Professora Solange Barreto vem conhecer experiência no Crato

SOLANGE BARRETO

A professora e ativista no campo da democratização da leitura no país Solange Barreto estará na região do Cariri para participar de intercâmbio com o Coletivo Camaradas. A professora atua na rede de escolas públicas de Migas Gerais e São Paulo aonde desenvolve atividades na ONG Trilhas  da Serra e a tecnologia social Catapoesia que desenvolve livros artesanais. Solange Barreto é uma das mais atuantes ativistas da ação do Poste Poesia que é desenvolvido pelo Coletivo Camaradas no Brasil.

Nesta quinta-feira, dia 25, às 8h, no Auditório do Geopark Araripe, a professora participa de Roda de Conversa sobre Poesia e Ativismo com a participação de artistas, poetas, gestores escolares e professores da área da leitura. A Roda contará ainda com a participação do geografo Ricardo Alves, integrante do Camaradas e um dos idealizadores do Poste Poesia.

Na sexta, dia 26, as 14h, na Escola Dom Quintino no Crato terá oficina de Livro Artesanal com a ativista e no sábado, dia 27, na Comunidade do Gesso, a partir das 8h00, terá a intervenção Urbana do Poste Poesia.

Todas as ações serão gratuitas e abertas ao público. Informações adicionais pelo whatsapp (88) 996792889.

SELEÇÃO DE MONITORIA VOLUNTÁRIA DO POSTE POESIA

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O Coletivo Camaradas, no uso de suas atribuições legais torna público, para conhecimento dos interessados as normas do Processo de Seleção para Monitoria Voluntária da ação “POSTE POESIA”.

1– Do objeto

1.1- O “POSTE POESIA” é uma ação colaborativa e em rede que visa potencializar a produção e a circulação da poesia nacional por mecanismos convencionais, virtuais e não convencionais. A ação é realizada em diversas cidades brasileiras e consiste na colagem em postes (Lambe – Lambe) de poesias dos poetas cadastrados na ação e a disponibilização do registro em plataforma virtual, através da pagina: https://www.facebook.com/Poste-Poesia- 1405485296444993/?fref=ts

2 – Da Monitoria

2.2 – Poderão candidatar-se às vagas para Monitoria Voluntária alunos regulamente matriculados nos diversos cursos de graduação de universidades da região do Cariri.

2.3 – Serão ofertadas 20 vagas para monitores(as)

2.4 – O monitor(a) desenvolverá suas atividades de forma virtual e participará de dois encontros mensais para realização de intervenções urbanas e socialização das atividades.

2.5 – A carga horária final da monitoria será contabilizada pelo tempo de permanência no Projeto POSTE POESIA.

2.6 – Cada monitor(a) receberá declaração de participação emitida pelo Coletivo Camaradas.

2.7 – Os monitores(as) deverão ter noções de Word, gerenciamento em mídias sociais (Facebook, e-mails, whatsapp, etc) e ter facilidade de comunicação.

2.8 – As atividades dos monitores(as) consistirão de ativismo virtual, encontros e intervenções urbanas com alunos de escolas públicas.

3 – Das inscrições

3.1 As inscrições serão efetuadas no período de 05 a 19 de agosto de 2016, de forma online no seguinte endereço: https://goo.gl/forms/gtfAkN5XdmKTCSkk2

4 – Do Resultado e da convocação

4.1 – O resultado será divulgado no dia 20 de agosto de 2016, no site www.camaradas.org .

4.2 – Os selecionados deverão comparecer para a primeira ação  INTERVENÇÃO URBANA  dia 27 de fevereiro, às 8h00, na sede do Coletivo Camaradas – rua Ministro João Gonçalves, 29 – Comunidade do Gesso Crato-CE.

 

Crato, CE,  05 de agosto de 2016.

 

Coordenação do Poste Poesia – Coletivo Camaradas

Equipe de geração de renda será criada na Comunidade do Gesso

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O Coletivo Camaradas realizará reunião para formação de equipe de geração de renda na Comunidade do Gesso, no dia 11 de agosto, às 18h, na sede da organização. A ideia é constituir uma equipe de mulheres que participará de ações formativas no campo da economia solidária e de feiras visando a complementação da renda familiar.

O objetivo do Camaradas é fortalecer a economia do local ao mesmo tempo contribuir com o processo de organização comunitária. A ação também faz parte das diretrizes propostas pelo Território Criativo do Gesso que teve início o ano passado em conjunto com diversas organizações e instituições que atuam no entorno do Gesso.

As mulheres interessadas em conhecer a proposta devem participar da reunião na sede do Coletivo Camaradas, no dia 11 de agosto, às 18h00.

Formação do Coletivo Camaradas: Estudo contextualizado, vivência e experimentação

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Por Alexandre Lucas*

As pessoas aprendem umas com as outras, tendo em vista que o processo educativo é fruto da prática das relações históricas e sociais.  Ninguém nasce pronto, as coisas mais elementares como comer, andar, vestir e a higienização corporal exigem uma mediação inicial entre seres humanos.

É na prática social dos seres humanos que acontecem os processos de mediação, interação e internalização, o que possibilita a aprendizagem, a aproximação e potencialização para assimilação de novos saberes.

Como a aprendizagem não é inata e numa sociedade dividida em classes sociais distintas e antagônicas, os processos de mediações e interações são diferentes no que concerne ao acesso do que é historicamente produzido pela humanidade, tanto do ponto de vista material como imaterial, notadamente as internalizações serão diferenciadas. Ficando as camadas populares a margem desta produção.  O acesso e a quantificação de palavras, lugares, meios tecnológicos, saberes e fazeres são elementos primordiais para ampliar as visões sociais de mundo das pessoas.

Outro fator importante nesta compreensão é que precisamos ir além do sensor comum, do local, do particular, do grupal, dos saberes do cotidiano, do popular. É preciso uma apropriação das formas mais complexas, contextualizadas e sistematizadas do conhecimento. O conhecimento popular não deve ser dispensando e nem cristalizado, mas servir como ponto de partida, como prática social inicial para ser problematizada com o conhecimento sistematizado gerando uma reelaboração do conhecimento inicial e uma nova pratica social. Nesta lógica, a intenção é tornar o saber erudito, em um saber popular.  Se os dirigentes do capital se apropriam do saber erudito para dirigir a sociedade é necessário que os dirigidos pelo capital se apropriem do saber erudito para serem dirigentes.

É a partir deste entendimento histórico-crítico da aprendizagem que o Coletivo Camaradas apresentar uma abordagem pedagógica que visa contribuir para uma formação política, estética e artística comprometida com as camadas populares, tendo como viés o tripé: estudo contextualizado, vivência e experimentação.

No que diz respeito ao estudo contextualizado, partimos do princípio que o saber se entrelaça com outros saberes, e que a arte, foco da nossa atuação deve ser compreendida no seu contexto. A arte não se explicar a partir da arte, pois ela é fruto de uma produção histórico-social. Esse estudo deve sempre iniciar pela prática social dos sujeitos e a partir desta prática problematizar.

A vivência é o elo de aproximação da relação artista/obra/público distanciada numa sociedade em que produção estética e artística é estratificada socialmente.  A vivência possibilita outras formas de compreensão da realidade.

Vivenciar pode gerar estranhamento, apropriação de conhecimento, pertencimento. O contato com a fala do estranho, com outros espaços, outras visualidades e novas relações sociais podem gerar dentro de um processo dialético novas práticas.

A experimentação é uma ferramenta importante para instigar o processo criativo e a reflexão social, como também criar relações de identidade, pertencimento e empoderamento social. A experimentação aqui proposta não remete para domínio da técnica, o que não significa dizer que dispensa a preocupação com os elementos estéticos e reforça a necessidade de possibilitar que as pessoas se vejam capazes produzir estética e artisticamente.

Essa abordagem deve nortear a prática organizativa e política do Coletivo Camaradas visando possibilitar a constituição de sujeitos capazes de pensar uma arte que tenha forma e conteúdo comprometida com a humanização e assimilar a democratização dos saberes para as camadas populares como ingrediente essencial para o processo de empoderamento social.

*Pedagogo, artista-educador e coordenador do Coletivo Camaradas.

 

Fica MinC passa antes pelo Fora Temer

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Por Alexandre Lucas*

O governo ilegítimo e sem votos de Michel Temer deve ser derrotado para que o golpe não se amplie e as conquistas sociais sejam esquartejadas. Um das primeiras medidas dos golpistas foi extinguir os ministérios da Cultura, Desenvolvimento Agrário, das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, dentre outros, o que representa  ataque  e insegurança frontal as diversas conquistas dos movimentos sociais.

A fusão do Ministério da Cultura com a Educação é um retrocesso histórico. A criação do Ministério da Cultura – MinC em 1985 com o processo de redemocratização do país, após 21 anos de golpe, instalado pelos Militares e a elite econômica, surge como fruto de uma demanda social do povo brasileiro.

Nestes 31 anos, o MinC foi extinto no Governo Collor e restabelecido no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso que tinha como marca o conceito da “Cultura como um bom negócio” servindo aos interesses mercantis. Para se ter um exemplo, o governo de FHC não ultrapassou 100 convênios e esse número ínfimo era basicamente com as grandes instituições a exemplo das fundações culturais de bancos.

A partir do Governo Lula, o MinC toma novos rumos, a partir de projeto nacional de cultura construído e pautado por amplos segmentos do campo cultural e da arte. Foram nas gestões de Gilberto Gil e Juca Ferreira que as políticas da cultura ganharam entrelaçamentos com a diversidade da produção simbólica do país A gestões de Gil e Juca, com intervalos e atrasos na gestão de Ana Holanda e Marta Suplicy, sinalizam para um perspectiva transformadora e audaciosa de política pública para a cultura no Brasil. O trabalho de retomada deste projeto por Juca Ferreira é uma chama de esperança para as teias culturais brasileiras.

É nestes treze   anos de governo Lula-Dilma que apontamos algumas conquistas que são frutos das demandas sociais do povo e da perspectiva política dos gestores do MinC.  Se no governo tucano de FHC, o MinC não ultrapassou 100 convênios, depois da sua gestão   foram celebrados quase 4000 convênios com a criação dos Pontos de Cultura, foi neste período que o Cultura Viva foi transformado em política de Estado, o qual representa  um dos maiores exemplos de política pública para a América Latina, pelo seu caráter de descentralização de recursos, impulsionamento de redes dos movimentos sociais da cultura, fomento à produção estética, artística e cultural de base comunitária. O Cultura Viva redescobriu a diversidade brasileira e a conectou numa ligação inovadora e permeada pelos elementos da tradição e da contemporaneidade. Os quilombos, as casas de candomblé, os grupos populares, as novas experiências tecnológicas e os grupos marginalizados puderem ser percebidos e ouvidos como compostos do tecido cultural do país.

A partir das lutas dos diversos segmentos culturais, o  Governo Lula-Dilma gestou, o Sistema Nacional de Cultura,  o que representa um marco jurídico, financeiro  e político no campo das políticas para cultura,  por  criar um sistema que contempla repasses de recursos, planejamento e participação social  dando uma nova dimensão a forma de gestar a pastar da cultura  nos diversos estados e municípios brasileiros.

Ampliação e desburocratização de programas, editais e prêmios marcaram estas últimas gestões contemplando as diversas linguagens artísticas e abordagens do simbólico.

Outra conquista de destaque foi a criação do Programa Mais Cultura nas escolas que aponta diálogos entre as escolas e os agentes culturais do país. O que beneficiou cerca de 5000 mil escolas do país, bem com o Mais Cultura nas Universidades Federais.

A criação da Secretaria de Educação e Formação Artística e Cultural do MinC, na gestão da Dilma criou o Programa Nacional de Formação Artística e Cultural (Pronfac), o que representa uma conquista importante para estreitar e fomentar os saberes e fazeres estéticos, artísticos e técnicos nos espaços formais e não formais de educação.

A PEC da Cultura que estabelece os percentuais de recursos financeiros de 2% para a União, 1,5% para os estados e no mínimo 1% para os municípios associado ao Sistema Nacional Cultura representa uma nova perspectiva para o campo do fomento, da circulação, infraestrutura e do desenvolvimento social e econômico a partir do viés da cultura.

É neste contexto que o Ministério da Cultura foi ocupada pelas vozes das ruas, das quebradas, dos terreiros, dos palcos, das escolas, dos campos e dos espaços virtuais. Essa ocupação não foi por acaso, mas é parte de um projeto nacional que percebe a cultura pela sua base comunitária e pela compreensão de democratizar o direito do povo brasileiro em ter acesso ao seu patrimônio, a sua identidade e diversidade.

Portanto, não há tempo para criar ilusões, está tendo luta, não é tempo para concessões. É preciso que tenhamos de volta o MinC para as mãos coloridas do povo brasileiro, mas com a clareza de que restabelecer o MinC num governo golpista, que reúne os setores mais conservadores e reacionários da sociedade é um anuncio de cremação das nossas conquistas.

Inevitavelmente a luta pelo Fica MinC, passa antes que tudo pelo Fora Temer! É hora de unidade ampla, combativa e progressista que possa derrotar esse governo sem voto e ilegítimo.

É tempo de trincheiras: artistas, produtores, brincantes, poetas, artivistas, intelectuais, gestores públicos (progressistas) e movimentos sociais montem suas barricadas em defesa da cultura e do povo brasileiro. O MinC é nosso!

É hora de dizer para todos e todas que se dizem da Partido da Cultura. Que a Cultura tem lado e esse lado representa a aspecto da política pública e de sociedade que defendemos.  É hora de definir se vamos marchar com a Casa Grande ou com a Senzala.

*Integrante do Coletivo Camaradas, pedagogo, artista/educador.

Camaradas fazem exposição para brincar no CCBNB

foto da exposição

O Centro Cultural do Banco do Nordeste em Juazeiro do Norte (CE) realizará exposição do Coletivo Camaradas, a partir do dia 03 maio. A exposição que tem como título “Hoje tem Coletivo” provoca a participação do público como é comum nos trabalhos desenvolvidos pelo grupo que defende “uma arte com e para o povo”.

A exposição reflete sobre o trabalho desenvolvido pelo Camaradas na Comunidade do Gesso, na cidade do Crato, tendo como destaque os Pontos de Leituras nas bodegas, a brinquedoteca popular e as intervenções urbanas, como é o caso do Poste Poesia que já ganha uma dimensão nacional.  A exposição reunirá trabalhos dos artistas Ricardo Alves, Marcia Passos, Thiago Gabriel, Cristiano Ramos, Rodolfo Ramiller, Jordlyane Almeida, Samuel Gomes, Aldênio Fernandes, Fidel Morais Lucas, Diego Moreira, Felype Carvalho, Ivanilson Mumu, Ivan Brigido e Alexandre Lucas.

Além da exposição de fotos, desenhos e projeção de vídeos. O público será co-autor da exposição e a galeria será transformada num espaço de interação, que contará com brinquedos, materiais de desenho, pintura e livros. Durante os dois meses de exposição acontecerá na galeria oficinas,  contação de história e rodas de conversa. Outra inovação é que a exposição será adaptada para altura das crianças.

O processo de montagem e abertura da exposição contará com a participação das crianças da comunidade do Gesso que fazem parte do Coletivo Camaradas.

Crato realizará Mostra Nacional de Vídeos sobre Intervenções e Performances

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O Coletivo Camaradas realizará no período de 12 a 16 de abril, a 4ª edição da Mostra Nacional de Vídeos Sobre Intervenções e Performances – Mostra IP no Crato.  Idealizada pelo Camaradas, a Mostra IP na sua 4ª edição será realizada em 16 estados e atingirá 29 cidades, totalizando na realização de 32 mostras. A Mostra reúne mais de 100 coletivos e artistas do país e recebeu mais de 200 inscrições das diversas regiões brasileiras e três inscrições internacionais. A ação acontece de forma colaborativa e em 2015 foi criada a Rede Nacional de Intervenções e Performances – Rede IP que possibilita o diálogo e a parceria entre os grupos durante todo o ano.

Além da exibição dos vídeos a Mostra IP conta com momentos de formação. No Crato, nesta terça-feira, dia 12, a partir das 13h30, na sede do Coletivo Camaradas na Comunidade do Gesso acontecerá oficina de Stencil mediada pelo geografo e artivista, Ricardo Alves e às 17h00, no Campinho da Comunidade terá  Roda de Conversa sobre o tema “Entre a tradição e a tradução – Processos de organização da arte no Cariri” que deverá reunir diversos coletivos da região. Na quarta-feira, as 13h30, na sede do Projeto Nova Vida, terá oficina de Performance mediada pelo artista/educador e performer Alexandre Lucas e contará com  performance de Jordlyane Almeida. Nos dias 14 e 15, das 16h às 18h, no Teatro do Sesc terão as exibições dos vídeos que deverá contar com  a presença de estudantes de escolas públicas do Crato. No sábado, dia 16, às 8h, no Sesc terá a oficina Poesia Instalação mediada pelo poeta visual Paulo Soares e  na Comunidade do Gesso terá a intervenção do Poste Poesia.

As inscrições para as oficinas serão realizada online e poderão ser efetuadas na página do Coletivo Camaradas.

Programação

DIA 12 DE ABRIL – TERÇA-FEIRA

13h30 – Local:  Sede do Coletivo Camaradas

Oficina de Stencil com Ricardo Alves – Inscrição: http://goo.gl/forms/DJHkWS2Nma

17h00 – Campinho do Gesso

Roda de Conversa “Entre a tradição e a tradução – Processos de organização da arte no Cariri”

DIA 13 DE ABRIL – QUARTA-FEIRA

13h30 – Local: Sede do Projeto Nova Vida

Oficina de Performance com Alexandre Lucas – Inscrição: http://goo.gl/forms/YXt8ajHVds

17h00 – Local: Campinho do Gesso

Perfomance Crespo com Jordlyane Almeida

DIAS 14 E 15 – QUINTA E SEXTA-FEIRA

16h00 às 18h00 – Local: SESC Crato

Exibição dos vídeos

DIA 16 – SÁBADO

8h00 – Local Sesc Crato

Oficina Poesia Instalação com Paulo Soares  – Inscrição: http://goo.gl/forms/LASR8dXhK3

8h00 – Local: Sede do Coletivo Camaradas

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MOSTRA DE VÍDEOS SOBRE INTERVENÇÕES E PERFORMANCES SERÁ REALIZADA EM 15 ESTADOS

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A quarta edição da Mostra Nacional de Vídeo sobre Intervenções e Performances – Mostra IP esse ano será realizada em 27 cidades brasileiras de 15 estados, totalizando 30 Mostras. A Mostra será realizada no período de 10 a 22 de abril. Foram inscritos 212 vídeos de 56 cidades brasileiras de 19 estados e 3 inscrições estrangeiras, do México, USA e Inglaterra. Deste total foram selecionados 115 trabalhos.
A Mostra IP é uma realização do Coletivo Camaradas e conta com a co-realização da Rede IP (BR), Rede ColetivoS (CE), Grupo Totem (PE), Companhia Ortaert (CE), Coletivo Psicodélico (AP), Careta Coletivo (AL), La Plataformance – Estação de Trabalho (SP), Centro Universitário de Cultura e Arte da União Nacional dos Estudantes – CUCA da UNE ( BR) e o Laboratório de Estudos, Vivencias e Experimentos em Arte Contemporânea – LEVE Arte Contemporânea (CE).
A Mostra é uma ação colaborativa que reúne mais de mais de 100 coletivos do país que atuam no campo da intervenção urbana e da performance. Em cada cidade a Mostra tem formatos diferentes, além da exibição dos vídeos acontecerá rodas de conversas, experimentações artísticas, oficinas, vivências e intercâmbios.
Criada em 2012 pelo Coletivo Camaradas na cidade do Crato, na região do Cariri, no Estado do Ceará, a Mostra IP vem se consolidando como importante ação no cenário nacional por democratizar o registro dos trabalhos em performance e intervenções urbanas e possibilitar contatos entre as artísticas e coletivo de diversas regiões brasileiras.
Estados e cidades que realizarão a Mostra IP
Mato Grosso do Sul: Dourados (Inscrita duas vezes) e Campo Grande.
Sergipe: Aracaju.
Pernambuco: Petrolina.
Santa Catarina: Itajaí, Florianópolis, Criciúma
Bahia: Juazeiro, Jequié.
Minas Gerais: Uberlândia
Ceará: Farias Brito, Iguatu, Fortaleza, Guaraciaba do Norte, Fortim e Crato.
São Paulo: Catanduva, São Paulo (Inscrita duas vezes) e Porto Feliz.
Rio de Janeiro: Rio de Janeiro
Maranhão: São Luiz (Inscrita duas vezes)
Alagoas: Maceió.
Paraíba: João Pessoa.
Rio Grande do Norte: Natal
Amapá: Santana, Macapá.
Goiás: Goiânia.

Serviço:
Coletivo Camaradas
www.camaradas.og
www.mostraip.camaradas.org
E-mail: [email protected]
Whatsapp (88) 996616516

Cuidar do Camaradas exige entendimento

 

cordel2Por Alexandre Lucas*

Uma criança ao nascer precisa de cuidados e quem cuida precisa compreender como cuidar e por que cuidar. Na ausência desta compreensão é possível colocar em risco a vida da própria criança.  Nos movimentos sociais e nas diversas formas de organização social a relação entre a concepção e o fazer são questões que tendem a seguir a mesma unidade como elementos de um mesmo organismo vivo.

É preciso pensar nas formas organizativas a partir das diretrizes políticas que norteiam a particularidade de cada organização.  Se fosse remeter novamente a analogia da criança podia apontar que a forma de cuidar da criança de um determinado lugar seria remetida inevitavelmente a cultura do lugar aonde a criança está inserida.

É necessário um cuidado político e pedagógico que possa dar a forma organizativa capaz construir na diversidade de ações uma unidade. Isso parte do pressuposto da necessidade de uma centralidade política alinhada com as formas de expansão da organização.

As bases e ações da organização devem se constituir como elos de comunicação e da  construção de unidade e de crescimento quantitativo e qualitativo.

Essa compreensão, não descarta, a existência de divergências de ideias, o que é impossível. Entretanto, criar uma cultura organizativa para não perder de vista a bússola política.

No Coletivo Camaradas esse entendimento deve costurar a pratica comum dos seus militantes e concomitantemente se deve apropriasse da assimilação  que o Camaradas é  uma organização política de esquerda que tem como viés de entendimento teórico o materialismo histórico-dialético, ou seja, o marxismo e que atua no campo da reflexão, produção e circulação estética-artística com e para as camadas populares, na defesa de políticas públicas e na democratização do saber, bem como em processos de articulação política juntos aos movimentos sociais.

Apesar de não ser um coletivo de artistas, o Camaradas atua predominantemente no campo estético-artístico-político, tendo em vista, que foram os elementos que possibilitaram o seu surgimento.

Compreender que essa engrenagem só pode funcionar e ser consertada a partir de uma concepção definida e de um formato organizativo alinhado a uma centralidade política é essencial para seu o fortalecimento e coesão.

Caso esses entendimentos sejam negligenciados, da mesma forma como a criança do início do texto que corre risco de vida quando não se compreende como cuidar e por que cuidar. O Coletivo Camaradas não é diferente, ele pode se degenerar, se apartar e morrer.

Portanto, cuidar do Camaradas exige de cada militante entendimento sobre o que somos e aonde queremos chegar. Cuidemos.

*Pedagogo, artista/educador e coordenador do Coletivo Camaradas.

Resultado da Monitoria Voluntária da Brinquedoteca Popular do Coletivo Camaradas

Os selecionados deverão comparecer para a formação nos dias 29, 30 e 31 de março, das 15h00 às 18h00, no Auditório do Geopark Araripe – URCA Campus Pimenta. Informações adicionais pelo whats: 996616516.   Os selecionados deverão verificar e-mail com as demais informações.

 

Vicência Jamislânia da Fonseca História URCA
Alessandra Bringel de Sousa História URCA
Bárbara Almeida Oliveira História URCA
Beatriz Félix Cardoso Economia URCA
Tamires Mendes Silva Educação física URCA
Larissia Cândido Cardoso Direito URCA
Cícero dos Santos Leandro Biologia URCA
Anderson Ismael da Silva Oliveira Letras URCA
Alisson Gomes da Silva Geografia URCA
Wianderson Souza de Alencar Geografia URCA
Jose Ivan Brigido Pinheiro Educação física Leão Sampaio
Tatiane Alves Paiva Pedagogia URCA
Dayane de Lima Campelo Psicologia Leão Sampaio
Wennya Pereira Brito Pedagogia URCA
Kessia Kelly Campos Pereira Pedagogia URCA
Marilhia Paula da Silva História URCA
Francielle da Silva Moura História URCA