918, no jornal local Augsburger Neuesten Nachrichten.
Embora a reportagem tenha sido publicada sem estar assinada, o diretor do Centro de Pesquisas sobre Brecht de Augsburgo, Jürgen Hillesheim, atribuiu sua autoria ao conhecido dramaturgo, informou o jornal dominical Welt am Sonntag. No artigo, Brecht critica a sociedade alemã em um momento em que o país havia acabado de virar uma república, após a abdicação de seu imperador.

Com o texto, escrito quando Brecht começava a se tornar um grande autor e tinha recém-concluído sua primeira grande obra — o poema A Lenda do Soldado Morto —, o dramaturgo tentou impressionar Paula Banholzer, que tinha 16 anos. A jovem, filha de um médico e uma das que estava terminando seus estudos, havia dois anos estava sendo cortejada por Brecht, disse Hillesheim ao Welt am Sonntag.

Nascido na Baviera e batizado como Eugen Berthold Friedrich Brecht, o dramaturgo estudou Medicina e trabalhou como enfermeiro num hospital em Munique durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Filho da burguesia, sofreu, como todos em seu país, a sensação de desolamento de encarar um país completamente destruído pelo conflito bélico.

Depois da guerra, mudou-se para Berlim, onde o influente crítico, Herbert Ihering, chamou-lhe a atenção para a apetência do público pelo teatro moderno. Já em Munique, suas primeiras peças — Baal (1918/1926) e Tambores na Noite (1918-1920) — foram levadas ao palco, e Brecht conheceu Erich Engel, com quem veio a trabalhar até ao fim da sua vida. Em Berlim, a peça Im Dickicht der Städte, protagonizado por Fritz Kortner e dirigido por Engel, tornou-se seu primeiro sucesso.

O totalitarismo afirmava-se como a força renovadora que não só iria reerguer o país, como se outorgava a missão de reviver o Sacro Império Romano-Germânico. Mas, ao mesmo tempo, chegavam à Alemanha influências da recém formada União Soviética, com sua bem-sucedida implantação de um regime socialista, o que significava esperança para um povo sofrido como o da Alemanha naquele período.

É a este último grupo que Brecht vai se unir, na ânsia de debelar o seu desespero existencial. No entanto, depois de Hitler eleito em 1933, Brecht não estava totalmente seguro na Alemanha Nazista, exilando-se na Áustria, Suíça, Dinamarca, Finlândia, Suécia, Inglaterra, Rússia e finalmente nos Estados Unidos. Recebeu o Prêmio Lênin da Paz em 1954.

Da Redação, com informações da Efe e da Wikipedia”

“Sertaneja, Cidadã do Mundo”

Semana dedicada à Violeta Arraes será aberta às 19 horas desta terça, na URCA

Várias homenagens serão prestadas a dona Violeta Arraes. A partir desta terça-feira, será aberta exposição, abordando um pouco de sua trajetória de vida Será aberta às 19 horas desta terça-feira, dia 24, pelo reitor da Universidade Regional do Cariri (URCA), professor Plácido Cidade Nuvens, a exposição dedicada à ex-reitora da URCA, Maria Violeta Arraes de Alencar Gervaiseau, intitulada “Sertaneja, Cidadã do Mundo”, que permanecerá no Saguão de Exposições da universidade até o dia 27. Ontem, foi celebrada, às 11h30, missa de sétimo dia, no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro. Durante a semana, a administração da URCA está preparando uma série de homenagens. A exposição envolverá fotografias contando um pouco da sua trajetória de vida, dentro de um rico contexto histórico e de vivências, que também mostram facetas da história recente do País, momentos marcantes de sua atuação no Crato, no Ceará, Brasil e Europa. Frases marcantes, pensamentos de grandes intelectuais e personalidades que buscavam traduzir um pouco dessa tão importante caririense, que soube valorizar a sua região como poucos. No dia 27 de junho, a urna com os restos mortais de dona Violeta Arraes chega ao Cariri, por volta de 1h30 da manhã, no Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, contando com a recepção de amigos, integrantes do corpo docente e discente da Universidade. Um cortejo virá acompanhando até o Saguão de Exposições da URCA. Durante todo o dia serão prestadas homenagens de parentes e amigos, docentes, alunos, funcionários e instituições regionais. A paz, a justiça social, a arte, a cultura, o meio ambiente, a educação e a própria URCA, bandeiras constantes de luta de dona Violeta serão temas abordados, uma forma de reconhecimento e de lição que fica dessa nordestina, que foi, acima de tudo, um ser forte na defesa dos interesses edificantes da sociedade caririense e do Estado do Ceará. Na Universidade, a permanência será até às 18h30, quando segue para a Sé Catedral, onde será celebrada uma missa, às 19h30, com a participação corpo administrativo, professores, servidores e alunos da universidade. Após, encerra-se a solenidade. Na sexta-feira, foi realizada no Rio de Janeiro a cerimônia de cremação, com a presença da família e amigos. A ex-reitora da URCA e ex-secretária de Cultura do Estado faleceu no último dia 17, no Rio de Janeiro, aos 82 anos, vítima de câncer. Nascida em Araripe e ainda cedo vindo residir no Crato com a família, aos 14 anos a ex-reitora foi para o Rio de Janeiro, sob a orientação do irmão político, Miguel Arraes. Cursou o Clássico no Sacré-Coeur de Marie e no Colégio Santo Amaro. Conheceu o Padre Hélder Câmara, de quem se tornou muito próxima e foi colaboradora formal, como militante do Secretariado Nacional da Ação Católica. Formada em Sociologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, Violeta Arraes tem uma vida marcada pela ação cultural e política. Estagiou um ano na França, no Centro Internacional de Economia e Humanismo, dirigido pelo Padre Lebret, onde conheceu seu marido, Pierre Maurice Gervaiseau com quem se casou em Recife, em 1951.

Xilógrafo Maércio Lopes é o primeiro beneficiado com “Projeto Moldura Itinerante” da URCA

O Projeto Moldura Itinerante desenvolvido pelo Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, vinculado a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri – URCA que consiste no empréstimo de molduras para exposições de artes visuais beneficiará na primeira locação com 36 molduras, o artista Máercio Lopes que estará expondo no período de 25 de junho a 31 de junho, na Galeria do Sesc Crato. A exposição “Impressão de Mundos”, de Maércio é rica na dimensão de detalhes e no registro do cotidiano dos excluídos socialmente. A xilogravura do artista foi selecionada no mês de abril para ser a ilustração do Cartaz de Mostra desUSA de Artes Visuais realizada pelo Coletivo Camaradas em parceria com a URCA.

Os artistas interessados no Projeto devem procurar agendar com antecedência a locação das molduras. As molduras têm dimensão de 26cm x 36cm.

Serviço:

Projeto Moldura Itinerante

Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC

(88) 3102-1200